sexta-feira, 3 de maio de 2013

MINISTÉRIO PÚBLICO E CORREGEDORIA PEGOU 3 OFICIAIS DO 14°BPM BANGU NO GRAMPO.





A polícia irá investigar o envolvimento de pelo menos três oficiais do 14º BPM (Bangu) no esquema de cobrança de propina a camelôs, mototaxistas, motoristas de van e comerciantes na Zona Oeste. Numa conversa registrada às 17h11m de 16 de outubro do ano passado entre o sargento Alexandre da Silva e o cabo Wilson Eduardo Nogueira Santos, eles falam sobre a divisão de dinheiro, citando dois majores e um capitão. A informação faz parte da investigação em conjunto entre a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e a Corregedoria da PM, que identificou o envolvimento de 60 agentes no esquema.
Em outro grampo telefônico, gravado no dia anterior, o sargento Alexandre fala com o soldado João Paulo Gomes da Costa sobre o repasse a um major de parte da propina recolhida em duas semanas. “Eu acho que tinha que criar uma dificuldadezinha, entendeu? Chefe, ó: tá aqui uma. A outra o senhor dá um prazo aí que a gente vai diluindo”, comentou.

O esquema, que ainda envolvia o cabo Leandro do Nascimento Coelho, era organizado por policiais que prestavam serviço ao Auxílio à Polícia de Trânsito (Aptran) do batalhão de Bangu.
De acordo com a investigação, os policiais da Aptran também faziam segurança armada a empresas de transportes de cargas e a uma distribuidora de alimentos.
— Nenhum fato vai ficar sem apreciação. Mas a investigação complementar será feita em sigilo — disse o promotor Alexandre Themistocles, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

Em entrevista ao EXTRA, o coronel Erir Costa Filho, comandante-geral da Polícia Militar, deu a entender que um oficial era alvo da investigação.
— Algum oficial pode ter uma surpresa — disse na tarde desta terça-feira, logo após a entrevista coletiva da Operação Compadre, no Quartel-General da PM.


Carro particular para recolher dinheiro
De acordo com a investigação, a quantidade de recolhimento de dinheiro do esquema feito pelos policiais da Aptran era tão grande que eles só terminavam a arrecadação no dia seguinte aos seus turnos, usando carros particulares. 
Quando um motorista que pagava aos policiais era parado numa operação de fiscalização, os policiais da Aptran conseguiam a liberação do infrator com uma ligação. As cobranças eram feitas a pessoas que trabalhavam com transporte irregular.


FONTE: EXTRA.GLOBO

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