segunda-feira, 22 de julho de 2013

MAIORIA DAS CABINES DA PM ESTÃO VAZIAS.

Boa parte das cabines da PM nas zonas Norte e Oeste do Rio tem a estrutura básica para funcionamento: mesas, cadeiras, ligação elétrica, ar-condicionado, bebedouro. Falta, porém, o mais importante: o policial. Durante quatro dias, o EXTRA percorreu 38 cabines da corporação por todo o Rio, e verificou que não havia policiais em 70% das cabines na Zona Oeste, e em seis das 15 bases visitadas na Zona Norte. Situação bem diferente foi vista na Zona Sul da cidade: de dez cabines, apenas uma não tinha policial à vista. No Centro, as três bases pelas quais a equipe do EXTRA passou estavam ocupadas. Na região central do Rio, a com melhor situação de policiamento, as cabines da Lapa, do Largo da Carioca e da saída do Túnel Rebouças, no sentido Zona Norte, tinham pelo menos um PM de prontidão. Já na Zona Sul, a única base que estava sem policiais foi a da Rua Alice, em Laranjeiras. Todas as outras — em Copacabana, no Leme, em Ipanema, na Lagoa, na Urca, no Largo do Machado e no Flamengo — estavam com homens trabalhando. Na Zona Norte, o flagrante de cabines vazias foi feito no Grajaú, na Tijuca, no Engenho Novo, em dois pontos de Irajá e em Del Castilho. Já no Méier, em Vista Alegre, em Benfica, Pilares, no Rio Comprido, no Maracanã, em Brás de Pina, no Cachambi e na Avenida Dom Hélder Câmara, policiais estavam de serviço no interior das estruturas. Já na Zona Oeste, havia PMs trabalhando apenas nas bases instaladas no Largo da Taquara, na Praça Jauru e no Largo do Tanque. A presença de policiais em cabines dá tranquilidade a moradores e comerciantes. — Aqui sempre tem polícia. É bom, importante para os moradores e para quem passa por aqui — afirma o eletricista Roberto Silva, de 47 anos. Na mesma região, as cabines de Realengo, Valqueire, Pechincha, Taquara, Barra e Curicica estavam sem PMs. — Passo por aqui com frequência e, muitas vezes, não tem ninguém lá dentro. Precisávamos de uma presença mais efetiva da polícia— reclama o administrador Rafael Ribeiro, de 35 anos, em frente à cabine da Estrada dos Bandeirantes. A Polícia Militar responde Procurada pelo EXTRA, a assessoria de imprensa da PM informou que o policiamento com o apoio de cabines vem sendo reavaliado pelo comando da corporação. Segundo a assessoria, muitas cabines estão sendo desativadas "para que o policiamento seja mais dinâmico e não estático". A Polícia Militar ressaltou ainda que a cabine não é o único recurso para dar segurança a determinada localidade. "Comandantes e supervisores fazem avaliações com frequência para identificar que tipo de policiamento será empregado em cada região", diz a nota. A PM ainda destacou que os policiais que ficam nessas bases são acionados constantemente para ocorrências em locais próximos. "Pode acontecer de uma cabine estar vazia por conta de algum chamado", argumenta. A nota ainda justifica que "são diversas as ocorrências criminosas em bairros que dispõem de cabines que acabam sendo bem resolvidas por viaturas." Na noite do dia 16, após o EXTRA pedir informações à PM sobre as cabines vazias, a corporação tornou pública, em seu site, a nota com respostas às demandas feitas pelo jornal. Mesmo depois de afirmar que o policiamento em cabines estava sendo reavaliado, ontem o EXTRA encontrou policiais em quatro bases anteriormente vazias na Zona Norte: Tijuca, Grajaú, Engenho Novo e Del Castilho. fonte: http://extra.globo.com/

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