quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Pela primeira vez desde 1994, policiais não vão receber abono de Natal

A crise financeira do estado não afetou apenas os salários dos servidores. Pela primeira vez desde 1994 os policiais do Rio não vão receber cestas e nem quantia em dinheiro como abono de Natal. Pelo menos até ontem o estado não havia distribuído o benefício aos mais de 50 mil policiais — 40 mil militares e 11 mil civis.

Ano passado, o governo estadual depositou R$ 100 na conta de cada policial militar e distribuiu cestas aos policiais civis. A Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) também não entregou cestas aos 3.500 agentes. Até agora apenas os bombeiros receberam um cartão, no valor de R$ 130, o mesmo que em 2014.

A tropa está indignada. “Até agora, nada. As cestas começaram a ser distribuídas em 1994 e com o tempo foram diminuindo até serem dadas em cartão, com uma certa quantia. A que ponto chegamos”, reclamou um PM, que prefere não se identificar. Policiais civis também não estão nada satisfeitos. “Não recebemos absolutamente nada até agora. As coisas estão muito complicadas no estado, em todos os sentidos”, lamentou um agente, que também não quis divulgar seu nome.

PM estuda marcar consultas por telefone para reduzir filas no hospital da corporação



A Polícia Militar respondeu, nesta terça-feira, os questionamentos feitos pelo jornal Extra  sobre a crise no hospital da corporação, situado no Estácio. Veja abaixo as perguntas e respostas:

PERGUNTA. O atendimento é de 8h às 16h. Por que há a necessidade de PMs, mesmo morando fora do Rio, se deslocarem no dia anterior?

RESPOSTA: O deslocamento dos policiais é feito de acordo com a conveniência dos mesmos. No entanto, para agilizar ainda mais os atendimentos, o HCPM, em conjunto com a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), está estudando uma maneira para diminuir as filas em questão, implantando a marcação de consultas por telefone para reduzir as demandas de marcações presenciais. Serão escalados mais policiais militares para organizar a fila e o portão de acesso ao HCPM.

P: Os PMs alegam que só há um médico no atendimento da psiquiatria e nenhum nas outras áreas. Por que acontece esse problema?

R: Recentemente, dois policiais médicos psiquiatras pediram demissão. Todavia quando o Hospital não tem condições de realizar algum exame, ele redireciona o paciente para o hospital de Niterói ou clínicas conveniadas. De acordo com o Diretor Geral de Saúde, policiais licenciados retornarão ao trabalho para restabelecer o atendimento. Já está em andamento uma licitação para que as Clínicas que realizam esse tipo de tratamento atendam aos policiais militares, além disso existe a previsão de um novo concurso para a área de psiquiatria.

P: Há pacientes que tentam, há tempos, ser reformados e não conseguem. Eles apenas recebem licenças, que são renovadas periodicamente. Por que isso ocorre?

R: A reforma do policial militar é precedida de um rigoroso processo de avaliação médica.

P: Os PMs alegam ainda que tiveram que ligar para 190 para pedir uma viatura para ficar na porta do hospital, já que bandidos do São Carlos passavam armados por ali durante toda a madrugada. Essa ligação foi feita?

R: Sempre que há um acionamento do 190 a PM procura atender com a menor brevidade possível, ainda que em muitas ocasiões tais problemas não sejam constatados.

P: Há alguma previsão para melhora no atendimento?

R: Para agilizar ainda mais os atendimentos, o HCPM em conjunto com a Diretoria Geral de Pessoal (DGP) está estudando uma maneira para diminuir as filas em questão, implantando a marcação de consultas por telefone para reduzir as demandas de marcações presenciais. Serão escalados mais policiais militares para organizar a fila e o portão de acesso ao HCPM.

P: Os policiais vão continuar com a tarefa de preparar o alimento ou a PM vai adotar outra medida para suprir a falta dos terceirizados?

R: Os serviços de alimentação foram normalizados graças ao esforço do atual comando da Corporação.

P: Quantos médicos trabalham na unidade da PM, no Estácio e em Niterói?

R: No Hospital Central da PM trabalham 276 e no Hospital de Niterói trabalham 65.

P: Quantos serão cedidos para atuar em hospitais da rede estadual?

R: O Comando da Polícia Militar informa que o Quadro de Saúde da Corporação auxiliará as unidades de saúde pública do estado nos atendimentos prioritários das equipes médicas de plantão. O apoio à Secretaria de Saúde será feito considerando a especialidade e carga horária dos profissionais de Saúde da PM, sem prejudicar o atendimento do serviço médico das Unidades da Polícia Militar, contando com 25 Médicos/Enfermeiros diariamente. As equipes médicas da saúde das unidades de saúde do estado, caso necessário, poderão fazer as refeições nos ranchos de três batalhões: 5°BPM (Praça da Harmonia), 19°BPM (Copacabana) e 23°BPM (Leblon).

P: Há condições de ceder os profissionais sem descobrir o atendimento das unidades militares?

R: O apoio à Secretaria de Saúde será feito considerando a especialidade e carga horária dos profissionais de Saúde da PM, sem prejudicar o atendimento do serviço médico das Unidades da Polícia Militar.

P: Quantos pacientes estão no HCPM do Estácio?

R: Foram internados no HCPM de janeiro/novembro do ano de 2015 um total de 5.255 pacientes.

P: Qual a média mensal de atendimentos no HCPM?

R: No período de janeiro à novembro de 2015 foram atendidos na emergência do HCPM um total de 66.494 pacientes.

P: Quantas cirurgias as unidades fazem mensalmente?

R: No período de janeiro 2015 até novembro 2016 foram realizadas 2.716 cirurgias no HCPM.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

VAMOS DIZER NÃO AO PARCELAMENTO DOS NOSSOS DIREITOS!

VAMOS DIZER NÃO AOS EMPRÉSTIMOS PARA O RECEBIMENTO DO DÉCIMO TERCEIRO!

SEGUNDA-FEIRA AS 10h VAMOS ACOMPANHAR A VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO 2016 NAS ESCADARIAS DA ALERJ E AS 17h CONCENTRAÇÃO NO PALÁCIO GUANABARA ONDE O GOVERNADOR IRÁ RECEBER UMA COMISSÃO FORMADA POR REPRESENTANTES DOS SERVIDORES PÚBLICOS.

 JUNTOS SOMOS FORTES
NEM UM PASSO DAREMOS ATRÁS
DEUS ESTÁ NO CONTROLE


8º BPM, UM BATALHÃO SOMBRIO

O Comando e principalmente o Sub-Cmt, estão cobrando geral e intimidando a tropa para apreender os veículos irregulares e não dá trégua... a ponto do responsável pelo Pátio Norte (depósito público municipal de veículos apreendidos de Campos), ligar para as guarnições e saber; "o que tem para mim ai colega..." essas cobranças foram feitas de forma aberta mesmo, até no rádio jogaram essa determinação, e que se não chegassem aos números de apreensões determinadas, seriam passíveis de responder DRD (Documento de Resposta e Defesa). 
Esse é o quadro companheiros, estamos a mercê de algo sombrio que que não é transparente para nós. 
Prova dessa intimidação foi a transferência de 17 colegas daqui para outro batalhão sem qualquer critério... foi transferido Sub Ten, 2º Sgt ... 3º ...mas o batalhão esta cheio de Soldados modernos. (BOL PM que consta a transferência, paginas 27 e 28. observem que também foram transferidos colegas do 29º BPM - Itaperuna, aproveitaram o mesmo Bol, colegas que também foram perseguidos lá em Itaperuna pelo Comando do 6º CPA) 
E pior disso tudo é que, estamos sendo vigiados por um grupo de supervisores (que deveriam ser Oficiais) que são Sub-Ten e que levam tudo que ocorre do serviço para o Sub Comandante, esses Sub Tenentes são responsáveis em indicar aqueles que não estão cumprindo as metas de apreensão de veículos e estão sendo visados para futuras transferências. Uma coisa muito triste e que nunca ví ocorrer neste batalhão. 
Aqui quem está mandando no quartel são os Sub-Ten supervisores, que passam por cima da sala de Operações e também do Fiscal de Dia...(mesmo se o Fiscal for mais antigo). 
Parece um terror, uma ditadura! O clima é dos piores possíveis... Já tentei conversar com os colegas para denunciarmos, mas o medo é enorme.. os Sub estão sendo mais temidos que os Oficiais Superiores do Batalhão. Peço que os companheiros divulguem essa situação no SOS, se possível. Nos ajudem através do blog, que os Praças tenham conhecimento e que isso chegue ao conhecimento de Bombeiros e Policiais, que o próprio Comando saiba de nossa denuncia.

RECEBIDO POR EMAIL



domingo, 20 de dezembro de 2015

DESABAFO DE UM PM SOBRE ATENDIMENTO MÉDICO

JUNTA MÉDICA, ÁREA DE PSIQUIATRIA 

video

O hospital realmente está longe de ser ideal. Impressiona, e é lastimável, os problemas de atendimento médico no âmbito da PMERJ.
O atendimento no HCPM é, muitas vezes, desleixado e desinteressado, principalmente com os praças. Nem é preciso gritar muito e pedir o fim da Saúde na PM, os quadros já estão se desmantelando aos poucos.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Integrante da máfia da Saúde da PM criou projeto para apoiar policiais feridos


Acusado de fazer parte da quadrilha que desviou mais de R$ 16 milhões do Fundo Único de Saúde da PM do Rio, Orson Welles da Cruz, ex-funcionário da Secretaria estadual de Governo e membro suplente da Comissão de Ética do PMDB fluminense, criou, em outubro deste ano, um projeto para “atuar junto aos familiares dos policiais militares falecidos e com aqueles que estão afastados em decorrência de licença para tratamento de saúde”. O projeto, batizado Anjo da Família, é assunto de um ofício enviado pelo secretário de Governo, Paulo Melo, ao atual comandante da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto. Orson foi exonerado do cargo, na tarde de ontem, após sua prisão.

No documento, de 14 de outubro, o secretário informa ao oficial o celular de Orson para posterior contato e informa que o projeto “visa amenizar a angústia e o sofrimento dos envolvidos, orientando, acompanhando e fazendo a intercomunicação entre os órgãos envolvidos”.



PMs presos por desviar fundo da saúde são recebidos com revolta no BEP

A noite desta sexta-feira foi de revolta no antigo Batalhão Especial Prisional (BEP). Policiais presos na unidade receberam com indignação os oficiais acusados de desviar R$ 16 milhões do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom). Os gritos de "Ei ladão, cadê o meu Fuspom",  provocaram a rápida decisão dos advogados do ex-chefe do Estado-Maior, coronel Ricardo Pacheco e o coronel Kleber dos Santos Martins de tentar tirá-los do BEP, em pedido ao comandante da PM, Alberto Pinheiro Neto. O advogado de Pacheco alegou problemas no coração e o de Martins pediu que seu cliente fosse transferido para unidade comandada por um coronel da PM, como, por exemplo, o Batalhão de Choque. 


Vídeo: Presos são recebidos com revolta no BEP

Um novo regulamento disciplinar para corporação.


O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, prometeu ao deputado Flávio Bolsonaro (PP) que a Polícia Militar vai encaminhar à Assembléia Legislativa o projeto com o novo regulamento disciplinar da corporação. 
O deputado  defende que os códigos em vigor, de 1983 e 1985, estão pra lá de ultrapassados. 
Na marra 
Caso o secretário não cumpra a palavra até fevereiro de 2016, Bolsonaro já traçou uma saída com os líderes dos partidos na Assembléia. 
Eles vão apresentar um decreto legislativo, sustando o regulamento atual. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Servidor pode receber o 13º via empréstimo Estado ou retirar a segunda parcela do salário em quatro vezes

Sem caixa para pagar integralmente a segunda parcela do 13º salário, o estado estabeleceu duas opções para os servidores: receber o valor parcelado em quatro vezes ou de uma só vez, por meio de um empréstimo bancário, com juros e correção pagos pelo governo. O Tesouro Estadual havia depositado, na quinta-feira, o equivalente a 20% do vencimento. Segundo o secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, os funcionários que quiserem receber os 80% em cota única deverão fazer o pedido numa instituição financeira credenciada pelo estado ou no Bradesco, onde o governo paga os salários dos funcionários.

TAXA MENOR

De acordo com Espíndola, em caso de empréstimo, cada funcionário terá que aderir a um plano com a garantia de que os juros de 1,93% ao mês serão honrados pelo governo. O custo é inferior à taxa de um empréstimo consignado oferecido aos servidores, atualmente fixado em 2%. Na Caixa Econômica, o percentual é 2, 5%, segundo o site do Banco Central. O secretário garante que o banco dará crédito mesmo para quem têm o nome inscrito em instituições de proteção ao crédito.

— O pagamento será parcelado. O governo está facilitando para o servidor público uma taxa mínima.

Ainda segundo Espíndola, os servidores que optarem pelo parcelamento receberão um abono correspondente ao valor dos juros pagos no financiamento bancário:

— Quem não quiser antecipar a segunda parcela do 13º receberá uma indenização, em razão do descumprimento do estado, que deveria pagar até dezembro de 2015.

O estado estima que os empréstimos devem somar cerca de R$ 500 milhões. De acordo com o secretário, os servidores de todos os poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) poderão aderir ao plano, já que o estado só depositou 20% para inativos e pensionistas do Tribunal de Justiça, Alerj, Ministério Público e Tribunal de Contas. Esses órgãos estudam antecipar o pagamento para esses funcionários com recursos próprios, para que posteriormente sejam ressarcidos pelo Rioprevidência.

Inicialmente, o estado havia prometido pagar a segunda parcela do 13º na quinta-feira. Mas, sem dinheiro em caixa, só conseguiu apresentar uma solução para o impasse ontem, após várias reuniões com os líderes dos partidos na Assembleia Legislativa (Alerj).


SAI CALENDÁRIO DO PAGAMENTO DOS SERVIDORES EM 2016

O governo divulgou nesta sexta-feira o calendário de pagamento dos servidores em 2016. Conforme anunciado na quinta, a data foi modificada, e a partir de 2016 o desembolso dos funcionários, que era feito no segundo dia útil do mês, passará para o sétimo dia útil. Com isso, o primeiro pagamento, referente a dezembro de 2015, será realizado no dia 12 de janeiro para servidores ativos e inativos das administrações Direta e Indireta, e pensionistas previdenciários do Estado. Já os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista receberão no dia 8 de janeiro. A decisão foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial.


Coronéis que integravam cúpula da PM do Rio são presos por desviarem dinheiro do fundo de saúde da corporação

FONTE: JORNAL EXTRA


Leia:  Lobista acusado de fazer parte da máfia da PM é funcionário do governo do Rio e filiado ao PMDB


Agentes do Ministério Público e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) cumprem na manhã desta sexta-feira, mandados de prisão preventiva contra 25 acusados de integrarem uma quadrilha que desviou mais de R$ 14 milhões do fundo de Saúde da Polícia Militar do Rio. Entre os acusados estão três coronéis que faziam parte da cúpula da corporação até o final de 2014: o ex-chefe do Estado-Maior Administrativo, Ricardo Pacheco, o ex-diretor de Finanças, Kleber Martins, e o ex-gestor do Fundo de Saúde da PM, Décio Almeida. Os coronéis Ricardo Pacheco e Décio Almeida já estão presos e os agentes seguem para o interior do Rio para capturar o coronel Kleber Martins. Todos vão responder por associação criminosa. A investigação do caso durou mais de um ano e foi feita, em conjunto, pela Ssinte e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do MP.

Além deles, outros nove oficiais da corporação, onze empresários, uma ex-funcionária civil da PM e um funcionário da Secretaria estadual de Governo também tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. Segundo a denúncia do Gaeco, obtida pelo EXTRA, o grupo fez do "Quartel General da PM um verdadeiro 'balcão de negócios' e a sede administrativa da organização criminosa, um QG de 'tratativas criminosas', de arrecadação de propinas e desvio de valores de verbas do Fundo de Saúde da PM, assim como recebimento ou exigência de vantagens econômicas indevidas".
A quadrilha é acusada de realizar compras fraudulentas de materiais hospitalares em processos, na maioria das vezes, sem licitação. As empresas contratadas a partir do pagamento de propinas assinavam, em contrapartida, contratos milionários para o fornecimento de produtos que, por vezes, nunca chegavam aos hospitais da PM. Uma das compras investigadas foi a de 75 mil litros de ácido peracético, usado para esterilizar material cirúrgico, por mais de R$ 4 milhões em fevereiro de 2014. Por ano, a PM usa apenas 310 litros do produto, que jamais foi entregue. A Medical West, empresa que forneceu o ácido, foi paga integralmente.

Segundo a denúncia, também faziam parte do esquema de compras as empresas Gama Med 13 Com. e Serv. Ltda., Comercial Feruma Ltda., Bioalpha Serviços & Comércio de Materiais Médicos Hospitalares Ltda. e M&C Comércio e Soluções de Equipamentos.

Os investigadores concluíram que Pacheco atuava como "um verdadeiro 'capo' mafioso", fixando os valores a serem pagos como propina por empresários do ramo de materiais médicos. Segundo a denúncia, o oficial "estabeleceu um aumento de 2% a 8% para 10% do valor do contrato, que deveria ser solicitado ou exigido de todos os fornecedores que faziam parte do esquema criminoso, passando tal orientação para o núcleo operacional, cujos integrantes mantinham contatos estreitos e pessoais com as sociedades fornecedoras". Além disso, era do coronel a incumbência de dividir os valores entre os demais membros da quadrilha.


Policiais acusados:

1. Ricardo Coutinho Pacheco, coronel PM

2. Kleber dos Santos Martins, coronel PM

3. Décio Almeida da Silva, coronel PM

4. Helson Sebastião Barbosa dos Prazeres, major PM

5. Andreia Carneiro Ramos, major PM enfermeira

6. Delvo Nicodemos Noronha Junior, major PM

7. Sérgio Ferreira de Oliveira, major PM

8. Maycon Macedo de Carvalho, major PM

9. Artur Cruz Junior, major PM

10. Luciana Rosas Franklin, capitã PM

11. Dieckson de Oliveira Batista, tenente PM

12. Marcelo Olímpio de Almeida, subtenente PM

13. Ana Luiza Moreira Gaspar, ex-funcionária civil da PM

Empresários acusados:

14. Claudia Lucia de Souza, da Gama Med 13 Com. e Serv. Ltda.

15. Ilma Maria dos Santos, da Gama Med 13 Com. e Serv. Ltda.

16. Claudio Teixeira da Silva, da Gama Med 13 Com. e Serv. Ltda.

17. Artilano Francisco da Silva, da Comercial Feruma Ltda.

18. Joel de Lima Pinel, da Bioalpha Serviços & Comércio de Materiais Médicos Hospitalares Ltda.

19. Cainã Albuquerque Pinel, da Bioalpha Serviços & Comércio de Materiais Médicos Hospitalares Ltda.

20. Temístocles Tomé da Silva Neto, da Bioalpha Serviços & Comércio de Materiais Médicos Hospitalares Ltda.

21. Tiago Medeiros Cunha, da M&C Comércio e Soluções de Equipamentos

22. Luciene Moreira Andrade, da M&C Comércio e Soluções de Equipamentos

23. Rodrigo Gomes Theodoro dos Santos, da Medical West

24. Leonardo Pereira dos Santos, da Medical West

Lobista acusado:

25. Orson Welles da Cruz, servidor público ocupante de cargo comissionado na Secretaria estadual de Governo do Rio, membro suplente da Comissão de Ética do PMDB fluminense

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

PM do Bope preso, acusado de ligação com o tráfico chegou a ser nomeado na Superintendência Militar da ALERJ.


‘Vendedores’ de ações do Bope no banco dos réus
A juíza da Auditoria da Justiça Militar, Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, decretou a prisão preventiva dos policiais Maicon Ricardo Alves Costa, André Silva de Oliveira, Raphael Canthé dos Santos, Rodrigo Meleipe Vermelho Reis e Silvestre André da Silva Felizardo. Eles são acusados de ‘vender’ a traficantes do Comando Vermelho (CV) as ações do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A magistrada recebeu ainda a denúncia do Ministério Público e determinou o interrogatório dos réus para o dia 21 de janeiro ao meio-dia. o terceiro-sargento André Silva de Oliveira, o Preto 2, foi nomeado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), para a Superintendência Militar da Alerj. O cargo durou pouco. Ele nem tomou posse, já que estava atrás das grades e foi exonerado na sexta-feira mesmo. O policial preso era próximo do PMDB. Ele fazia a segurança do prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier.

POLICIAL DO BOPE PRESO, ERA LOTADO NA SECRETARIA DE SEGURANÇA


POLICIAIS ESTÃO SEM PAGAMENTO DO PROEIS


Bope vai treinar policiais do Jacarezinho

Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Jacarezinho iniciaram nesta semana o treinamento com unidades que integram o Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar. Agentes terão apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Grupamento Aeromóvel (GAM). As equipes do COE reforçam o patrulhamento da região desde semana passada, após a morte de três PMs na comunidade.

Esta é a primeira fase do treinamento, que faz parte de um realinhamento estratégico das UPPs, e contará com 60 policiais que vão receber instruções práticas de técnicas de abordagem, conduta de patrulha, autoproteção nas áreas de atuação, uso de armamento e primeiros socorros.

De acordo com a Polícia Militar, a segunda parte será realizada pela Assessoria de Ensino e Pesquisa da Coordenadoria Polícia Pacificadora, que vão ministrar disciplinas voltadas para Polícia de Proximidade, como comunicação não-violenta, produção de dados de inteligência, estudos de casos sobre práticas policiais, gerenciamento de risco, entre outras. Psicólogos e médicos acompanharão todos os processos. 

Novas regras para pensões no estado



Os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votarão, hoje, em sessão extraordinária, o Projeto de Lei 1.251, que endurece as regras para a concessão de pensões para dependentes de funcionários públicos. O texto, que havia sido enviado pelo Executivo aos parlamentares, no dia 11 de setembro, fora retirado da Casa cerca de 15 dias depois, após uma série de críticas feitas por deputados e servidores. Na segunda-feira passada, a proposta foi novamente enviada à Alerj.

O projeto, que tenta evitar um rombo maior no Rioprevidência, manteve o artigo segundo o qual se o servidor morrer sem ter feito 18 contribuições ou se, na data de sua morte, for casado ou tiver união estável há menos de dois anos, a(o) viúva(o) só terá direito a quatro meses de pensão.

O texto também manteve o trecho que restringe o direito à pensão de acordo com a idade da(o) viúva(o). Teria direito ao benefício vitalício somente a(o) cônjuge ou a(o) companheira(o) com expectativa de vida menor ou igual a 35 anos — ou seja, que tenha a partir de 44 anos. Quem ficasse viúva(o) aos 22 anos teria apenas três anos de pensão.

Exceção à exigência dos 18 meses

O projeto diz que “se o óbito do servidor segurado decorrer de acidente de qualquer natureza ou doença profissional ou do trabalho”, a(o) viúva(o) terá direito à pensão de acordo com sua expectativa de vida, independentemente do tempo de contribuição do servidor ou do casal ter completado o mínimo de dois anos de casamento ou união estável. Ou seja, neste caso, não vale a regra de quatro meses de pensão.

Normas imprecisas para policiais

O texto exclui viúvas(os) de militares das regras que condicionam o tempo de pensão à expectativa de vida, mas não deixa claro em que circunstâncias o direito ao benefício vitalício estaria garantido. Policiais civis entrariam na regra geral. Ou seja, se morrerem a antes de completar 18 contribuições, a(o) viúva(o) só teria quatro meses de pensão. O estado não comentou o projeto.

CRISE NO ESTADO: PENSIONISTAS SOB RISCO DE NÃO RECEBER


Manifestação dos servidores em frente ao Palácio Guanabara

video

Protesto pela questão do parcelamento dos  salários, e  a incerteza do recebimento da segunda parcela  do  13º salário. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

GRANDE MARCHA DOS SERVIDORES DO ESTADO


Servidor Público do Estado do Rio de Janeiro, não aceite outros parcelamentos salariais e venha cobrar o pagamento da segunda parcela do 13º salário. 

Dia 15 de dezembro, às 14 horas nos concentraremos no Lgo do Machado para uma marcha em direção ao Palácio Guanabara, queremos ser tratados com RESPEITO!

Juntos somos fortes e nem um passo daremos atrás, Deus está no controle!




Fuzis nas UPPs serão trocados por carabinas


Policiais Militares não sabem se receberão bônus de natal e a segunda parcela do 13º


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Previsão é pagar Proeis de outubro até o final do ano

Os policiais reclamam que a corporação não dá qualquer justificativa sobre a falta de pagamento. E eles já se preocupam com a possibilidade de atraso nas diárias de novembro, que deveriam ser pagas até 20 de dezembro. Em nota, a PM informou à coluna que a previsão é que "os dois meses (outubro e novembro) sejam pagos no mesmo dia". Por plantão de 12 horas, o Proeis paga diária de R$ 225. No valor, incide desconto de imposto.
1487

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Acidente com viatura deixa um policial morto e outro ferido na BR-040

Lotado no 15°BPM, o soldado Paulo Marcos Cardoso da Silva, 29 anos, morreu.
Um acidente que envolveu uma viatura do 15° BPM (Duque de Caxias) deixou pelo menos um policial militar morto na noite desta terça-feira (08/12). Um outro agente ficou ferido e foi levado consciente para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. 
De acordo com o 15° BPM, o acidente ocorreu no quilômetro 117 da BR-040, no sentido Rio de Janeiro. Um terceiro passageiro do carro não sofreu ferimentos e passa bem



PMERJ DE LUTO : Policial militar é encontrado morto em Mesquita


Mais um policial militar foi assassinado neste ano no Rio de Janeiro. O subtenente Reginaldo Cândido de Souza morreu após ser baleado durante tentativa de assalto, em Mesquita, na Baixada Fluminense, na manhã desta quinta-feira, dia 10 de dezembro.
Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada (DHBF) estão no local e realizam uma perícia.

PMERJ DE LUTO


Foi enterrado ontem (09)  o  corpo do policial que foi encontrado carbonizado em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Ele foi reconhecido por um irmão de criação, na terça-feira, a partir de uma tatuagem de dragão no braço direito e, depois, pelas digitais. Uma segunda vítima, que seria um amigo de Bruno com quem ele estava no dia em que foi morto, foi achado queimado no mesmo carro. O homem, porém, ainda não foi identificado oficialmente.
Bruno Christian estava na polícia há cinco anos. O soldado estava lotado no 21º BPM (Meriti), mas também já atuou na UPP do Vidigal, na Zona Sul do Rio.

Parcelamento de salários gera protesto de servidores no Rio de Janeiro


Bombeiros, professores, enfermeiros, médicos. Essas e outras categorias do funcionalismo público estadual participaram de manifestação nesta terça-feira (8) em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A causa da insatisfação é o parcelamento dos salários e a incerteza com relação ao pagamento do 13º.
Ao centro o Presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Rio de Janeiro (ABMERJ), Mesac Eflaim


Presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Rio de Janeiro (ABMERJ), Mesac Eflaim, pontuou os problemas trazidos pelo parcelamento dos salários. Enfermeira da Fundação Saúde, a situação de Virgínia da Silva Pereira é ainda pior.
Professor da rede estadual de ensino e diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Ricardo Pereira, afirmou que, para além da questão do parcelamento dos salários, o ato era contra um conjunto de ataques do governo estadual.
Procurada para confirmar se o pagamento da segunda parcela dos salários de dezembro será mesmo feita nesta quarta-feira (9), a Secretaria Estadual de Fazenda não se manifestou até o fechamento desta reportagem. Também não obtivemos retorno das secretarias de Fazenda e Saúde a respeito da situação da Fundação Saúde.

Ato dos policiais civis e militares, bombeiros e profissionais da saúde e educação contra o parcelamento do salário

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PM conclui investigação sobre recruta que teve morte súbita em treinamento



Dois anos após a morte do recruta Paulo Aparecido Santos de Lima, que sofreu um mau súbito durante um treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) em novembro de 2013, a Polícia Militar do Rio concluiu, anteontem, um Inquérito Policial Militar (IPM) sobre o caso. A investigação apontou, conforme consta no boletim reservado da corporação, “a existência de crime e de transgressão da disciplina” por parte dos capitães Renato Martins Leal da Silva e Sérgio Batista Viana Filho, e dos tenentes Slan Guimarães Procópio e Gerson Ribeiro Castelo Branco. Não consta no documento, porém, nenhuma punição para os quatro oficiais.

Segundo o texto, os indiciados forçaram os alunos “à prática extenuante de exercícios, dando insuficientes oportunidades para reidratação”. O fato, aponta também a conclusão do IPM, ocorreu no dia mais quente daquele ano, “quando os termômetros marcaram 41,8° C e a sensação térmica foi de 50° C”.

Ainda de acordo com o teor do boletim, a rotina imposta pelos então instrutores do Cfap ocasionou problemas de saúde em pelo menos 26 recrutas, incluindo insolação, lesões bolhosas e queimaduras de segundo grau. Já Paulo Aparecido sofreu uma intermação — mau causado por exposição excessiva ao calor — e chegou a ser levado para o Hospital da Polícia Militar, onde morreu dez dias depois.

Procurada, a PM afirmou que trata-se de um segundo IPM sobre o caso, instaurado este ano para apurações complementares. O primeiro, encaminhado à Auditoria de Justiça Militar em agosto de 2014, já havia apontado indícios de cometimento de crime e transgressão disciplinar por parte dos policiais envolvidos. A corporação não informou, contudo, se algum dos oficiais já foi efetivamente punido.
Em depoimento a promotores da Auditoria Militar, alunos que participaram da instrução relataram uma rotina de exercícios puxados, abusos e até pegadinhas por parte dos oficiais. Um recruta chegou a contar que, “enquanto os alunos queimavam as nádegas no chão quente, o capitão Leal encheu um copo de refrigerante e fez passar na mão de todos, sem que pudessem beber”. O aluno afirma que, nesse momento, o capitão estava numa viatura com o ar condicionado ligado. A sensação térmica chegou a 50 graus em Sulacap, bairro do CFAP, naquele dia.
 No dia do treinamento, Paulo Aparecido foi removido da instrução “desmaiado, sendo colocado na maca, sem responder aos estímulos. Foi feita massagem cardíaca, (...) voltando à frequência do coração”. Após ter sido reanimado, Paulo ainda foi levado à Unidade de Pronto Atendimento de Marechal Hermes (UPA) antes de ser levado ao Hospital Central da PM, onde teve morte cerebral diagnosticada dez dias depois.

Servidores estaduais protestam contra atraso no pagamento de salários

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

GRANDE DEMANDA NO SETOR DE PSICOLOGIA DA PMERJ

EM 2014 : 9.321 PMS  PRECISARAM DE AUXÍLIO PSICOLÓGICO



Segundo o comandante do Núcleo Central de Psicologia da Polícia Militar (PM), tenente-coronel Fernando Derenusson, em 2014, 9.321 policiais precisaram de auxílio psicológico, o que representou um aumento de 2.301 atendimentos em relação a 2013. Atualmente, a PM também conta com 718 agentes licenciados para tratamentos psiquiátricos. "Percebemos uma grande demanda no setor de psicologia. Acredito que seja necessário tornar obrigatório o apoio desses especialistas aos policiais que sofreram algum tipo de agressão", afirmou o tenente-coronel. As informações foram repassadas durante reunião, nesta quarta-feira (02/12), da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) destinada a apurar as causas do grande número de mortes e incapacitações de profissionais de segurança pública. 

O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PSol), defendeu a reformulação da política de segurança pública. "Além do grande número de mortes de policiais, a PM do Rio tem muitos trabalhadores que sofrem distúrbios mentais. A pressão sobre esses agentes é enorme e fruto de uma política centrada na guerra e na morte", declarou o deputado.

Segundo o chefe da Diretoria de Assistência Social (DAS) da PM, coronel Jorge Ricardo da Silva, a instituição presta atendimento social às famílias e aos policiais vitimados. A DAS também dispõe de transporte gratuito para levar os agentes aos hospitais e presta assessoria jurídica aos policiais que sofreram agressões. 

Durante a reunião, a cúpula da PM também anunciou a criação de uma nova sede para o Centro de Perícia da Saúde, previsto para ser instalado no Campo dos Afonsos, na Zona Oeste do Rio. Atualmente, a perícia é localizada em uma parte do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM).

Chefe do Estado Maior da PM diz que corporação está sobrecarrega

O coronel Robson Silva, chefe do Estado Maior da Polícia Militar disse, na tarde desta quarta-feira, em audiência da CPI das armas, que é preciso haver mudanças imediatas na corporação: “A PM não é uma polícia ideal. É necessário mudanças para que a instituição funcione. Ela está sobrecarregada”, disse.


A CPI abordou questões como a saúde mental dos PMs, a vitimização, a sobrecarga dos policiais militares e a reformularização da polícia militar. Segundo o coronel Pinheiro Neto, comandante-geral da Polícia Militar, atualmente existe na PM cerca de 22 mil coletes, com validade até o ano de 2017, mil fuzis guardados sem uso, além de dezenas de viaturas danificadas.

Para o chefe maior, a PM é vítima do descaso. Ele não quis comentar a chacina dos 5 jovens em Costa Barros.

"Há uma frustração da população em cima da PM, esperando respostas, quando na verdade temos uma polícia militar esgotada pela sobrecarga de atividades que muita das vezes não são nossas obrigações, como apreensão de drogas", afirmou Robson.

O coronel Pinheiro Neto, comandante-geral da Polícia Militar, disse que a prioridade é uma polícia com melhor estrutura."Precisamos desenvolver um trabalho esse ano para restruturar a Polícia Militar. Precisamos de uma PM estruturada", cobrou.

Participam da audiência na Alerj o coronel Pinheiro Neto, comandante-geral da Polícia Militar e o chefe do Estado-Maior Operacional da PM, coronel Cláudio Lima Freire. Nenhum dos dois quiseram falar com a imprensa.

A CONTA NÃO É NOSSA !



Todos os servidores do Estado do Rio de Janeiro precisam se unir contra o parcelamento salarial, além da incógnita sobre a segunda parcela do 13º. 

Você, policial, bombeiro, médico, professor, agente penitenciário... servidor do Estado do Rio de Janeiro, compareça na ALERJ às 14 horas dessa Quinta – feira dia 03 de Dezembro, vamos nos unir contra a desvalorização do servidor público Estadual.

Juntos somos fortes e nem um passo daremos atrás, Deus está no controle!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

'Estamos lutando para pagar o 13º dos servidores', diz Pezão

O governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão disse nesta terça-feira (1º) que está "lutando para pagar" o 13º salário dos servidores estaduais e que a data prevista para o pagamento da segunda parcela seria no próximo dia 17 de dezembro, mas que ainda "não está garantido".

                       FONTE: PORTAL G1

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Estado do Rio vai parcelar salário e aposentadoria dos servidores


As secretarias de Fazenda e de Planejamento e Gestão e o Rioprevidência informam que os pagamentos relativos a novembro dos servidores estaduais ativos e inativos do Poder Executivo serão feitos em duas etapas. Já o pagamento dos pensionistas não sofreu alteração. Os 90.688 pensionistas já receberam integralmente nas datas previstas no calendário, de 24 a 30 de novembro, de acordo com o número de inscrição. 

Os servidores inativos e ativos que ganham até R$ 2 mil líquidos mensais receberão o valor integral do pagamento nas datas previstas, ou seja, nestas terça-feira (1/12) e quarta-feira (2/12), respectivamente. Para aqueles que ganham acima deste valor, o Estado também depositará R$ 2 mil nessas datas e a diferença, até o próximo dia 9. O governador, o vice-governador e os secretários de Estado receberão a totalidade dos seus subsídios até o próximo dia 9/12. Do total dos servidores estaduais, 53% receberão integralmente seus vencimentos nas datas previstas anteriormente e os outros 47% receberão em duas etapas.

Todas as pensões alimentícias serão pagas integralmente nesta terça-feira (1/12) no caso dos inativos, e, nesta quarta-feira (2/12), no caso dos ativos, independentemente do valor da pensão. As 12 entidades da administração indireta com pagamento previsto para hoje (30/11) já receberam seus salários integralmente. O mesmo acontecerá com os servidores do Detran, que terão seus vencimentos depositados nesta terça-feira (1/12), uma vez que o órgão tem receita própria. 

Por motivos operacionais, os pagamentos dos inativos podem não aparecer na conta nas primeiras horas desta terça-feira (1/12), mas os valores serão depositados ao longo do dia. Aqueles que optaram pela portabilidade deverão ter o pagamento creditado apenas depois do meio-dia.

A folha de pagamento de novembro representa uma despesa total de R$ 1,9 bilhão, contemplando um total de 505.806 vínculos, sendo 248.419 ativos, 166.699 inativos e 90.688 pensionistas. O total de vínculos é superior ao de pessoas porque há servidores que têm mais de um vínculo com o Estado, principalmente servidores da Educação e da Saúde. Nesses casos, a divisão do pagamento será feita por vínculo. 

A nova data estabelecida para a folha de novembro é resultado da queda na arrecadação do Estado, assim como do agravamento da crise econômica do país. O Rio de Janeiro atravessa um momento de graves dificuldades financeiras, provocadas pela forte desaceleração da economia brasileira, a queda nos preços do petróleo e a diminuição da receita com royalties. Somente em outubro, a arrecadação do Estado registrou uma queda real de 16%. A arrecadação com royalties será R$ 6 bilhões menor, em 2015, do que o previsto no início deste ano.

Várias providências foram tomadas para elevar a arrecadação do Estado, com a aprovação de 12 projetos de lei, em apenas nove meses, na Assembleia Legislativa. Essas leis permitiram a geração de R$ 12 bilhões em receitas extraordinárias em 2015.

O Governo do Estado está canalizando todos os esforços na geração de novas receitas, com prioridade total para o pagamento dos servidores ativos e inativos.

FONTE: GOVERNO RJ 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CORRIDA SARGENTO CEARÁ 39º EDIÇÃO


A Polícia Militar, perdeu em novembro de 2010 um dos maiores corredores da corporação,  o Policial Militar JOÃO ALVES DOS SANTOS FILHO, o Sargento Ceará.
​Campeão Sul-Americano de Corrida de Rua, diversas vezes Campeão Brasileiro e Carioca na mesma modalidade e 4º colocado na Corrida Internacional de São Silvestre. As glórias do saudoso  João Alves dos Santos Filho, conhecido carinhosamente como sargento Ceará, foram tantas que ele dá o nome à corrida que tornou-se uma das principais competições do calendário esportivo da PM.

Com largada prevista para às 8h, no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), o percurso terá 11 km de extensão por ruas e avenidas da região.

Ganharão medalhas de participação todos que concluírem os percursos, além do troféu para os 3 primeiros nos 11 km, nas categorias policial militar, guarda municipal, policial civil e geral (mas/fem).

Os interessados em participar podem se inscrever  gratuitamente  até 6 de dezembro AQUI  



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Polícia militar e civil afirmam que pagarão RAS de outubro nesta sexta-feira, dia 27



Policiais militares que trabalharam nos dias de folga dando plantões pelo chamado Regime Adicional de Serviço (RAS), durante o mês de outubro, receberão o pagamento pelo serviço extra amanhã. A informação sobre o crédito foi confirmada à coluna, nesta quarta-feira, pela assessoria de imprensa da corporação.

A PM não explicou a razão do atraso do pagamento das diárias, que costuma ser feito até o dia 20 do mês seguinte ao da prestação do serviço, mas afirmou, por meio de uma nota oficial, que o depósito do RAS foi efetuado no dia 24 pela Secretaria estadual de Fazenda e estará disponível para saque nas contas bancárias dos policiais no dia 27 (sexta-feira).

Polícia Civil também pagará

A Secretaria estadual de Fazenda também depositou a verba referente ao pagamento do RAS da Polícia Civil. De acordo com a pasta, os policiais civis também terão as diárias referentes aos plantões extras disponíveis em suas contas bancárias amanhã. O valor total depositado e o número de policiais militares e civis que estavam com o RAS de outubro atrasado não foi divulgado.

Polícia Militar terá seu próprio canal de vídeos no YouTube

A Polícia Militar inaugurou, nesta quarta-feira, em seu quartel-general, um estúdio de TV para produzir vídeos institucionais, que vão mostrar ações da corporação e informar sobre questões de segurança. O espaço ganhou o nome do cinegrafista Santiago Andrade, morto em 10 de janeiro de 2014 após ser atingido na cabeça por um rojão disparado por manifestantes na Central do Brasil. O material editado vai ao ar num canal exclusivo no YouTube.

HOMENAGEM A CINEGRAFISTA



No início da solenidade, foi exibido um vídeo de seis minutos em homenagem ao cinegrafista. A filha de Santiago, Wanessa Andrade, e a viúva, Arlita Galvão, foram ao evento.

— Fico emocionada com essa homenagem. Meu pai era uma pessoa apaixonada pela profissão. Tenho certeza que, aonde quer que ele esteja, está feliz e agradecido. A PM, com essa ação, demonstra também o respeito que tem pelos profissionais da imprensa — disse Wanessa.

A viúva do cinegrafista, Arlete Galvão, também agradeceu a homenagem e se disse surpresa com o carinho das pessoas.

— A dor da perda do Santiago ainda é e sempre será muito grande. Mas cada gesto de carinho é um conforto. Eu não tinha a menor noção de como ele era querido pelos policiais militares. Foram dez anos dedicados à profissão, exercida sempre com muito amor — contou Arlita.

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Pinheiro Neto, o estúdio será uma ferramenta para que os policiais se aproximem ainda mais da sociedade.

— Estamos criando a TV PM, que será exibida no YouTube com uma produção diária. Os próprios PMs e comandantes dos batalhões vão gravar os vídeos institucionais com dicas de segurança, informações relacionadas a ocorrências no trânsito e à prevenção e ao combate ao tráfico de drogas. Eles também divulgarão as ações de proximidade que poderão ser mostradas à sociedade.

Na PM, cerca de 80% dos coletes à prova de bala estão vencidos

A falta de recursos que assola o estado atinge também a PM. Cerca de 80% dos coletes à prova de bala, que têm validade de cinco anos, estão vencidos. Com o estado sem dinheiro para comprar novos, policiais são obrigados a usar equipamentos antigos. Fontes ouvidas pelo GLOBO revelaram também que a manutenção dos veículos é precária. E os carros usados no patrulhamento estão ficando parados para economizar combustível.



O presidente da (Assinap), Miguel Cordeiro, destacou que coletes vencidos põem em risco a vida dos policiais. Segundo ele, a falta de manutenção desses equipamentos faz com que eles deixem de ser bons para uso antes mesmo dos cinco anos.

Outro problema enfrentado pelos PMs é o mau estado das fardas. Eles contam que alguns já precisaram pagar do próprio bolso o uniforme, que saiu a R$ 160.

— Tive que comprar a farda porque a minha ficou rasgada durante uma operação e o batalhão informou que não há verbas para a troca — disse um policial.

Outros que não admitem pagar do próprio bolso a roupa de trabalho acabam usando uniformes surrados.

— Eu não aceitei pagar a minha própria farda — disse um outro PM. — Estou com esta aqui há cinco anos. De tanto que lavei, a roupa não é mais azul, ficou roxa.

Sobre a economia de combustível, policiais militares contam que, nos batalhões, recebem ordens até mesmo para não usar o ar-condicionado dos veículos. Nesse quadro de corte de custos, as rondas têm sido reduzidas.

— Antigamente, a gente enchia o tanque das viaturas no início da semana e reabastecia no primeiro dia da outra semana — contou um PM na Zona Sul. — Agora não. Temos ordens para abastecer e utilizar somente 20 litros de gasolina por viatura durante toda a semana. Por isso, a determinação é ficarmos baseados em pontos estratégicos e só nos deslocarmos para atender ocorrências recebidas pelo 190.

Miguel Cordeiro, destaca que o procedimento prejudica a prevenção dos crimes:

— Quando o governo não dá a quantidade de combustível necessária para que a PM possa fazer seu trabalho, a segurança da sociedade fica prejudicada

CAFÉ DA MANHÃ SEM CAFÉ

Em Copacabana, Ipanema e na Lagoa, policiais se queixavam até do café da manhã. Segundo eles, a primeira refeição do dia agora nos batalhões tem se limitado a pão com manteiga.

— Todo dia, a gente faz uma vaquinha pra comprar leite ou café. A gente chega lá e só dão pão com manteiga. Nada mais — garantiu um policial.

Perguntada sobre os problemas denunciados pelos policiais, a assessoria da Polícia Militar afirmou, em nota, que a corporação “sempre busca racionalizar seus meios logísticos, sem prejuízo do serviço prestado à sociedade”. De acordo com o texto, a instituição “carece de investimentos em TI (tecnologia da informação). Nos demais setores, a PM vem administrando seus meios disponíveis”.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Posse dos novos conselheiros do Consperj.

SITE: CONSPERJ

O Conselho de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (Consperj) realizou cerimônia de posse dos novos conselheiros representantes de entidades da sociedade civil e de trabalhadores da área de Segurança Pública, para a gestão do biênio 2015 / 2017.
O Conselho de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Consperj) foi criado, em 1999, por meio do Decreto Estadual 25.172 de 03 de janeiro e reestruturado pelo Decreto n.º 43.752, de 11 de setembro de 2012. O órgão tem por finalidade formular e propor diretrizes para as políticas públicas voltadas à promoção da segurança, prevenção e controle da violência e da criminalidade em todo território do Estado do Rio de Janeiro.
O Consperj é composto por 30 integrantes titulares e 30 suplentes, empossados para um mandato de dois anos. Eles devem, nesse período, propor estratégias e diretrizes para a política pública de segurança, acompanhar a destinação de recursos para o setor, estimular o desenvolvimento das forças de segurança, bem como receber e encaminhar denúncias relacionadas à sua atuação. Outra atribuição importante do Consperj é a de articular as pautas presentes nos Conselhos Comunitários e nos Conselhos Municipais de Segurança, de modo que estas possam ser incorporadas a política pública em âmbito estadual. Dessa forma, os espaços de participação social e de articulação, em nível comunitário e municipal, por meio do Consperj, passarão a atuar em estreita cooperação com o Estado na construção de políticas públicas voltadas à prevenção e controle da criminalidade em suas diversas modalidades.



Em nome da ABMERJ Rio de Janeiro agradeço o apoio de todos e a torcida para que tudo desse certo. Ontem, dia 24 de Novembro, tomamos POSSE no Conselho de Segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, órgão ligado à secretaria de segurança pública. Nem um passo daremos atrás Juntos somos fortes Deus está no controle!
Mesac Eflaín


Chega de escravidão, vamos resgatar a DIGNIDADE da nossa tropa.



video

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mato Grosso: Refeição dos PMs só foi possível por conta da generosidade dos organizadores de um evento

Governo nega auxílio para quem trabalha menos de 12 horas por dia. Refeição só foi possível por conta da generosidade dos organizadores do evento


O portal de Mato Grosso, Muvuca Popular, trouxe uma matéria interessante sobre policiais militares do Estado comendo sentados no chão durante uma partida de futebol, segundo o site, Governo nega auxílio para quem trabalha menos de 12 horas por dia. Refeição só foi possível por conta da generosidade dos organizadores do evento.
Uma imagem de homens da Polícia Militar de Mato Grosso, comendo sentados no chão, dividiu opiniões esta semana. O fato ocorreu durante um jogo de futebol americano na Arena Pantanal, em Cuiabá, e canalizou as atenções para o governo do estado, em função do tratamento que vem dando à corporação.
Há quem diga que foi algo normal, tendo em vista que se tratava de apenas um lanche, e poderia ter sido comido até em pé. Já os mais extremados consideraram um tratamento comparado ao que se dá aos animais.
A polícia de Mato Grosso está na vitrine há algumas semanas, por dois motivos. O primeiro pelo fato do governo querer fazer propaganda sobre as melhorias irreais, haja visto que o índice de violência aumentou após Pedro Taques assumir o governo e as condições de trabalho continuam as mesmas. Em seguida após o controverso ‘decreto da fome’, que estipulava R$ 18 reais para os policiais fazerem alimentação. O fato gerou bastante polêmica e acabou numa passeata com mais de mil policiais marchando até o Palácio do Governo.

Editorial:
Durante a Copa do Mundo fizemos um artigo intitulado: PM´s também comem quentinhas, que nos rendeu um IPM e uma sindicância pelo mesmo fato, sendo que o juiz arquivou o IPM e a sindicância continuava em andamento, mesmo na decisão do juiz militar conter que não houve transgressão disciplinar, muito menos crime militar, decisão já postada aqui no Blog. O Fato em Mato Grosso chama a atenção e mostra que as Polícias Militares no Brasil ainda estão passando por um lento processo de humanização e de transformação social. Está é a polícia que ainda temos, mas um dia ainda chegaremos próximo da polícia que queremos: uma polícia respeitada e valorizada pela sociedade.  Fonte: Blog do Aderivaldo

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

‘Errar é humano’, diz comandante da PM em CPI dos autos de resistência


Ouvido na manhã desta quinta-feira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), durante a CPI dos autos de resistência, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Alberto Pinheiro Neto, alegou que errar é humano e, como humanos que são, os PMs são passíveis de erro. 
De acordo com o oficial, é preciso, entretanto, identificar o erro para, assim, evitá-lo e melhorar a gestão.

— Há erro de avaliação, erro de leitura equivocada do terreno. É preciso, portanto, avaliar o custo beneficio das ações — explicou o chefe do Estado maior, coronel Robson Silva, que frisou que ainda está em andamento o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga o caso do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto em abril durante uma operação policial no Complexo do Alemão.

Em cerca de uma hora e meia, Pinheiro Neto explicou a dificuldade da corporação em analisar esses casos. O coronel citou a lei 5.061, que restringe o acesso aos Registros de Ocorrência feito pela Polícia civil, e a falta de capacidade tecnológica da corporação.
Também foram ouvidos na CPI o presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, Wanderley Ribeiro, e o assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Alexandre Ciconello.

Para Ciconello, “há uma autorização para matar” no estado. Segundo ele, a conclusão da organização, baseada em relatos de policiais, moradores e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, é que os autos de resistência são usados para encobrir execuções sumárias. Ele ainda criticou o fato de menos de 8% dos homicídios serem investigados no país.
Ao fim da sessão, Pinheiro Neto e o deputado Paulo Ramos (PSOL) trocaram farpas numa acalorada discussão. O coronel reclamou que não era a primeira vez que o parlamentar insinuava que ele não ouvia os mais velhos.

— Eu ouço aqueles que querem contribuir com o trabalho da Polícia Militar e com a população do Rio de Janeiro — disse o oficial.
continue lendo AQUI

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

PIAUÍ: Dois dias após prisão, dupla pega com 31 tabletes de maconha é solta

A Justiça decidiu soltar as duas mulheres que tinham sido presas em flagrante com 31 tabletes de maconha. Elas e mais um homem, suspeito de ser um dos maiores traficantes da Zona Norte de Teresina, foram presos no dia 16 pela Polícia Civil. O argumento para a soltura das mulheres é que elas não respondem a nenhum crime, já com relação ao preso, a decisão judicial decretou sua prisão cautelar.


“Não fica demonstrado que a prática de delitos é um estilo de vida das indiciadas, não estando estas respondendo, em alguma vara criminal, por nenhum outro crime, não sendo vislumbrado, assim, serem as mesmas de considerada periculosidade a ponto de ser aconselhável sua segregação”, afirmou na decisão o juiz Arilton Rosal, da Central de Inquéritos de Teresina.

Sobre o homem preso, o magistrado não disse mesmo e deixou claro que o suspeito já responde por furto. “Em seu depoimento, às fls. 23/24 o autuado aduz ser usuário de cocaína há cerca de 04 anos e que trafica drogas a mais de um ano. Restando claro que a prática de crimes é um estilo de vida do autuado”, escreveu.

Prisões
A Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (Depre) prendeu durante  no dia 16 um homem e duas mulheres em Teresina e Timon, com 66 tabletes de maconha e 250 gramas de cocaína. De acordo com o delegado Cadena Júnior, o suspeito preso apontado como chefe da quadrilha era investigado por roubo de armas do depósito do Tribunal de Justiça do Piauí, quando prestou serviço ao órgão.
"Ele também é acusado de homicídio em 2004 e considerado hoje o maior traficante da Zona Norte de Teresina. Com o suspeito apreendemos 35 tabletes e a cocaína ainda pura, que estavam escondidas no seu carro e na casa da mãe dele no bairro Dirceu. Também encontramos com o mesmo algumas balanças de precisão e uma pistola 380", revelou.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Supremo nega liberdade a sargento da PM do caso Amarildo



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou nesta terça-feira (17), por unanimidade, liberdade ao sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Reinaldo Gonçalves dos Santos, um dos 25 PMs envolvidos no desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza.
Em setembro, o ministro Teori Zavascki, relator do pedido de liberdade, havia negado conceder liberdade ao sargento. Na análise do caso hoje, os ministros da Segunda Turma concordaram com o relator e destacaram que não há ilegalidade na prisão preventiva, uma vez que a ação penal está em curso e que os fatos cometidos contra Amarildo foram graves.
O sargento responde por tortura resultante em morte, ocultação de cadáver e formação de quadrilha ou bando armado. A defesa, feita pelo advogado Nélio Machado, argumentou excesso de prazo na prisão preventiva, já que estão presos há mais de um ano. Machado não compareceu ao Supremo, mas enviou uma advogada do escritório que falou pela defesa do sargento, negando que ele tenha participado do crime.
Leia: Portal G1

A tropa em choque: Comando da PM calcula que quase um terço do efetivo de UPPs tenha distúrbios psicológicos


Encurralado por traficantes, o policial militar X. pensou que ia morrer. Foi em dezembro do ano passado, durante um confronto numa das 38 favelas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio. Até hoje, ele, que viu três colegas serem baleados, sofre por causa do episódio. Depois de seis meses afastado, X. voltou ao trabalho, mas só desempenha tarefas administrativas, pois segue em tratamento psicológico e não pode portar uma arma É uma situação comum na corporação: com base em uma pesquisa que constatou distúrbios psicológicos em 29% da tropa da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, o comando geral da PM estima que o problema atinja a mesma proporção — quase um terço — do efetivo que atua nas áreas em processo de pacificação.
— Estamos preocupados com os nossos policiais. Precisamos detectar o que está causando esse estresse pós-traumático e, principalmente, tratá-los — afirma o comandante-geral da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto.
O Instituto de Segurança Pública divulgou que, numa comparação entre os primeiros semestres deste ano e de 2014, houve um aumento de 55% no índice de mortes violentas em áreas com UPPs. Nas entrevistas com os policiais, foram feitas 20 perguntas elaboradas pela Organização Munidial da Saúde (OMS). Os sintomas mais comuns relatados no questionário foram "sensação de nervoso" "tensão" e "preocupação" além de dificuldade para dormir e realizar as atividades diárias com satisfação.
A pesquisa também foi feita em três batalhões: o 72 BPM (São Gonçalo), o 9º BPM (Rocha Miranda) e o 4º BPM (Irajá). Na área de Rocha Miranda, o percentual de policiais com "sofrimento mental" (que inclui sete ou mais sintomas de distúrbios psicológicos) foi maior do que na UPP — chegou a 32%. Mas, nos outros dois batalhões, ficou abaixo do registrado na unidade de Nova Brasília: 21% em São Gonçalo e 27% na região de Irajá.
As entrevistas estão sendo realizadas em outras regiões consideradas críticas, chamadas de "áreas vermelhas" como o Morro do Alemão e o Parque Proletário, no Complexo da Penha.
— O policial pode ser vítima dele mesmo por estar fragilizado, passando por algum problema psicológico. Seu erro pode atingir a família e a sociedade. A corporação quer dividir a responsabilidade com ele. Por isso, estamos fazendo essa pesquisa, para conhecer as condições dos nossos policiais. Sabemos que a polícia do Brasil é uma das que mais matam. Temos que descobrir onde estão os motivos — diz o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Robson Rodrigues.
Por enquanto, o levantamento da corporação já revela percentuais muito acima da média da população do país. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), baseada em cerca de cinco mil entrevistas, distúrbios psicológicos afligem 10,4% dos brasileiros.
No caso do policial X., além da rotina de estresse, ele convive com outras dificuldades, como a distância de 200 quilômetros de casa para o serviço e uma doença grave de seu pai.
— Quero voltar a trabalhar normalmente, mas tenho essa limitação. Não sou doido. Meu problema é de cunho psicológico — diz X., que enfrenta, agora, a falta de psiquiatras na corporação e precisa fazer seu tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


PSIQUIATRIA ESTÁ FECHADA 
Desde setembro, o setor de psiquiatria do Hospital Central da PM, no Estácio, encontra-se com o atendimento suspenso, depois de dois médicos pedirem licença e outros dois, baixa. Ontem à tarde, um aviso na entrada do setor informava sobre as atividades temporariamente paralisadas. Um funcionário da unidade médica afirmou:
— A previsão é que não tem previsão (de retomada do atendimento). Dizem que vão contratar novos médicos. Mas não sabemos quando isso vai acontecer.
De acordo com o Sindicato dos Médicos do Rio, o hospital da PM sequer tem emergência psiquiátrica. Quando precisam desse tipo de atenção, os pacientes são encaminhados para outras unidades. Presidente da entidade, Jorge Darze alerta para as conseqüências da ausência de tratamento:
— Os PMs estão submetidos a altos níveis de estresse. Se eles deixam de ter acesso ao profissional de psicologia ou psiquiatria para auxiliá-los, isso contribui para agravar a situação.
A PM admite que há problemas no atendimento psiquiátrico, mas diz que os serviços de psicologia estão funcionando normalmente.
Vanderlei Ribeiro, presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, aponta um outro problema: segundo ele, não existe um acompanhamento psicológico periódico adequado dos policiais. Para Vanderlei, além de avaliações de rotina, um PM deve ser examinado imediatamente após participar de uma operação violenta:
— Nas operações, o PM vê companheiros perderem a vida e fica imaginando quando será sua vez. É uma pessoa que trabalha sempre no limite. Antes de receber uma arma, o policial precisa estar em plenas condições de usá-la. Mas ninguém faz essa avaliação. •