domingo, 26 de abril de 2015

OFICIAIS CULPAM RECRUTA POR MORTE


Seis oficiais do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) denunciados pelo Ministério Público pelos maus-tratos que culminaram na morte de Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, culpam o jovem pelo falecimento. Em depoimentos na Auditoria da Justiça Militar, os militares garantem que o treinamento dado na unidade no dia 12 de novembro de 2013 foi como "de praxe" e que Paulo não resistiu por motivos "particulares", como a ingestão de estimulantes. 
De acordo com o depoimento do capitão Sérgio Batista Viana, que entrou no Cfap em 2008 e formou 9.900 alunos neste período, as aulas naquelas manhã e tarde ocorreram "normalmente". Ele conta que, por volta de 9h, os 490 alunos da 5º  Companhia Alfa fizeram exercícios para aquecimento, de calça jeans e camisa branca. 
Segundo o oficial, eles foram orientados a colocar a roupa de educação física e beber água para, depois, continuar o treinamento. Questionado pela juíza Ana Paula Monte Figueredo Pena Barros, Viana admite que recrutas se sentiram mal no decorrer das atividades: "Durante todos os exercícios da manhã, os alunos se queixam de fraqueza, cai pressão. Isso é natural, até porque é um processo de adaptação do mundo civil para essa nova realidade". 
Já de camiseta e short, eles deram duas voltas no campo e foram liberados para o almoço no rancho. 

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