sábado, 9 de maio de 2015

Auditores que investigam PMs terão proteção

Extra (RJ)

Beltrame promete que fiscais do TCE serão acompanhados durante futuras inspeções
O presidente do TCE, Jonas Lopes de Carvalho, disse que caso é “um escândalo jamais visto no Tribunal”

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou, em reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Jonas Lopes, que vai providenciar proteção aos servidores responsáveis por fazer auditorias em unidades da PM. Segundo Lopes, após um relatório produzido pelo tribunal revelar desvios de R$ 7,9 milhões em compras de produtos hospitalares, o tribunal vai fazer uma devassa em todos os contratos assinadas na área de saúde da corporação nos últimos cinco anos. Após a sessão plenária que aprovou o relatório, Jonas Lopes afirmou que o servidores responsáveis pela elaboração do documento se sentiram ameaçados por policiais durante as vistorias nos hospitais da corporação. 
— Eles estão se sentindo amedrontados em razão de estarem tratando com maus policiais, que desonram a 
farda que usam — afirmou o presidente do TCE-RJ. 

DETERMINAÇÃO 
Policiais  em relatório terão que devolver dinheiro público desviado 

Durante as futuras vistorias, os servidores devem ser acompanhados por agentes da cor-regedoria da corporação. O relatório — que aponta 19 policiais militares, sendo cinco coronéis, e quatro empresas pelos desvios —já foi enviado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura o co-metimento de crimes por parte dos PMs. 
Ao todo, 11 policiais já foram submetidos ao Conselho de Justificação da PM pelas irregularidades. Eles podem ser expulsos da corporação. 
— Os policiais que estão em suspeição estão afastados, mas não só somente esses que faziam parte desta verdadeira organização criminosa. Pelo conteúdo dessa investigação, tenho quase certeza que essas pessoas, além de presas, vão ser expulsas da corporação -r-afirmou o secretário José Mariano 

Além da área de saúde da PM, outro setor da corporação é alvo de investigação por suspeita de desvio de recursos. Ontem, foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar irregularidades na reforma do Batalhão Especial Prisional (BEP).




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