quarta-feira, 13 de maio de 2015

Pavio curto para um barril de pólvora cheio. Aumenta o Número de Presos no Norte-Noroeste


 
Aumento de presos no Norte/ Noroeste Fluminense do RJ requer mais ação da Seap

Por Lili Bustilho

A necessidade da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ampliar cada vez mais seus serviços, no Rio de Janeiro, tornou-se notável com o crescimento do números de detentos no sistema prisional do Interior do Rio.

Aparelhos de celular são apreendidos com frequência no presídio Diomedes Vinhosa Muniz, em Itaperuna-RJ. A redução de ocupação de agentes de Segurança Pública nas guaritas das Unidades também já é o reflexo do aumento do quantitativo de presos no Interior.

Para o estudante de sociologia, Frederico José de Almeida, 45 anos, a solução para a demanda é a instalação de coordenações em uma área mais próxima do Interior Fluminense por questão de fiscalização e maior atuação da Secretaria.

“Pela última pesquisa que fiz, no Rio existe 3 núcleos: Gericinó, que administra todas as unidades do Estado; outro responsável pela antiga Frei Caneca e outro em Niterói. Só por este ponto de vista já percebemos que o Interior precisa da extensão de um núcleo da Seap”, aponta.

Seguindo a mesma linha de pesquisa, o sociólogo Fernando Pereira, cita que um núcleo já abrangendo Niterói, Magé e São Gonçalo acarreta um déficit no Norte/ Noroeste do Rio e a criação de uma base no interior é necessária. “Pela lógica, Itaperuna e Campos possuem mais presos do que Niterói que, teria cerca de 1500 mil pessoas no sistema carcerário”, comenta o especialista.

SUPERLOTAÇÃO – Pesquisas relatam que há cerca de 3 mil presos em Unidades nas àrea de Itaperuna e Campos dos Goytacazes, o que representa um crescimento de 100% nos últimos 5 anos.

A superlotação e resultados de rebeliões como a que ocorreu recentemente, na Casa de Custódia Dalton Crespo, em Campos dos Goytacazes, também geram a necessidade urgente da estruturação da Unidade da Seap no Interior do Estado.

“A primeira negociação da rebelião em Campos dos Goytacazes retardou o resultado imediato que amenizou e resolveu o protesto dentro da Unidade prisional. O coordenador demorou quase 4 horas para chegar ao local do conflito. Muito tempo perdido até a chegada do reforço da Secretaria de Administração Penitenciária que veio da Capital.”, destaca um jornalista que acompanhou o caso.

CELAS DANIFICADAS – Outro ponto detectado como falho no Interior e que está relacionado à falta da atuação direta da Seap são celas danificadas que ainda não foram reformadas. Para um familiar de um preso da Casa de Custódia Dalton Crespo não há cobrança para a reconstrução.

“É inacreditável, mas muita coisa reivindicada pelos presos não foram resolvidas. Nem se importaram com melhorias nas celas. Falta respeito e cobrança até por parte dos responsáveis pelo local” desabafa o parente que não quer se identificar.

Com capacidade para 1.500 presos, os presídios de Itaperuna e Campos dos Goytacazes sofrem pela distância dos núcleos de fiscalização da Seap.

Ainda representando a necessidade de mais ação direta da Seap no Interior para maior controle dos trabalhos desenvolvidos, alguns servidores com desvio de conduta, ainda em processo de apuração, estariam sendo encaminhados para o Norte/ Noroeste Fluminense do RJ.

BEP – Os problemas internos na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) também levantam a polêmica da saída do BEP, Batalhão Especial Prisional, da PMERJ do local onde já funciona. Fato questionado, principalmente, pela Comissão de Direitos Humanos junto ao deputado Cabo Daciolo.

“Um pedido administrativo de reconsideração a favor da permanência do BEP foi protocolado na Secretaria de Segurança Pública do RJ e caso não seja atendido, a Equipe entrará com o mandado de segurança para o caso que envolve a saída do BEP de onde funciona, em Benfica”, afirma o deputado Daciolo.

Lili Bustilho-Jornalista

 
Fotos- Anônimo. 
 

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