terça-feira, 9 de junho de 2015

Ex- comandantes da PM criticam proposta de deputados que dificulta expulsão disciplinar


A proposta de novo regimento para a Polícia Militar, apresentada por um grupo de deputados estaduais, colocou do mesmo lado lideranças tradicionalmente antagônicas da corporação. Entre as mudanças, estão o fim da prisão disciplinar, substituída por serviço extra, e a criação de mecanismos que dificultam a exclusão por indisciplina, quando não há reincidência de transgressão grave. Para o coronel Ubiratan Angelo, ex-comandante da PM, acabar com a prisão disciplinar é um avanço:

— A prisão serve de catarse para quem a aplica. Sou contra ela. Mas o que faz um policial temer é perder sua carteira. Ele trabalha com um poder enorme, com assédio dos corruptos, tem que ter controle.

Na prática, para ser excluído, o policial teria que ser condenado na Justiça comum ou na militar ou ter cometido duas ou mais transgressões graves. Ex-corregedor da PM, o coronel Paulo Cesar Lopes, integrante de uma ala mais conservadora, discorda.

— É a institucionalização da anarquia. Você pode acrescentar o trabalho extra como mecanismo de punição, mas não pode acabar com a prisão por indisciplina — afirma.

O novo regimento para PMs e bombeiros também trata da criação de duas pontuações que podem gerar ou agravar punições, de um lado, ou atenuar e eliminar as transgressões dos militares, por outro. Dependendo do ato infracional, elas serão classificadas como leves, médias e graves.

A proposta fala ainda da pontuação de recompensas. Neste caso, há formação de ranking positivo dependendo do recebimento de elogios individuais ou coletivos e a concessão de comendas e medalhas. Esses pontos poderiam ser usados para a redução da gravidade de eventuais transgressões ou até a sua anulação.

— Pode criar um vício de origem a concessão de elogios preventivos. Eu já vi oficiais pedindo a deputados que os agraciassem com medalha. Que medalha é essa? Por bravura? — questiona Miguel Cordeiro, presidente da Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

FONTE: EXTRA

6 comentários:

  1. Ala conservadora??? Ou ala de arrogância,prepotência a qual pertence aquele oficial encarregado das provas do CFS???

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  2. Ambos tem razão, mas só se pune praças, e também só se põe a toque de caixa na rua os praças, eu sou a favor de que o regulamento sirva integralmente para ambos, e que até os coronéis sejam submetidos as sanções, pois vemos que em quase todos os casos em que o praça é expulso, tem oficiais e com eles nada acontece, um exemplo atual é o caso dos desvios de verbas no HCPM, e até agora nenhum oficial foi preso ou expulso. Aprendemos no militarismo, que o comandante e o espelho da tropa.

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  3. Gostaria de saber sobre a proposta do Inativos não mais responderem ao RDPM/RDCBMERJ. Foi muito debatido no dia e eu estva la. O Cel Corregedor da PMERJ a época era favorável e foi fechado assim! Espeor que a proposta esteja no novo código de Ética vou ao Flávio Bolsonaro para saber!

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  4. Eu também não concordo com o novo regulamento, pois vai trocar a prisão por serviço extra, o que tem que mudar é a impunidade dos oficiais, pois são eles que administram a corrupção e quando são descobertos, só os praças é que sofrem as sanções.

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  5. desmiliatariza isso !! e acaba com tudo logo quero ver onde eles serão respeitados sem esse maldito RDPM !

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  6. enquanto esses sujeitos gozarem da tal vitaliciedade, a corrupção vai imperar na PMERJ e no CBMERJ. miram-se nas praças, pois cometem pequenas transgressões disciplinares, enquanto isso os estrelados(tecnólogos) pois passam aproximadamente 4 anos numa academia gozam de inúmeros privilégios.entre eles, cercearem indivíduos de sua liberdade. DESMILITARIZA ISSO E PRONTO!!!

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