segunda-feira, 29 de junho de 2015

Polícia Militar e Corpo de Bombeiro deflagram Operação Padrão em Alagoas


Centenas de Policiais e Bombeiros Militares participaram nesta quinta-feira (25) de uma assembleia geral, ocorrida na Assomal, no bairro do Trapiche da Barra para deliberar sobre o que tem sido conversado entre os representantes das entidades militares e o Governo. Após alguns debates e discussões acaloradas ficou decidido que PMs e BMs rejeitaram a proposta do Governo de Alagoas e decidiram aderir à Operação Padrão. 

Assim que foi terminada a votação, representantes distribuíram a cartilha da Operação Padrão para orientar os militares acerca dos próximos passos a seguir e saíram em carreata do Trapiche até o Palácio República dos Palmares, no Centro. 

Com a medida, a partir desta sexta-feira (26) os militares só irão trabalhar com base no que a lei manda. "A questão é que houve um desgaste e os policiais e bombeiros já estão desacreditados no Governo, pois desde a gestão passada estamos sendo enrolados. Não estamos pedindo nada mais do que um direito nosso. Voltamos a dizer que não é reajuste salarial que queremos e sim reposição das perdas salarias", disse o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSMAL), SGT Gedson Ataíde. 

Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados em Alagoas 
(ACS/AL), Cabo Wellington, infelizmente a situação chegou a esse ponto porque a categoria tentou de diversas formas uma negociação, um diálogo, mas não obteve êxito. "Se há um culpado de tudo isso que aconteceu, esse é o Governo que foi omisso e deixou bem claro nas reuniões que estamos fora e não iremos receber o IPCA", acrescentou.

"Devido a toda situação, chegamos ao limite. Negociamos com o Governo, disseram que não iam conceder o IPCA e fecharam as portas para os militares. Agora, próximo a assembleia voltaram a negociar conosco e apresentar proposta. Levamos para a assembleia e a categoria decidiu pela Operação Padrão. Continuaremos negociando com Governo, mas agora em Operação Padrão", afirmou SGT Marcos Ramalho, presidente da Associação dos Bombeiros Militares de Alagoas (ABMAL).

De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais Militares de 
Alagoas, Major Wellington Fragoso, a assembleia é soberana e a decisão pela Operação Padrão foi um acordo coletivo. O que foi decidido ficará mantido até que haja um posicionamento favorável do Governo para reajustar os vencimentos da categoria. "Fizemos nossa parte, buscamos negociar junto ao Governo, mas não tivemos a contrapartida que desejávamos. Reforço que o IPCA é um direito de todos os servidores, já que é uma reposição salarial, conforme consta na Constituição Federal. Não incentivamos o aquartelamento, mas sim o cumprimento da lei. Lutamos pelo nosso direito que trará uma injeção de ânimo na tropa e, consequentemente fortalecerá a segurança pública", finalizou.

Um comentário:

  1. Com Oligarquia de Maceiós, beirando o tempo dos Coronelismo creio que os BM e PM não negando as origem de bravos, terão que ter muita União e observar a armadilhas para dividi-los. Fé e Razão!
    Os BM do RJ estão com Vc's.

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