quarta-feira, 10 de junho de 2015

Policial militar injustiçado protocola provas


O sargento da Polícia Militar (PM), Wellington Luiz Ferreira Cruz, um dos 19 policiais do Posto 12 do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), na RJ-216 (Campos-Farol), investigados pela 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJN) da Corregedoria da PM em Campos, por omissão na aplicação de multa, protocolou no início da semana, no Ministério Público Federal (MPF), uma apresentação de provas de inocência. Se sentindo injustiçado, ele, que está afastado das funções, entrará com ação pedindo indenizações.

Wellington, policial militar há 25 anos, com 22 anos no patrulhamento rodoviário no BPRv, disse que irá até as últimas consequências para reparar a injustiça. Lotado no 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o sargento está afastado das ruas por problemas psiquiátricos. Wellington ainda sente a perda da mãe, que ao ver o nome do filho associado a crimes em matérias publicadas por pelo menos dois veículos de comunicação, sofreu um acidente vascular cerebral que provocou sua morte em 2014. "Fui injustiçado de todas as maneiras, mas minha mãe morreu por causa dessa acusação. Ela não aguentou ver meu nome envolvido na investigação. Perdi a única pessoa que eu tinha e por isso vou até o fim. Os que me acusaram injustamente vão ter que pagar", disse o sargento. Segundo os laudos médicos apresentados por ele, médicos particulares e da própria PM atestaram que ele está psicologicamente abalado.

Além da representação no MPF, ele informou que irá entrar com ações na justiça pedindo indenizações por danos morais, materiais e psicológicos contra a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e contra a 6ª DPJN da Corregedoria. A assessoria de imprensa da Corregedoria informou que "não recebeu por enquanto nenhuma notificação do MPF. Assim que receber a corregedoria irá se pronunciar".

Investigações da corregedoria duraram dois anos

Nas investigações que duraram cerca de dois anos, a corregedoria interna da Polícia Militar, após receber denúncia anônima, iniciou procedimento para expulsar 20 policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) de Campos acusados de receberem propina de empresas de transporte. No inquérito policial, os PMs foram acusados de "conduta omissiva" e enriquecimento ilícito. Contra Wellington pesou a acusação de que "na condição de componente de guarnição não fiscalizava veículos, sendo verificado, através de auditoria da Secretaria Estadual de Segurança (Seseg) o deslocamento e baseamento da viatura 50-0137, no dia 2 de fevereiro de 2011 próximo das empresas denominadas 'parceiras', da qual era patrulheiro".

Durante a investigação e em depoimento, o sargento apresentou provas de que na data referida se encontrava no batalhão de Niterói, onde participou de uma formatura, cuja apresentação foi autorizada pela própria Corregedoria e em seguida foi deslocado para prestar serviço em um jogo de futebol no Maracanã. Além disso, ele apresentou provas de que entre janeiro e dezembro de 2011, ele, assim como todos os policiais do Posto 12 do BPRv foram destinados a apoiar operações do Departamento Estadual de Trânsito na RJ-158, a Campos-São Fidélis.

Ele assim como os outros policiais foi inocentado pelo colegiado da Corregedoria. Porém, todos foram afastados das funções e tiveram o porte de arma recolhido, e atualmente estão lotados em diferentes batalhões da região. Todos aguardam homologação da decisão pelo comandante geral da Polícia Militar, para que possam retomar ao BPRv.

Um comentário:

  1. ouvi de um advogado que trabalhou por ordem judicial na seçao justiça e disciplina tudo na pm e errado

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