quarta-feira, 15 de julho de 2015

Picciani quer derrubar portaria que permite que Bombeiros tenham até seis armas de fogo


Presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB) não gostou nada da portaria do Corpo de Bombeiros que permite aos integrantes da corporação ter até seis armas de fogo e partiu para o embate sobre a questão com o governador Luiz Fernando Pezão, de quem deveria ser fiel escudeiro na Alerj.

“Essa norma é um absurdo. Não vou dizer nem que é uma irresponsabilidade porque é mais do que isso. É uma sandice. Eu espero que o governador mande revogar. Se não revogar, a assembleia vai revogar. Não vamos permitir isso no Rio de jeito nenhum. Já é um absurdo bombeiro ter porte de arma. Agora, sou surpreendido com uma notícia de que pode ter até seis. Isso demonstra que o governo está um pouco sem comando. Porque quando um comandante-geral baixa um decreto dessa ordem, é porque a situação está sem comando”, disse.

O presidente do PMDB afirmou que não medirá esforços contra a norma interna, que regula a aquisição, o registro e a transferência das armas de fogo na corporação.

“Assim que terminar o recesso, vou colocar em votação um decreto legislativo para anular esse ato. Pode ser até legislação federal (que permite o porte de armas e de uso restrito), mas vou derrubar. Se o decreto não for o suficiente, vou representar na Justiça. Vou usar todas as medidas que a Alerj pode tomar”, garantiu.

Portaria dobrou o limite de armas de fogo

A portaria, assinada pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Ronaldo Jorge Brito de Alcântara, aumentou de três para seis o número de armas de fogo que um bombeiro, desde que tenha autorização do superior, pode ter para uso próprio. Até a publicação da norma, eram permitidas uma arma de porte e duas de caça. Agora, são duas de caça, duas de porte e duas de uso restrito das Forças Armadas, limitadas aos calibres .357 Magnum, .40 S&W ou .45ACP.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que qualquer cidadão com porte de arma tem o direito de ter até seis armas. E que “a corporação ajustou a norma interna de acordo com a legislação”. Alegou ainda que “desde 2005, o Exército permitia às forças auxiliares a utilização de armas de uso restrito e que, em 2014, foi ampliado o calibre e a quantidade”.

O comandante-geral não falou com o EXTRA. Segundo a assessoria da corporação, Alcântara tinha agenda externa. A assessoria do governador informou que, como se trata de norma interna, esta não passa pelo crivo do governador.

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