quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PM investiga oficiais por rombo mensal de R$ 450 mil em conta-fantasma da corporação

A Corregedoria da PM investiga um esquema de corrupção em contas da corporação que não são fiscalizadas por auditores da Secretaria estadual de Fazenda. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto na semana passada com base numa informação anônima recebida pelo Ministério Público. Segundo a denúncia, três oficiais lotados no QG — um coronel, um tenente-coronel e uma major, todos lotados na diretoria de finanças da corporação — embolsariam pelo menos R$ 450 mil por mês. A quantia é referente aos rendimentos da conta do Fundo de Saúde da PM (Fuspom), onde o governo federal deposita cerca de R$ 30 milhões por mês.



O esquema só é possível porque a conta não está adequada ao Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) e, por isso, nenhuma movimentação bancária passa pelo crivo de auditores fiscais. Assim, os juros gerados pelos rendimentos feitos automaticamente pelo banco não são detectados pela Secretaria de Fazenda nem aparecem nos balanços de entradas e saídas de dinheiro do fundo. O Siafem foi regulamentado no Rio em 2001.

Os investigadores, agora, deverão apurar como a quantia é retirada da conta e se há a participação no esquema de funcionários da Secretaria de Fazenda e do Bradesco, onde a conta foi aberta. Outro objetivo do IPM é identificar se outras contas da corporação também ficam de fora da fiscalização.
O Fuspom, que recebe contribuições mensais de toda a tropa e repasses dos governos estadual e federal, já é alvo de uma investigação da Corregedoria e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Os investigadores detectaram fraudes em compras, sem licitação, de produtos hospitalares. A aquisição que motivou a abertura da investigação foi a de 75 mil litros de ácido peracético para o Hospital Central da PM. O produto nunca foi entregue, mas custou mais de R$ 4 milhões à corporação. Em 2014, o Fuspom recebeu o total de R$ 77.362.008,85 de repasses dos governos estadual e federal e da contribuição da tropa.

As investigações sobre o esquema, que também passa pelo Hospital da PM de Niterói, estão em fase final. Em breve, o MP vai enviar a denúncia à Justiça. Estão na mira uma série de oficiais da cúpula da corporação.

*A conta do Fuspom não faz parte do Siafem. Em nota, a corporação respondeu que “a investigação da Corregedoria corre em sigilo”.

2 comentários:

  1. Corre em sigilo para acabar em pizza.Será?

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  2. SÃO PIORES QUE BANDIDOS ESTÃO DESVIADO E ROUBANDO, E QUEM FICA PREJUDICADO POR CAUSA DESSES LADROES E QUEM DEPENDE DA ASSISTÊNCIA SOCIAL DA PMERJ A DAS QUE NÃO TEM NENHUM MATERIAL NEM MEDICAÇÃO PARA OS POLICIAIS FERIDOS POR CAUSA DESSES VAGABUNDOS OFICIAIS FARDADOR. TINHA QUE JOGAR ESSES BANDINDOS FARDADOS NUMA MAQUINA DE TRITURAR GALHOS E OS RESTOS ENTERRAR BEM FUNDO QUE NEM PRA ESTUME VAI SERVIR.

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