sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Polícia poderá usar 'touca ninja' em protestos e operações especiais


Uma resolução assinada pelo secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, autoriza o uso da balaclava (popularmente conhecida como "touca ninja") em certas operações da polícia militar do Rio de Janeiro. A permissão vale para policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em operações com reféns e "ocorrências de interesse similar", segundo o documento, mas também para agentes do Batalhão da Polícia de Choque (BPChq) em controle de distúrbios civis, ou seja: atos, manifestações ou grandes eventos.
Em nota, a Polícia Militar informou que a balaclava será utilizada porque pode proteger o policial contra "objetos cortantes, fragmentos de rojões, resíduos de gás e até fogo".
A resolução publicada nesta sexta (28) revoga uma decisão de 1995 que proibia de maneira generalizada o uso da balaclava e permite ainda que policiais de batalhões comuns usem o gorro quando o agente for morador da "mesma área onde ocorrer [a] operação policial". A justificativa, neste caso, seria o "risco a que se sujeita o policial", conforme o texto.
Em todos os casos, porém, a autorização deve partir do comandante de cada unidade. A permissão se estende a outros dois batalhões: o Batalhão de Ações com Cães (BAC), que só pode usar a máscara em operações de apoio ao Bope, e o Grupamento Aeromóvel (GAM), que poderá utilizar a máscara em todas operações aéreas.
Originalmente, a máscara é utilizada para proteger os agentes do frio.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj e deputado da oposição, Marcelo Freixo diz que os abusos do Bope são "sistemáticos" e se diz preocupado com um termo utilizado na lei. Para ele, a parte do texto que fala em "ocorrência de interesse similar" pode abrir a brecha para o uso abusivo da máscara.
"O Beltrame vai na contramão do próprio discurso. Uma lei não pode ser vaga, isto abre precedentes perigosos, inclusive contrariando a intenção original. Todo policial tem que ter a identificação do nome, o que já não vem sendo cumprido. É muito estranha a permissão para que se use touca ninja em um momento como este", diz.

2 comentários:

  1. O policial ao ser identificado,vira alvo da bandidagem,mas esses que se dizem da comissão dos DIREITOS DOS MANOS,querem identificar os policiais,por que sera???

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  2. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ está do lado de quem???
    Parece que o deputado Marcelo Freixo só está pensando na proteção dos bandidos!!
    Chega de Inversão de Valores! O Rio de Janeiro precisa apoiar a sua Polícia Militar...
    Beltrame está certo em tomar providências no sentido de proteger Policiais Militares!!

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