sexta-feira, 20 de novembro de 2015

‘Errar é humano’, diz comandante da PM em CPI dos autos de resistência


Ouvido na manhã desta quinta-feira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), durante a CPI dos autos de resistência, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Alberto Pinheiro Neto, alegou que errar é humano e, como humanos que são, os PMs são passíveis de erro. 
De acordo com o oficial, é preciso, entretanto, identificar o erro para, assim, evitá-lo e melhorar a gestão.

— Há erro de avaliação, erro de leitura equivocada do terreno. É preciso, portanto, avaliar o custo beneficio das ações — explicou o chefe do Estado maior, coronel Robson Silva, que frisou que ainda está em andamento o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga o caso do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto em abril durante uma operação policial no Complexo do Alemão.

Em cerca de uma hora e meia, Pinheiro Neto explicou a dificuldade da corporação em analisar esses casos. O coronel citou a lei 5.061, que restringe o acesso aos Registros de Ocorrência feito pela Polícia civil, e a falta de capacidade tecnológica da corporação.
Também foram ouvidos na CPI o presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, Wanderley Ribeiro, e o assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Alexandre Ciconello.

Para Ciconello, “há uma autorização para matar” no estado. Segundo ele, a conclusão da organização, baseada em relatos de policiais, moradores e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, é que os autos de resistência são usados para encobrir execuções sumárias. Ele ainda criticou o fato de menos de 8% dos homicídios serem investigados no país.
Ao fim da sessão, Pinheiro Neto e o deputado Paulo Ramos (PSOL) trocaram farpas numa acalorada discussão. O coronel reclamou que não era a primeira vez que o parlamentar insinuava que ele não ouvia os mais velhos.

— Eu ouço aqueles que querem contribuir com o trabalho da Polícia Militar e com a população do Rio de Janeiro — disse o oficial.
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2 comentários:

  1. Tropa da PMERJ está desmotivada e insatisfeita

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo.

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de R$ 8.000,00 (oito mil reais) mensais.

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  2. A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida.

    A remuneração dos Policiais Militares dos Estados não deveria ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal.

    Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    O salário do Policial Militar é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." NÃO HÁ JUSTIFICATIVA PARA OS BAIXOS SALÁRIOS DOS SERVIDORES MILITARES NO RIO DE JANEIRO! POLICIAL MILITAR DESMOTIVADO SIGNIFICA SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA.

    Pelo serviço que presta, um Soldado da PMERJ deveria ter ensino superior (3º Grau) completo e receber um salário de R$ 7.514,33 (sete mil, quinhentos e quatorze reais e trinta e três centavos), para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS.

    “TENHO VERGONHA DO MEU SALÁRIO” (PMERJ e CBMERJ)


    Parece óbvio que, apesar de ter sua importância, a questão salarial não é a única que impacta diretamente na autoestima dos policiais e na valorização das polícias.

    Corporações que cuidam de 7 fatores tão (ou mais) importantes quanto o salário para os policiais (Ambiente ético-disciplinar, Doses de valorização, Estabilidade política, Efetividade na atuação, Envolvimento comunitário, Estruturas físicas e logísticas e Lideranças) tendem a ser mais respeitadas, admiradas e valorizadas, gerando, inclusive, maior reconhecimento pecuniário como consequência. Cada policial pode contribuir um pouco com todos esses elementos.

    O Policial Militar precisa ser valorizado como herói!

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