terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mato Grosso: Refeição dos PMs só foi possível por conta da generosidade dos organizadores de um evento

Governo nega auxílio para quem trabalha menos de 12 horas por dia. Refeição só foi possível por conta da generosidade dos organizadores do evento


O portal de Mato Grosso, Muvuca Popular, trouxe uma matéria interessante sobre policiais militares do Estado comendo sentados no chão durante uma partida de futebol, segundo o site, Governo nega auxílio para quem trabalha menos de 12 horas por dia. Refeição só foi possível por conta da generosidade dos organizadores do evento.
Uma imagem de homens da Polícia Militar de Mato Grosso, comendo sentados no chão, dividiu opiniões esta semana. O fato ocorreu durante um jogo de futebol americano na Arena Pantanal, em Cuiabá, e canalizou as atenções para o governo do estado, em função do tratamento que vem dando à corporação.
Há quem diga que foi algo normal, tendo em vista que se tratava de apenas um lanche, e poderia ter sido comido até em pé. Já os mais extremados consideraram um tratamento comparado ao que se dá aos animais.
A polícia de Mato Grosso está na vitrine há algumas semanas, por dois motivos. O primeiro pelo fato do governo querer fazer propaganda sobre as melhorias irreais, haja visto que o índice de violência aumentou após Pedro Taques assumir o governo e as condições de trabalho continuam as mesmas. Em seguida após o controverso ‘decreto da fome’, que estipulava R$ 18 reais para os policiais fazerem alimentação. O fato gerou bastante polêmica e acabou numa passeata com mais de mil policiais marchando até o Palácio do Governo.

Editorial:
Durante a Copa do Mundo fizemos um artigo intitulado: PM´s também comem quentinhas, que nos rendeu um IPM e uma sindicância pelo mesmo fato, sendo que o juiz arquivou o IPM e a sindicância continuava em andamento, mesmo na decisão do juiz militar conter que não houve transgressão disciplinar, muito menos crime militar, decisão já postada aqui no Blog. O Fato em Mato Grosso chama a atenção e mostra que as Polícias Militares no Brasil ainda estão passando por um lento processo de humanização e de transformação social. Está é a polícia que ainda temos, mas um dia ainda chegaremos próximo da polícia que queremos: uma polícia respeitada e valorizada pela sociedade.  Fonte: Blog do Aderivaldo

3 comentários:

  1. Tropa da PMERJ está desmotivada e insatisfeita

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo.

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de R$ 8.000,00 (oito mil reais) mensais.

    Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa tem até VERGONHA DO SALÁRIO!!!

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  2. A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida.

    A remuneração dos Policiais Militares dos estados não pode ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal.

    Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    O salário do Policial Militar é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." NÃO HÁ JUSTIFICATIVA PARA OS BAIXOS SALÁRIOS DOS SERVIDORES MILITARES NO RIO DE JANEIRO! POLICIAL MILITAR DESMOTIVADO SIGNIFICA SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA.

    Pelo serviço que presta, um Soldado da PMERJ deveria ter ensino superior (3º Grau) completo e receber um salário de R$ 7.514,33 (sete mil, quinhentos e quatorze reais e trinta e três centavos), para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS.

    Parece óbvio que, apesar de ter sua importância, a questão salarial não é a única que impacta diretamente na autoestima dos policiais e na valorização das polícias.

    Corporações que cuidam de 7 fatores tão (ou mais) importantes quanto o salário para os policiais (Ambiente ético-disciplinar, Doses de valorização, Estabilidade política, Efetividade na atuação, Envolvimento comunitário, Estruturas físicas e logísticas e Lideranças) tendem a ser mais respeitadas, admiradas e valorizadas, gerando, inclusive, maior reconhecimento pecuniário como consequência. Cada policial pode contribuir um pouco com todos esses elementos.

    O Policial Militar precisa ser valorizado como herói!

    “A inversão de valores é a maior produção de todos os tempos da televisão brasileira.” (Izzo Rocha)

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  3. Como o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016 com tanta INSEGURANÇA PÚBLICA?

    Em virtude da VIOLÊNCIA, as Olimpíadas do ano que vem deveriam ser transferidas para outro país!

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