quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Chefe do Estado Maior da PM diz que corporação está sobrecarrega

O coronel Robson Silva, chefe do Estado Maior da Polícia Militar disse, na tarde desta quarta-feira, em audiência da CPI das armas, que é preciso haver mudanças imediatas na corporação: “A PM não é uma polícia ideal. É necessário mudanças para que a instituição funcione. Ela está sobrecarregada”, disse.


A CPI abordou questões como a saúde mental dos PMs, a vitimização, a sobrecarga dos policiais militares e a reformularização da polícia militar. Segundo o coronel Pinheiro Neto, comandante-geral da Polícia Militar, atualmente existe na PM cerca de 22 mil coletes, com validade até o ano de 2017, mil fuzis guardados sem uso, além de dezenas de viaturas danificadas.

Para o chefe maior, a PM é vítima do descaso. Ele não quis comentar a chacina dos 5 jovens em Costa Barros.

"Há uma frustração da população em cima da PM, esperando respostas, quando na verdade temos uma polícia militar esgotada pela sobrecarga de atividades que muita das vezes não são nossas obrigações, como apreensão de drogas", afirmou Robson.

O coronel Pinheiro Neto, comandante-geral da Polícia Militar, disse que a prioridade é uma polícia com melhor estrutura."Precisamos desenvolver um trabalho esse ano para restruturar a Polícia Militar. Precisamos de uma PM estruturada", cobrou.

Participam da audiência na Alerj o coronel Pinheiro Neto, comandante-geral da Polícia Militar e o chefe do Estado-Maior Operacional da PM, coronel Cláudio Lima Freire. Nenhum dos dois quiseram falar com a imprensa.

Um comentário:

  1. Correto, a PMERJ está sobrecarregada e mal paga!

    A Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida, pois POLICIAIS MILITARES DESMOTIVADOS significa SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA. Vale lembrar que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o reconhecimento pecuniário indispensável, imprescindível para melhorar a qualidade do serviço policial-militar.

    Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. O salário do Policial Militar do Rio de Janeiro é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).

    Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.

    A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de R$ 8.612,50 (oito mil, seiscentos e doze reais e cinquenta centavos) mensais, para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.

    Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa da PMERJ está desmotivada, insatisfeita e tem VERGONHA DO SALÁRIO! Não há justificativa para os BAIXOS SALÁRIOS.

    "QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O Policial Militar precisa ser valorizado como herói! Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS, bem como a conclusão de um Curso de Ensino Superior. Os Policiais Militares que já concluíram o 3º Grau deveriam receber um acréscimo no salário, como é feito na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Quem se qualificou tem que ser premiado. É a única forma de incentivar o estudo, a qualificação.

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