terça-feira, 30 de junho de 2015

Falso PM desmaia ao receber voz de prisão

Uma pistola municiada e de propriedade da Polícia Militar quase foi parar nas mãos de um impostor. Vestido com fardamento completo de sargento, um homem foi preso na fila para receber a arma, nesta segunda-feira à tarde, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) da PM, em Sulacap.

O falso policial foi reconhecido por um vizinho, que é PM, e desmaiou ao receber voz de prisão. Ele foi levado desacordado para a UPA do bairro e, depois, encaminhado à 33ª DP (Realengo) onde poderá ser autuado por falsidade ideológica.

Ao ser abordado pelo setor de Inteligência (P2) do Cfap, que foi acionado para averiguar o caso, o falso sargento ainda afirmou estar de serviço e, questionado sobre documentação, argumentou que era “quase policial, só faltava fazer a prova para passar no concurso”.



O suspeito seria morador de Curicica e já teria sido abordado por uma equipe do 18º BPM (Jacarepaguá) em uma blitz no bairro do Anil, segundo um outro policial que também o reconheceu.
Em nota, a Polícia Militar informou que 'um civil entrou no Cfap se passando por 3º sargento, mas que que foi logo reconhecido e preso'. O comunicado não explica a suposta falha de segurança da escola da PM.

A Polícia Civil informou que o enquadrou no crime de uso indevido do uniforme da corporação. Segundo nota da Civil, 'testemunhas estão sendo ouvidas e o caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal'.

CASO AMARILDO: ‘Sou inocente’, diz Major Edson Santos



Major Edson Santos, que era responsável pela UPP da Rocinha na época do desaparecimento de Amarildo de Souza, afirma que é inocente da morte do ajudante de pedreiro. Na noite do desaparecimento, ele conta que tinha em mãos uma lista com nomes e fotos dos traficantes com mandados de prisão expedidos pela justiça e, por isso, Amarildo foi levado até ele. “Os policiais me trouxeram o Amarildo, eu o liberei e ele saiu exatamente pela área da escada”.
O Major, que está preso, afirma que Amarildo foi assassinado por traficantes. Ele também afirma que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) estava na comunidade para garantir a segurança. Leia a entrevista a seguir:

O senhor conhecia o Amarildo?
Major Edson: Amarildo, eu nunca vi o Amarildo. Eu o vi no dia que ele veio até mim e eu o liberei.

E por que o Amarildo foi levado para o centro de comando e controle? Por que ele não foi levado para a delegacia?
A única forma de verificar era através da listagem atualizada.

E essa listagem atualizada não estava na delegacia?
Com certeza deveria ter na delegacia. Provavelmente sim. Mas o que é mais perto? Sair da Rocinha e ir até a delegacia na Gávea ou vir falar comigo e eu ter o controle do que estava acontecendo? As pessoas não entendem que aquilo ali é uma comunidade. Você não consegue fazer certas coisas de determinado ponto, que tem áreas de sombra, há pontos com os quais você não tem o contato. E eu gostava de ter o controle, para saber o que estava acontecendo.

O senhor acredita que Amarildo esteja morto?
Sinceramente, hoje em dia, eu não tenho dúvida disso.
E ele foi morto por quem?
Eu não tenho dúvidas e nos autos há material suficiente que aponta para o tráfico.

E qual o interesse do tráfico em matar o Amarildo?
É uma tentativa de me tirar de lá. A UPP da Rocinha era a mais bem aceita e com o menor índice de reprovação.

Tanto a polícia quanto o Ministério Público afirmam que o senhor mentiu, que o senhor foi o mandante da tortura.
Olha, eles vão trabalhar isso o tempo todo. Porque ninguém quer passar como incompetente. Ninguém quer passar. A Divisão de Homicídios do Rio comprou uma história que, com certeza, que eu não quero acreditar que eles mesmos fizeram isso. Eles compraram alguma história de algum policial, de alguma fofoca.

PM nega participação do Bope

O Major Edson Santos disse também na entrevista que havia informações de que criminosos iriam atacar a UPP da Rocinha em represália às prisões feitas no dia anterior e, por isso, chamou o Bope até a comunidade. “Eu ligo para o comandante geral e explico, o comandante conversa comigo e fica definido o Bope vir. Ele pode confirmar isso. Eu tinha 10 policiais da administração. E quando vai pra administração é quem ou tem medo de trabalhar na rua ou está com algum problema médico. Um ou outro com pistola. Eu vou pegar aqueles garotos ali da administração para fazer segurança de área? O Bope veio para dar segurança, simplesmente para fazer ação presença".

Na semana passada, o Jornal Nacional mostrou  novos detalhes da investigação do caso Amarildo. Peritos do Ministério Público identificaram um volume na caçamba de uma das caminhonetes do Bope. Os promotores afirmaram que esse volume poderia ser um corpo, enrolado em um material preto. Eles descobriram também que o aparelho de localização do carro, que levava o volume, parou de funcionar pouco antes de o Bope sair da UPP. E a caminhonete ainda parou por dois minutos em um ponto onde não há câmeras. O PM afirma que a caminhonete não levava o cadáver do ajudante de pedreiro.

E onde está Amarildo? Essa pergunta o senhor se faz também?
Essa pergunta você tem que ir lá na Rocinha, procurar os marginais e perguntar pra eles. Ou melhor, para ficar mais fácil, converse com o morador. Porque hoje em dia não dá nem mais para entrar na Rocinha.

O senhor acha que eles não teriam dito já. Dois anos depois?
Falar diretamente e defender a gente pra morrer?

Vinte e cinco policiais militares da UPP da Rocinha estão no banco dos réus. Além do Major Edson Santos, outros 11 PMs aguardam o julgamento na cadeia. A Divisão de Homicídios disse que não comenta casos que já estão na justiça. O Ministério Público declarou que a acusação é baseada em provas contundentes colhidas durante as investigações.

Pezão sanciona lei que proíbe porte de arma branca no Rio


O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), sancionou a lei que proíbe o porte de armas brancas em todo o território fluminense a partir desta segunda (29). 
Quem for flagrado com facas, punhais ou "artefato cortante ou perfurante" com lâminas maiores do que 10 cm e sem justificativa pode receber multa de até R$ 24 mil. 
A lei, aprovada na Assembléia Legislativa do Rio, abre exceções para quem estiver com os objetos na embalagem original, com nota fiscal, transportados em bolsas, malas e sacolas ou para profissionais que usem artefatos cortantes em seu trabalho. 
Quem não tiver justificativas para portar o objeto pode receber multa de R$ 2.400 a R$ 24 mil. A Polícia Civil será responsável pela autuação e por definir o valor. 
Autor do projeto, o deputado Geraldo Pudim (PR) diz que a lei visa diminuir crimes com facas —que ganharam visibilidade após a morte do médico Jaime Gold, esfaqueado em maio na lagoa Rodrigo de Freitas. Para especialistas, porém, ela tem pouca eficácia. 
Nesta segunda, a Justiça condenou dois adolescentes, de 16 anos, a até três anos de internação por participação na morte de Gold. Um terceiro apreendido foi absolvido. 
A decisão não seguiu pedido do Ministério Público, que na semana passada solicitou a condenação de apenas um dos menores. O processo corre em segredo de Justiça.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Polícia Militar e Corpo de Bombeiro deflagram Operação Padrão em Alagoas


Centenas de Policiais e Bombeiros Militares participaram nesta quinta-feira (25) de uma assembleia geral, ocorrida na Assomal, no bairro do Trapiche da Barra para deliberar sobre o que tem sido conversado entre os representantes das entidades militares e o Governo. Após alguns debates e discussões acaloradas ficou decidido que PMs e BMs rejeitaram a proposta do Governo de Alagoas e decidiram aderir à Operação Padrão. 

Assim que foi terminada a votação, representantes distribuíram a cartilha da Operação Padrão para orientar os militares acerca dos próximos passos a seguir e saíram em carreata do Trapiche até o Palácio República dos Palmares, no Centro. 

Com a medida, a partir desta sexta-feira (26) os militares só irão trabalhar com base no que a lei manda. "A questão é que houve um desgaste e os policiais e bombeiros já estão desacreditados no Governo, pois desde a gestão passada estamos sendo enrolados. Não estamos pedindo nada mais do que um direito nosso. Voltamos a dizer que não é reajuste salarial que queremos e sim reposição das perdas salarias", disse o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSMAL), SGT Gedson Ataíde. 

Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados em Alagoas 
(ACS/AL), Cabo Wellington, infelizmente a situação chegou a esse ponto porque a categoria tentou de diversas formas uma negociação, um diálogo, mas não obteve êxito. "Se há um culpado de tudo isso que aconteceu, esse é o Governo que foi omisso e deixou bem claro nas reuniões que estamos fora e não iremos receber o IPCA", acrescentou.

"Devido a toda situação, chegamos ao limite. Negociamos com o Governo, disseram que não iam conceder o IPCA e fecharam as portas para os militares. Agora, próximo a assembleia voltaram a negociar conosco e apresentar proposta. Levamos para a assembleia e a categoria decidiu pela Operação Padrão. Continuaremos negociando com Governo, mas agora em Operação Padrão", afirmou SGT Marcos Ramalho, presidente da Associação dos Bombeiros Militares de Alagoas (ABMAL).

De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais Militares de 
Alagoas, Major Wellington Fragoso, a assembleia é soberana e a decisão pela Operação Padrão foi um acordo coletivo. O que foi decidido ficará mantido até que haja um posicionamento favorável do Governo para reajustar os vencimentos da categoria. "Fizemos nossa parte, buscamos negociar junto ao Governo, mas não tivemos a contrapartida que desejávamos. Reforço que o IPCA é um direito de todos os servidores, já que é uma reposição salarial, conforme consta na Constituição Federal. Não incentivamos o aquartelamento, mas sim o cumprimento da lei. Lutamos pelo nosso direito que trará uma injeção de ânimo na tropa e, consequentemente fortalecerá a segurança pública", finalizou.

Bandidos usam aplicativo do Ministério da Justiça para escapar da polícia


Criado em dezembro de 2013 pelo Ministério da Justiça para dar transparência a dados públicos, o aplicativo Sinesp Cidadão está ganhando fama de vilão. O programa, que faz parte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, permite consultas a mandados de prisão e placas de carros roubados ou furtados por qualquer pessoa em todo o país. Mas o aplicativo virou alvo de delegados, promotores e juízes, que criticam o acesso indevido às informações que estão no Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Por meio de escutas e operações, policiais no Rio começaram a perceber que o aplicativo virou febre entre os criminosos, que por meio de um celular com acesso à internet conseguem saber se a Justiça está em busca de algum deles. O aplicativo, que é livre e está disponível para plataformas Android e iOS, já soma mais de cinco milhões de downloads desde sua criação.

Impressionado com o relato de outros delegados e preocupado com as consequências desse acesso fácil dos criminosos às decisões judiciais, o delegado Marcos Cipriano, atualmente lotado no Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), há alguns meses resolveu conversar sobre o assunto com o juiz da 3ª Vara Criminal, Alexandre Abrahão, à época integrante da Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça do Rio.

Depois das queixas da polícia e do MP, o Tribunal de Justiça do Rio adotou providências para garantir o efeito surpresa no cumprimento de mandados de prisão. Desde então, as ordens judiciais passaram a ser expostas no Sinesp só depois que os agentes já estão nas ruas em busca dos criminosos.

— Pedimos ao setor de informática que criasse uma forma de mantermos os decretos de mandados de prisão sob sigilo temporário — explicou o juiz Alexandre Abrahão.

Investigação frustrada

No ano passado, quando Marcos Cipriano era titular da 42ª DP (Recreio), uma investigação que poderia ter resultado na prisão de dois ladrões da região acabou frustrada. A polícia já tinha em mãos todos os dados necessários e os endereços de onde os criminosos estariam escondidos, mas eles não foram encontrados. Cipriano conta que o advogado de um dos acusados relatou na delegacia que o bandido fugira depois de tomar conhecimento da expedição do mandado de prisão por meio do Sinesp Cidadão.

— Fizemos uma investigação e detectamos que os assaltantes moravam em Vargem Grande. Apesar de eles atuarem separadamente, agiam na mesma região, o Recreio dos Bandeirantes. Conseguimos identificá-los, monitorá-los e chegamos aos endereços, mas não conseguimos capturá-los — contou Cipriano.

Duas investigações já tiveram desfechos bem-sucedidos, graças à medida tomada pelo Tribunal de Justiça. Em fevereiro, a operação Do Leme ao Pontal, da Polícia Federal, prendeu jovens de classe alta que se associaram para o tráfico de drogas. No ano passado, uma força-tarefa criada a partir de investigação da 45ª DP (Complexo do Alemão) cumpriu 26 de 41 mandados de prisão. Os presos eram suspeitos de tentar desestabilizar o processo de pacificação na região. Os investigadores pediram sigilo ao TJ, após uma ação frustrada que ocorrera meses antes.

Promotor quer controle

O juiz Fábio Uchôa, da 1ª Vara Criminal, propõe a criação de um grupo de estudo para aprimorar o aplicativo.

— É como uma faca de dois gumes. Precisamos avaliar melhor sua utilização — disse.

Promotor de Justiça do Gaeco, Fábio Miguel de Oliveira acredita que é preciso haver um controle no acesso:

— Sou favorável a que todos os órgãos de segurança pública tenham acesso a um banco de dados nacional integrado. Mas o Sinesp Cidadão está sendo usado mais para o mal do que para o bem.

Já o diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, delegado Ronaldo Oliveira, considera a criação do Sinesp Cidadão um avanço.

— Tudo que venha auxiliar a polícia, eu acho válido — disse.

O Sinesp Cidadão já recebeu mais de 150 milhões de consultas. Segundo o Ministério da Justiça, o aplicativo ajudou na recuperação de mais de 120 mil veículos furtados ou roubados e na execução de dez mil mandados de prisão. Para a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o serviço é um sucesso:

— O mandado de prisão é de domínio público.

Fuzileiros navais e Exército planejam ocupar quatro favelas durante Olimpíadas


As Forças Armadas planejam a ocupação de quatro favelas do Rio como parte do esquema de segurança da Olimpíada de 2016
Os alvos de preocupação dos militares são os morros do Chapadão, Pedreira, Lagartixa e Quitungo, todos a cerca de 1 km do Complexo Esportivo de Deodoro (zona oeste), onde haverá competições de 11 modalidades olímpicas e quatro paralímpicas.
A definição sobre a ocupação das favelas ocorrerá até o primeiro trimestre de 2016.
Desde maio, militares da inteligência do Exército e dos Fuzileiros Navais fazem levantamento fotográfico das comunidades e consultam policiais sobre criminalidade.
A Folha apurou que alguns militares gostariam de evitar a ocupação. Entendem que a prática se desgastou com a ação no complexo da Maré, onde as Forças Armadas estão desde abril de 2014.
Militares esperam que as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) planejadas para essas favelas possam controlar a ação de traficantes. A previsão é que até o fim do ano ao menos Pedreira e Chapadão estejam ocupadas pela Polícia Militar.
Um militar conta, porém, que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), vê com bons olhos a ocupação.
Além do alto índice de violência da região, a preocupação com Deodoro também deve-se ao fato de as instalações olímpicas estarem localizadas numa área militar.
Entre oficiais do CML (Comando Militar do Leste), há o entendimento de que qualquer ato de violência ali atinge primeiro os militares e, depois, a imagem dos Jogos.
As favelas da região têm sido palco de confrontos constantes. Elas também são usadas como “central” de facções criminosas. A Pedreira, por exemplo, serve como base para a maior quadrilha de assaltantes de cargas do Rio.

Criminosos do bando invadiram em 2014 uma vila olímpica da Prefeitura do Rio. A ação foi reproduzida em fotos postadas em redes sociais. Nas imagens, ostentavam fuzis numa piscina olímpica.
A tensão na região é tanta que policiais só chegam e deixam a delegacia em comboios para não serem atacados. Durante a madrugada, a delegacia costuma fechar as portas para evitar invasões.

Crise afeta até rancho do Bope


A crise financeira do governo do Rio de Janeiro atingiu até o rancho dos quartéis da Polícia Militar. No Bope – batalhão de elite eternizado nos filmes Tropa de Elite – houve um corte radical na distribuição de alimentos. A tropa, formada por um contingente de 550 pessoas, costumava consumir cerca de 120 quilos de peixe por semana. Agora tem de conviver com apenas 30 quilos. Vários legumes e verduras também sumiram do cardápio. Os “caveiras” estão famintos.

domingo, 28 de junho de 2015

Agentes exonerados da Guarda Marítima e Ambiental encerram greve de fome em Búzios

Os dois agentes exonerados da Guarda Marítima e Ambiental de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio, que faziam uma greve de fome e estavam acorrentados há três dias em frente à sede da Prefeitura, encerraram o protesto nesta sexta-feira (26). "Agora o caso está nas mãos da Justiça e não há razão para continuar", afirmou Márcio Pereira Gomes, de 41 anos, ao fim do protesto. Antes de deixar o local, às 17h, quando o expediente no prédio público terminou, eles protocolaram um pedido de revisão do processo que decidiu pelas demissões.


"Agora vamos para as nossas casas nos alimentar. Estamos debilitados, mas conseguimos mostrar o que está acontecendo e a injustiça que fizeram conosco", disse ainda.
Márcio e Felipe Torres, de 30 anos, afirmam sofrer perseguição por parte do governo municipal. Segundo eles, tudo começou há um ano quando se recusaram a entrar em uma Área de Proteção Ambiental sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como botas e bandolas, entre outros. Segundo os agentes, na semana em que isso aconteceu, eles denunciaram a situação em uma rádio local e passaram a ser perseguidos. Quatro guardas foram demitidos no mês de junho e, segundo eles, outros 13 estão passando por processos administrativos.
Durante o período de greve de forme, os guardas passaram a ser defendidos pelo corpo jurídico do Sindicato dos Servidores de Búzios (Asfab). Um advogado da entidade entrou com um pedido na Justiça comum para anular os efeitos da decisão que provocou as demissões. Além disso, eles receberam a visita de dois representantes da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


"Os advogados da OAB até tentaram falar com o prefeito mas não foram recebidos", continuou Márcio.
Segundo ele, além de apontar a perseguição, o protesto teve o objetivo de "mostrar o que vem acontecendo no meio ambiente de Búzios".
"Os guardas nunca tiveram uma capacitação. Até hoje não chegaram os equipamentos de segurança. O meio ambiente está sendo maltratado em nossa cidade", apontou.
Prefeitura diz que não pode interferir
Por meio de nota, a Prefeitura de Búzios disse que os guardas que se manifestaram foram exonerados de suas funções através de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) realizado pela Comissão Permanente de Sindicância, que é constituída por funcionários efetivos, não havendo nenhuma interferência do Poder Executivo.
Disse ainda que os agentes encontravam-se em período de Estágio Probatório, e que em situações de descontentamento com o resultado do Processo Administrativo Disciplinar, eles têm a opção de entrar com recurso no setor administrativo para revisão. 

Deputado Cabo Daciolo pede a exoneração de comandantes dos bombeiros e da Polícia Militar.

REPRODUÇÃO BERENICE SEARA
Carreira meteórica
O deputado federal Cabo Daciolo (sem partido desde que foi expulso do PSOL) tem conversado com líderes políticos de várias matizes.
Mas, o moço — que teve uma votação surpreendente no ano passado —~ faz exigências.
Quer a garantia de que terá a legenda para disputar uma vaga no Senado em 2018
E para brigar pela Presidência da República em 2022.
Daciolo diz que Deus já avisou que seu caminho passará, inexoravelmente, pelo Senado e pelo Palácio do Planalto.
Urtícária 
Quem ouve Daciolo falar, como o vice-governador Francisco Dornelles — o maior nome do PP no Estado do Rio —'fica assustado com o tom messiânico do moço. .
Extra
Contam as péssimas línguas que, à Dornelles, Daciolo ainda fez uma exigência a mais.
Que o vice convença o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) a exonerar uns 300 comandantes dos bombeiros e da Polícia Militar.



Policiais que estavam no contêiner UPP Fallet foram presos administrativamente


A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) confirmou na noite deste sábado (27) que cinco PMs foram ameaçados por bandidos do morro do Fallet, no Centro do Rio. Os suspeitos já foram identificados e estão sendo procurados.Os policiais que estavam no contêiner foram presos administrativamente, a  CPP está averiguando  se houve negligência por parte dos soldados.

Dois homens foram detidos por volta das 19h30 pelo Batalhão de Polícia de Choque na comunidade, que apreenderam uma pistola calibre 9mm. Os homens foram levados para a 5ª DP, no Centro do Rio.
Durante todo o dia, policiais fizeram blitz no acesso à comunidade. Na noite desta sexta-feira, policiais do Batalhão de Operações Especiais apreenderam drogas e uma pistola. Moradores disseram que o clima é de tensão na região.


O ataque e rendição de PMs da UPP do Fallet foram relatados em gravações por policiais em conversas de Whatsapp. Uma das gravações conta que os policiais foram ameaçados e xingados.
“Amigo aqui passou um informe que tomaram a base, uma base avançada que tem lá no Fallet, que só fica os cento e quatro mil. Tomaram os centro e quatro... As arma dos centro e quatro mil, botaram sentado no meio fio, deram tapa na cara e foram embora. O amigo aqui confirmou agora, o amigo que é de lá do Fallet”, diz o policial em uma gravação.
Os policiais estão presos à disposição do Comando Geral da Polícia Militar e a apuração por conta da 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que vai avaliar se houve negligência por parte dos policiais. Alguns estão recebendo atendimento psicológico. Segundo a CPP, não houve roubo de armas e munições e nem ataque às bases da UPP.

ATENÇÃO MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS DE TODO O BRASIL!

CHEGOU A HORA DE AVANÇARMOS, CHEGOU A HORA DE FAZERMOS A DIFERENÇA, FÉ NA MISSÃO. DIA 30 DE JUNHO, TERÇA-FEIRA, ÀS 14H, NA PRAÇA DOS TRÊS PODERES JUNTOS SOMOS FORTES.
NEM UM PASSO DAREMOS ATRÁS DEUS ESTÁ NO CONTROLE!

https://www.facebook.com/pages/TV-Daciolo/264727663651168?pnref=story

sábado, 27 de junho de 2015

ESCALA DIGNA DE SERVIÇO PARA OS POLICIAIS MILITARES

A reunião de hoje (27) com o deputado Daciolo e policiais militares para  tratar sobre a escala de ESCRAVIDÃO DA PMERJ, foi muito proveitosa.
Ficou decidido que o Sargento Cristiano (41º BPM) e o Cabo Wagner Luís ( 20º BPM), vão acompanhar o deputado Daciolo numa reunião com o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Amarildo é eleito patrono de turma de arquitetura em formatura na UFF


Formandos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFF (Universidade Federal Fluminense) elegeram como patrono da turma o pedreiro Amarildo de Souza, que desapareceu na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, em julho deste ano, após ser abordado por policiais militares. A cerimônia de colação de grau ocorreu na última sexta-feira (29).

Nas redes sociais, a iniciativa dos arquitetos e urbanistas recém-formados recebeu vários elogios. Por meio do Facebook, os jovens divulgaram um texto no qual justificam a escolha por Amarildo, que, segundo investigação da DH (Divisão de Homicídios), teria sido torturado e morto por PMs da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha.


POLÍTICA HIGIENISTA

Saber da prisão, tortura e morte de Amarildo implica em ter o dever de saber da política pública de segurança higienista, da violência policial injustificada e injustificável. Do projeto de segurança e de cidade que extermina a juventude pobre, negra e favelada. Amarildo não foi o primeiro Texto da turma de formandos de Arquitetura e Urbanismo da UFF (Universidade Federal Fluminense)

"(...) Pensar no pedreiro Amarildo é pensar no trabalho alienante (no escritório e no canteiro), na divisão social do trabalho, na mão-de-obra executora, afastada do conhecimento. Em uma realidade que reserva a nós, arquitetos, um diploma em mãos, e a ele sacos de cimento nos ombros", diz o texto.

"Mas é também pensar na potência da autoconstrução, do conhecimento encarnado de quem todos os dias experimenta, improvisa, se desdobra e constrói um saber arquitetônico que a academia não ensina", completa.

Segundo o universitário Bruno Amadei Machado, que escreveu a carta em parceria com a colega de turma Luana Fonseca, nomes importantes da arquitetura e do urbanismo, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, foram preteridos.

"Por um semestre, rejeitamos Niemeyer, Lúcio Costa, Paulo Mendes da Rocha ou Lina Bo Bardi. Nesse momento, escolher qualquer um que não fosse o Amarildo seria fechar o olho pra tudo que acontece à nossa volta. Feliz com a decisão coletiva, espero que nossos olhos continuem abertos mirando a cidade", escreveu o jovem em sua página no Facebook.


 
Pedreiro Amarildo desaparece após operação policial na favela da Rocinha59 fotos 31 / 59
14.ago.2013 - Mulher uma camisa com a foto do pedreiro desaparecido Amarildo de Souza enquanto segura uma vela, durante protesto no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (14). O morador da favela da Rocinha foi conduzido por policiais militares até a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) para prestar esclarecimentos sobre envolvimento com trafico de drogas e nunca mais foi visto Leia mais Silvia Izquierdo/AP 
 
FONTE: UOL

Em crise, estado troca dívida até por gasolina

O governo estadual já começou a fechar acordo pela chamada lei do escambocom parte dos cerca de 600 grandes devedores de ICMS. A proposta, aprovada na Alerj e já sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão, permite que as empresas paguem suas dívidas em dinheiro ou com mercadorias que elas fabricam. Quem aceitar a negociação ganha anistia da multa e desconto de até 60% nos juros de mora. Com a medida, o estado espera arrecadar até dezembro R$ 1,1 bilhão, de um montante de R$ 14 bilhões.


De acordo com a Secretaria estadual de Fazenda, a Petrobras, por exemplo, quitará parte de sua dívida de R$ 1,5 bilhão com gasolina e diesel. A pasta explicou que o combustível da estatal poderá ser usado para abastecer carros do estado.

A negociação da dívida de ICMS da Petrobras começou a ser feita no mês passado. O estado estimava o débito em pouco mais de R$ 3 bilhões. Contudo, após firmar o acordo, o desconto foi aplicado, e o valor caiu para cerca de R$ 1,5 bilhão.

Segundo a Secretaria de Fazenda, a “lei do escambo pode ajudar a aumentar a arrecadação” em meio a uma grave crise financeira e a um déficit nas contas do estado para este ano de R$ 13,5 bilhões.

A nova lei determina a celebração de um termo de ajuste de conduta tributária entre o governo e os grandes devedores que questionam a dívida na Justiça, em decorrência de divergências na interpretação da lei do ICMS. Para receber o benefício do desconto, as empresas precisam desistir dos processos.

A Secretaria de Fazenda disse que ainda não tem o número exato de devedores que já aceitaram fazer a negociação. O secretário Julio Bueno informou que as empresas que podem fazer a negociação são as que já foram alvo de autos de infração e têm débitos superiores a R$ 10 milhões com o governo.

— Esses débitos muitas vezes resultam de interpretações diferentes, entre empresas e estado, da legislação tributária. Essas pendências não significam, necessariamente, má-fé das empresas — comentou o secretário.
EMPRESAS NÃO PODEM MAIS CONTESTAR VALORES

Para aderir à lei, é preciso encaminhar um requerimento ao estado explicando quais são as pendências financeiras e as divergências de interpretação da legislação do ICMS. As empresas que assinarem o TAC não poderão mais divergir sobre os valores recolhidos. Em caso de reincidência, a multa prevista é de até 150% do valor da dívida negociada.

O governador afirmou que a medida foi uma forma de driblar a crise que assola as finanças do estado em consequência da desaceleração da economia e da queda nos preços do barril de petróleo.

— Temos quer ser criativos para recompor o caixa — disse Pezão.

Para o advogado tributarista Fabio Nogueira, a medida pode acarretar uma redução expressiva na dívida dos contribuintes. No entanto, ele pondera que também pode haver riscos:

— O desconto é expressivo. Entretanto, o contribuinte terá que renunciar ao seu direito de continuar discutindo a dívida, administrativa e judicialmente, para fazer jus às reduções fixadas pela lei. Nesse caso, corre o risco de seu pleito ser indeferido pelo governo.

Desde março, o governo tem recorrido à Alerj na tentativa de aprovar medidas que aumentem a arrecadação. Na ocasião, deputados aprovaram a utilização de R$ 6,2 bilhões do Fundo de Depósitos Judiciais do Tribunal de Justiça para o pagamento de aposentados e pensionistas. Na semana que vem, a Casa deve apreciar um projeto para a venda da dívida ativa, estimada em R$ 66 bilhões. O texto entrou em pauta na quinta-feira, mas recebeu emendas. A expectativa é que a proposta possa gerar receitas de até R$ 5 bilhões este ano.

O enterro do Sargento Tarsis Doria Noia será hoje no Jardim da Saudade


O sargento da UPP São Carlos, Tarsis Doria Noia, de 40 anos, que morreu na manhã da quinta (25) após levar um tiro no peito quando passava perto pelo Morro do Zinco, no Conjunto de Favelas de São Carlos, na Zona Norte do Rio, vai ser enterrado nesta sexta-feira (26). A cerimônia de despedida vai ser às 13h no Cemitério da Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Curso de formação da Polícia Militar terá duração de 12 meses


A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) terá um curso de formação de 12 meses a partir de setembro. Em vez de sete meses de aulas, os novos policiais passarão por dez meses de formação teórica e mais dois meses de estágio supervisionado. O currículo foi ampliado de 27 disciplinas, com 1.084 horas de aula, para 32 matérias em 1.437 horas.

Segundo a corporação, o objetivo é que os novos policiais minimizem as chances de conflito. As aulas terão novos módulos de policiamento de proximidade, administração de conflitos, treinamento de tiro para defesa pessoal/uso comedido da força e uso de tecnologia não letal. Alguns casos reais também serão debatidos em sala de aula.

Os alunos treinarão em uma sala virtual de Tomada de Decisões, onde as aulas são ministradas em três telões de 180 graus, com cerca de 50 situações reais. As silhuetas humanas usadas nos treinamentos serão substituídas por alvos geométricos, com foco no uso de equipamentos não letais. Também foi anunciado que toda a tropa portará esse tipo de armamento, como cassetetes, arma de choque e algemas.

Esse treinamento também será oferecido aos policiais mais antigos da corporação. No Estado do Rio, serão criados oito núcleos para capacitação do uso progressivo da força, e os cursos deverão ser realizados pelo menos uma vez ao ano.

domingo, 21 de junho de 2015

Belo Horizonte deverá ter drone da PM sobrevoando partes do centro


Inicialmente, o equipamento deverá monitorar a região centro-sul da cidade, conhecido também como hipercentro. Com a expectativa de que comece a funcionar até o final de julho, o drone tem uma câmera acoplada e pode transmitir as imagens para o Central de Monitoramento do Olho Vivo em tempo real.
Avaliado em cerca de R$ 10 mil, o aparelho tem como principal vantagem poder se mover para qualquer parte. Assim, a polícia pode, por exemplo, seguir um suspeito.
“Com o novo equipamento, militares terão uma visão de tudo o que acontece na cidade. Além disso, irá facilitar questões como localização de criminosos, identificar placas de veículos roubados, armas e drogas”, disse, ao Hoje em Dia, o comandante do 1º Batalhão da PM, tenente-coronel Vitor Araújo.
Para que comece a funcionar, só estaria faltando a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Drielle Lasnor de Moraes foi enterrada neste domingo

Depois de quase um mês de lutando  pela vida, foi enterrada na tarde deste domingo, sob forte comoção, o corpo da soldado da Polícia Militar Drielle Lasnor .
Sob honras militares, companheiros de farda, familiares e amigos, prestaram as últimas homenagens.
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Comandante do 14º BPM ( Bangu)  coronel Friederick e o marido da policial, Blaier Doacre 
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Lei garante benefício, mas PM não recebe auxílio-invalidez


CI Rio de Janeiro (RJ) 19/06/2015 Policiais que não recebem auxilio invalidez. Na foto o PM Assis. 

Em maio de 2014, um projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sancionado pelo governador Luiz Fernando Pezão estendeu o direito ao auxílio-invalidez para policiais, bombeiros e inspetores de seguranças que foram aposentados ou reformados devido a amputações de membros ou reformados em decorrência de “incapacidade física ou mental permanente”. Antes, o benefício era restrito aos paraplégicos e aos tetraplégicos. A proposta — que deu origem à Lei 6.764, aprovada meses antes das eleições — garantia o pagamento mensal de R$ 3 mil aos que se tornaram inválidos em decorrência de acidentes de trabalho, “impossibilitados total e permanentemente para qualquer atividade”.


SGT PM Freitas Foto: Roberto Moreyra / EXTRA Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Um ano e dois meses após a publicação da lei, bombeiros, inspetores e policiais que tiveram as carreiras interrompidas à força ainda não conseguiram receber o auxílio. Atingido por 11 tiros em 1995, durante uma operação em Nova Iguaçu, o PM Marcílio Freitas, de 54 anos, passou sete meses internado no Hospital da Polícia Militar se recuperando dos tiros, que acertaram o peito, o joelho, o braço e a mão. Considerado inválido desde então, Freitas, que foi reformado com o soldo de sargento, acreditou que daria uma vida mais tranquila à família quando a lei foi aprovada.

“Estava trabalhando e quase fui morto. Não estou assim por vontade minha. Preferia poder trabalhar a ter que receber esse auxílio. Os colegas que entraram na PM comigo subiram, e eu fui obrigado a parar. Preciso da ajuda da minha esposa até para carregar uma bolsa no mercado”, contou Freitas, que hoje caminha amparado por muletas depois que perdeu a capacidade de mover o joelho.

Outro que espera o pagamento do auxílio é Dejair Ferreira, de 52 anos, ferido em 2001. Ele foi reconhecido como policial num assalto, quando voltava do trabalho. “Após a aprovação da lei, entrei com um requerimento, mas o pedido foi indeferido”, afirmou.

FONTE: EXTRA

sábado, 20 de junho de 2015

Morre PM baleada em Realengo

A policial militar Drielle Lasnor de Moraes, de 25 anos, baleada no rosto durante uma perseguição na Estrada da Água Branca, na Zona Oeste do Rio, no mês de maio, morreu na manhã deste sábado. A policial pertencia ao 14º BPM (Bangu) - o mesmo no qual trabalhava o seu pai, morto há dez anos, também quando estava em serviço. 


O estado de Drielle era gravíssimo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Ela corria o risco de ficar tetraplégica. O local do sepultamento ainda não foi informado.

Polícia: lá e aqui. Ou: Quando vamos começar a valorizar nossos policiais?

Escrevi nesta terça um artigo sobre meu vizinho xerife, comentando a diferença entre a valorização que a polícia tem aqui nos Estados Unidos e a falta de prestígio (e remuneração) no Brasil. Em seguida, levantei a hipótese de o patriotismo, bem calibrado e sem ufanismo boboca, explicar parte dessa postura distinta. Pois bem: meu amigo Bene Barbosa, do Movimento Viva Brasil, aquele que tenta defender nosso direito básico de ter uma arma (algo bastante sedimentado por aqui), mandou hoje cedo uma imagem que retrata com perfeição meu texto. Ela vale por mil palavras:


Polícias

Ou seja, enquanto a polícia americana é aplaudida pelo governo e pela população quando mata bandido, no Brasil ela é vítima de perseguição e investigação, sem falar dos ataques infindáveis que a turma dos “Direitos Humanos” desfere. Essa gente só se mexe para defender bandido, para lutar pelos “direitos” dos assassinos e estupradores, nunca pelos policiais que ganham baixos salários e colocam suas vidas em risco todo santo dia.

Quando morre um policial em combate, o pessoal das ONGs de “Direitos Humanos” nunca aparece, nem manda mensagens de apoio aos familiares. Mas quando morre um marginal, um delinquente, um traficante, sai de baixo! Eles cospem fogo na polícia, que consideram, como instituição, algo fascista! Pergunto: como ter uma polícia decente em tais circunstâncias? É impossível.

Passou da hora de o Brasil mudar, passar a valorizar aqueles que colocam-se na linha de tiro dos bandidos para proteger a população, para garantir a ordem e a paz, para fazer cumprir as leis. Ninguém vai negar que exista a banda podre policial, que há muitos corruptos na força policial. Isso precisa ser combatido com firmeza também. Mas não é jogando fora o bebê com a água suja que vamos fazer isso. A quem interessa só detonar a polícia como instituição? A quem interessa só defender bandidos?

PARECE PIADA: PROPOSTAS PARA REDUZIR AS MORTES NAS AÇÕES DA POLÍCIA MILITAR


sexta-feira, 19 de junho de 2015

POLICIAMENTO DA ZONA SUL PEDE SOCORRO


A denúncia e sobre os batalhões da PMERJ  da zona sul, 2°, 19° principalmente no 23° que por sua vez já a algum tempo antes até da morte do médico, vêm obrigando os policiais a trabalharem sozinhos na viatura principalmente a noite alegando falta de efetivo o pm trabalha na escala de 12x 24, 12x48 sozinho , indo contra ao seu próprio regulamento que diz ,para uma abordagem policial ser correta os mesmos devem estar em número superior como os policiais vão prestar um bom serviço a sociedade se na maior parte do serviço ele se preocupa com a sua própria segurança...
 
Fica impossível um policial, prestar ajuda a um cidadão se ele não pode abandonar a viatura, peço encarecidamente, que divulgue essa informação, pois os polícias estão sendo perseguidos quando tentam fazer algo...

No momento em que vivemos no rj, um policial sozinho na viatura, só vai ser mais uma vítima...
FONTE: Recebido por email

quinta-feira, 18 de junho de 2015

ATENÇÃO POLICIAIS MILITARES!!!

ATENÇÃO PMERJ
 REUNIÃO, 27 DE JUNHO, ÀS 14H TODOS OS MILITARES DE FOLGA, AVANCEM! 
 Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro, estaremos reunidos no dia 27 de junho, sábado, às 14h, na Rua da Lapa, nº 120, para tratarmos do FIM da escala de ESCRAVIDÃO DA PMERJ. Juntos somos fortes. Nem um passo daremos atrás. DEUS ESTÁ NO CONTROLE!

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Policial militar é morto durante tentativa de assalto em Nilópólis


O policial militar Anderson de Oliveira Júnior, de 38 anos, lotado no 22º BPM (Maré), foi morto numa tentativa de assalto hoje  na Rua Amadeu Lara, no bairro Cabuís, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Após fazer compras numa fábrica de roupas, ele foi abordado por homens que chegaram dentro de outro veículo.

Os suspeitos viram que Anderson estava armado e atiraram. O PM teve tempo de correr, mas acabou caindo no fim da rua. Segundo agentes do 20º BPM (Mesquita), ele levou tiros no peito.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Comissão aprova redução da maioridade penal em crimes hediondos


Foi aprovado nesta quarta-feira, por 21 votos a 6, o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF) na comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em crimes hediondos. A votação ocorreu quatro horas e meia após o início da reunião. Foi aprovado também, em votação simbólica, um destaque do deputado Wewerton Rocha (PDT-MA) que aperfeiçoa a estrutura do sistema socioeducativo.

O resultado foi muito comemorado pelos integrantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública. Por outro lado, imediatamente após o anúncio da aprovação, manifestantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), contrários à proposta, voltaram a gritar palavras de ordem e reiniciaram um apitaço no corredor das comissões.
Bessa alterou o texto para prever que a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ocorra apenas nos casos de crimes hediondos (como estupro e latrocínio), lesão corporal grave e roubo qualificado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias). Segundo o texto, as penas previstas serão cumpridas pelos adolescentes em ambiente separado dos adultos.

Orientaram favoravelmente à redução da maioridade penal partidos como PMDB, PSDB, DEM, PR, PP e PTB, e foram contra PT, PSB, PPS, PDT e PCdoB.

Os deputados favoráveis à PEC saíram da reunião em direção ao Salão Verde e ao Plenário da Câmara cantando “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, e o Departamento de Polícia Legislativa teve muito trabalho para evitar um confronto com os estudantes, que responderam gritando “fascistas, racistas, não passarão”.

Grávida, PM se joga de segundo andar após casa ser invadida por bandidos e perde bebês


Uma policial militar, lotada na Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), perdeu os dois bebês que esperava depois de se jogar do segundo andar de sua casa, no Cachambi, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira. A soldado, de 26 anos, foi rendida por um jovem armado quando fazia faxina na sala. Ele teria pedido para a militar tirar a roupa. Com medo, a mulher se jogou.

De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, a vítima pediu socorro no 190 e uma viatura do 3º BPM ( Méier) foi acionada. A soldado foi levada para o Hospital Pasteur, no Méier, de onde já foi liberada, segundo a assessoria da unidade. Ela estava com três meses de gravidez dos primeiros filhos. O criminoso fugiu levando uma mochila e a farda da militar.

- Ela só viu um na sala, mas escutou um barulho e achou que ele pudesse estar acompanhado. Provavelmente ele entrou pela casa do vizinho. Foi uma coisa terrível que aconteceu na nossa família - lamentou a mãe da vítima.

A soldado pulou de uma altura de mais de três metros e não teve nenhum machucado pelo corpo. O caso foi registrado na 23ª DP (Méier), que investiga o crime.

PM precisa de cirurgia, mas hospital da corporação diz não ter dinheiro


O escândalo de desvios de verbas no setor de Saúde da Polícia Militar, com prejuízos superiores a R$ 16 milhões — noticiado com exclusividade pelo blog ‘Justiça e Cidadania’, em outubro do ano passado — não põe em risco apenas a ética e os cofres públicos.

O lado mais cruel da falta de recursos pode ser dimensionado na história do sargento reformado Paulo Roberto Dias Ramos que, aos 69 anos, precisa de colocar cinco pontes de safena no coração para continuar vivo, mas não consegue fazer a cirurgia no Hospital Central da PM (HCPM), que, que segundo ele, alega estar sem verba.

“Após 30 anos de serviço e reformado com ficha limpa e louvor, não acredito mais em nada. A PM me virou as costas e só quero ir para casa, morrer com minha família”, desabafa o militar.

Paulo ficou 32 dias internado na unidade do Estácio e conta que adquiriu uma bactéria. Ele foi mandado para casa para tratar a infecção. “Os médicos disseram que, internado, ele não se livraria do problema, pois o hospital está tomado por bactérias”, recorda a filha do sargento, Mônica Conceição Moraes, 52 anos.

Recuperado, Paulo voltou três vezes ao HCPM para tentar marcar a cirurgia, mas os responsáveis disseram que não havia dinheiro para pagar os convênios.

"Ele passou mal no sábado e fui ao Hospital Municipal Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias. Eles fariam a cirurgia, mas a PM não fez em meu pai, durante o tempo em que ele ficou internado, todos os exames. Agora, pode ser tarde”, lamenta Mônica. Segundo ela, o último pedido ao HCPM foi um laudo para conseguir uma ordem judicial, mas o HCPM negou o documento. A assessoria da PM informou ontem que não conseguiu contato com a direção do HCPM.

Falhas de memória e cardíaca

Paulo Roberto tem cerca de 95% da função cardíaca comprometida. O problema começou após um infarto, em abril. Com dificuldade de fazer o sangue circular pelo corpo, Paulo apresenta falhas de memória e, às vezes fala coisas sem sentido, segundo a Mônica.

“Meu pai diz que os oficiais do hospital vão acabar prendendo ele. Faz confusão com o tempo em que estava na ativa. É triste saber que isso pode ser corrigido com a cirurgia, que é direito dele”, ressalta a filha do militar.

Depois de negar que o caso era grave, uma oficial, identificada como doutora Rose, mandou Mônica ir a outra unidade, na última visita ao HCPM. “Corre com seu pai, porque aqui não dá”, disse Rose, segundo Mônica.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Polícia investiga gravação em que Playboy negocia cessar-fogo com traficantes rivais


A Polícia Civil está analisando uma suposta gravação na qual o traficante Playboy negocia o cessar-fogo entre facções rivais na região de Costa Barros, zona norte do Rio. O áudio se espalhou pelas redes sociais no fim de semana - ouça no vídeo abaixo. Nele, Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, tenta convencer Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu da Mineira, e Cláudio José de Souza, o Claudinho da Mineira, que atuam em facção rival, a pararem de trocar tiros a distância.

No áudio, Playboy diz que a medida é para evitar que moradores e trabalhadores inocentes sejam feridos e para parar de chamar a atenção da mídia.

— Eu tô aqui só pra cessar tiro pra lá, tiro pra cá, mano. Pra não chamar mais atenção da mídia, tá ligado, ‘cumpadi’? Pros morador (sic) poder ficar tranquilo. As crianças poder (sic) ir pra rua brincar.

Playboy também fala da morte de um morador, e que, por isso, as atenções da mídia poderiam se voltar para a comunidade. A ideia dele é evitar que a comunidade fique sob a mira da Secretaria de Segurança para que uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) seja instalada na região.

PASSEATA NO RIO PELO REAJUSTE DO JUDICIÁRIO FEDERAL


Os servidores do Judiciário Federal do Rio fazem amanhã uma passeata pela aprovação do PLC 28/15, projeto de reposição salarial que está travado no Senado Federal. A concentração ocorre a partir das 14h, na Candelária, no Centro do Rio. Na manhã de ontem em Duque de Caxias, servidores das três Justiças organizaram uma passeata com o pessoal de Nilópolis, São João de Meriti e Nova Iguaçu. Em Campos houve caminhada de funcionários das Justiças do Trabalho, Eleitoral e Federal.

Funcionários do Degase fazem protesto no Rio


Funcionários do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) realizavam um protesto no fim da tarde desta segunda-feira (15), na Estrada do Galeão. Eles ocupavam uma faixa no sentido Ilha do Governador, próximo à Praça do Avião. Segundo o Centro de Operações, o trânsito chegou a ser intenso no local e a pista foi liberada por volta das 19h. O 17ºBPM (Ilha do Governador) acompanhou a manifestação.
No último dia 10, os funcionários decidiram em assembleia entrar em greve por tempo indeterminado. De acordo com o sindicato, cerca de 400 servidores participaram da assembleia. A categoria reivindica a criação de uma Secretaria de Estado para o Atendimento Socioeducativo; a equiparação salarial dos agentes do Degase com os agentes penitenciários e o retorno do plano de cargos, carreiras e salários do órgão.
Ficou decidico que, durante a greve, somente serão realizados serviços considerados essenciais, como a alimentação dos internos, a higiene pessoal e emergências médicas. Serão interrompidas as atividades administrativas e serviços como audiências, transferências entre unidades, banho de sol dos adolescentes, atividades escolares, esportivas e de lazer, atendimentos do corpo técnico  (psicologia, pedagogia e serviço social).

domingo, 14 de junho de 2015

Deputado Daciolo é impedido de entrar em quartel de Bombeiros.

REVISTA SOCIEDADE MILITAR

Será que confundiram as coisas, esqueceram que ele, além de cabo é deputado federal, e representa o povo? Ou há alguma coisa de errado com o quartel?


Deputado Daciolo é impedido de entrar em quartel de Bombeiros. Será que confundiram as coisas, esqueceram que ele, além de cabo é deputado federal, e representa o povo?

Há alguma coisa de errado com o quartel, que não poderia ser vista pelo deputado?

O deputado federal cabo Daciolo passa esse final de semana em visita a quartéis de bombeiros no interior do Rio de janeiro. O militar foi impedido de entrar no 5º GBM e acusa o comando de crime de constrangimento.

Daciolo já se dirigiu a delegacia local para registrar a ocorrência.

O deputado diz que “tem um grupinho” que a mais de 18 anos corrompe a estrutura da corporação.

Nesse final de semana o deputado visitou o quartel central no Rio de janeiro, o quartel de Casimiro de Abreu e outros.

Delegacias Legais vivem situação de abandono


Construídas para agilizar e modernizar o atendimento, além de oferecer mais conforto ao público e aos policiais civis, as Delegacias Legais do Rio estão sucateadas. O DIA percorreu 14 unidades do estado e encontrou problemas em dez delas, como portas de vidro danificadas, paredes sujas, com infiltrações e rachaduras, além de cadeiras quebradas, sem encosto e com o estofado rasgado e tomadas com defeito. 
Duas delegacias da Baixada continuam sendo as mais problemáticas: a 54º DP (Belford Roxo) e a 58º DP (Posse). Na primeira, além de tetos descascados e sem pintura, há duas rachaduras logo na entrada. A porta fica aberta a todo momento porque está com defeito. Em algumas cadeiras falta o encosto. Um desconforto para quem aguarda para ser atendido. 
Quem passa pela Avenida Henrique Duque Estrada Meyer, na Posse, em frente à a 58º DP, se impressiona com o abandono. Em um grande pedaço da parede ao lado da porta de entrada e na parte alta da unidade, os ladrilhos caíram há mais de dois anos. Uma janela também está com o vidro quebrado. 
"Um motorista bateu no meu carro há 20 dias e sempre que penso em vir aqui fazer o registro, acabo desistindo, pois só vejo esta delegacia cheia. Como tem poucos assentos, as pessoas ficam 
Problemas nas delegacias afetam o atendimento ao público e dificultam o dia a dia dos policiais civis 
aguardando a vez do lado de fora. Um absurdo", contou a dona de casa Lilian Reis, de 35 anos. 
Na 37º DP, na Ilha do Governador, quem chega já leva um susto com um cartaz de aviso colado na porta: "Atenção: porta com defeito. Segure ao fechar". Para evitar que ela bata, foram postos pedaços de isopor e fitas. 
A modernidade também passa longe de algumas delegacias da Zona Sul. Na 10º DP (Botafogo), há um aviso numa tomada elétrica: "Aguardando manutenção". O banheiro para o público sempre se encontra interditado. Lá, há poucos assentos e muitos aguardam em pé pelo atendimento. 
A pouco mais de seis quilômetros dali, a 15º DP (Gávea) também convive com problemas. O banheiro masculino está interditado, mas o que mais chama a atenção é uma placa de aviso, que é comum ser usada fora de uma delegacia: "Diminua a velocidade. Abaixe o farol. Acenda a luz interna. Mantenha a calma". Dos cinco bancos, dois estão sem o encosto. 

Na 14º DP (Leblon), onde atua a conhecida delegada Monique Vidal, usuários sofrem com a interdição frequente dos banheiros masculino e feminino. Nos banheiros de todas as DPs visitadas faltam toalhas para enxugar as mãos e papel higiênico. Grande parte também não tinha sequer a tampa do vaso sanitário. Em algumas, lixeiras lotadas de papéis, constatando que o lixo não é recolhido regularmente. 

Modernização prevista deu lugar à precariedade 

 A tão sonhada modernização prometida pelo Programa Legal está longe de acontecer também nas delegacias da Zona Noite. Na 21^ DP (Bonsucesso), além de paredes com infiltrações e uma grande rachadura ao lado dos telefones públicos, uma cena curiosa e inusitada chamou atenção da reportagem. Um homem sem camisa fazia barba na pia do banheiro na quarta-feira pela manhã. 
Ainda dentro da delegacia, mais problemas: a porta do banheiro masculino está amarrada com uma fita — e um cachorro faz a "segurança" dos policiais. Ele dorme na unidade e muitos usuários reclamam que na madrugada ele costuma avançar. 
Já na 22º DP (Penha), a placa que indica a delegacia de polícia está destruída e a lâmpada queimada. Uma das portas está interditada. Há problemas de infra-estrutura também na 44º DP (Inhaúma), onde uma janela está com com o vidro quebrado. No banheiro masculino, o espaço para deficiente está interditado e a porta não tem maçaneta. 
Em Campinho, a 28º DP é outra unidade em estado precário. O bebedouro está interditado, uma janela do banheiro está quebrada — em seu lugar, há um papelão. No chão do banheiro também faltam pisos. Todos os cinco bancos de espera estão com os assentos rasgados. 

Secretaria de Obras faz a manutenção 
A manutenção das delegacias, que já ficou a cargo da Polícia Civil, está sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Obras, através do Programa Delegacia Legal, desde janeiro de 2014. Em 6 de abril do ano passado, O DIA mostrou o abandono em diversas delegacias como Belford Roxo e Posse, por exemplo. De lá para cá, a situação se agravou. 
De acordo com a assessoria do programa Delegacia Legal, os técnicos já fizeram levantamento detalhado das necessidades de manutenção e reformas das unidades policiais. 
A Secretaria de Obras está realizando os procedimentos licitatórios para contratação dos serviços que se fizerem necessários para reforma emergencial das delegacias e dos órgãos de polícia técnico-científica. 
"Nossas maiores reclamações são com portas quebradas, lâmpadas queimadas e banheiros sem papel. Isso causa desconforto para os policiais e o público. A situação das delegacias é caótica porque não há manutenção", criticou o o diretor do Sindicato de Polícia Civil, Fernando Bandeira. 

Estado conta com 157 unidades 
As Delegacias Legais foram criadas justamente para proporcionar melhor atendimento à população. No site oficial do programa, está descrito que o "projeto arquitetônico das Delegacias Legais foi criado para dar conforto ao cidadão e melhores condições de trabalho aos policiais com mobiliário padrão, moderno e funcional" 
Entretanto, problemas de infraestrutura são cada vez mais comuns nas unidades. Atualmente há 157 delegacias legais no Estado do Rio. 
Segundo informações da assessoria do Programa Delegacia Legal, nove unidades serão implantadas até o fim de ano. As obras estão em andamento em seis. Três delas ficarão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. 
As outras delegacias serão a 13º DP (Praça Mauá), 4º DP (Praça da República), 75º DP (Rio do Ouro), 60º DP (Campos Elíseos), Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) e Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA).

Novo curso para PMs vai priorizar técnicas de mediação de conflitos

FONTE : EXTRA

RIO — No dia 2 de abril, véspera do feriado da Paixão de Cristo, Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, foi morto na porta de casa com um tiro de fuzil durante uma operação da PM no Complexo do Alemão. O desespero da mãe diante do menino ensanguentado no chão fez com que moradores, exaltados, chamassem os policiais de assassinos. Alguns PMs reagiram com xingamentos. Casos como esse serão discutidos em sala de aula no próximo curso de formação de soldados da corporação, cuja grade passou por um profunda reformulação. Uma das principais mudanças foi no tempo de duração, que passou de nove meses para um ano, incluindo 60 dias de estágio.

Quatro disciplinas formam a espinha dorsal do novo currículo: ações de polícia de proximidade, administração de conflitos, treinamento de tiro para defesa pessoal e uso de tecnologia não letal. As aulas continuarão sendo dadas no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) e a próxima turma de 500 alunos — o quarto grupo que passou no concurso de 2104 — começará a ser treinada em setembro.

ANALISAR ANTES DE AGIR

O subsecretário de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Segurança, Pehkx Jones Gomes da Silveira, explicou que o objetivo do novo currículo será fazer com que o PM analise cada situação antes de agir:

— O desafio é fazer com que o policial minimize a chance de conflito.
Ele não pode agir para piorar a situação. O policial, muitas vezes, é forçado pela opinião pública a querer fazer justiça. Não queremos isso. A população tende a achar que o PM que atua na favela age de maneira diferente no asfalto. Ele representa o estado em qualquer situação e deve prestar um serviço à sociedade da mesma forma, em qualquer situação.

Na opinião do superintendente de Educação da Secretaria de Segurança, major Leonardo Mazzurana, com o novo curso, o policial sairá da condição de mediador ou participante de conflito para assumir uma posição de orientador.

— O policial militar é o representante da PM nas ruas, por isso a importância das aulas de estratégias de proximidade e de administração institucional de conflitos. Cabe ao agente encaminhar o problema para quem tem a tarefa de solucioná-lo. Ele não pode ficar no centro do problema — afirmou Mazzurana.

Atualmente, o aspirante a soldado estuda 27 matérias em 1.084 horas. Com a nova estrutura do curso, serão 32 disciplinas e 1.437 horas de aulas. Hoje, devido ao material disponível, o aluno avalia muitos casos que ocorreram nos Estados Unidos. Agora, o foco será os problemas que o policial militar enfrenta na jornada diária no Rio.

A ampliação da duração do curso possibilitará mais horas de treinamento na chamada Sala de Tomada de Decisões do Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro.

— O local funciona com um grande simulador e tem telões que apresentam vários tipos de ocorrências. Os instrutores vão
acompanhar as reações dos alunos no mundo virtual, fazendo os ajustes necessários para que eles atuem com segurança e evitem erros na vida real. Com certeza, vamos preparar um policial melhor — prometeu o coronel Luiz Cláudio dos Santos Silva, diretor de ensino do CFAP.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Lei, que depende de sanção da Presidência, torna crime hediondo o assassinato de agentes de segurança

É com grande felicidade que recebi a notícia da aprovação no Senado do projeto de lei 529/15 da câmara dos Deputados Federais, que fora apensado ao projeto de lei 3131/08, tornando homicídio qualificado, e por consequência, hediondo se praticado contra Policiais Militares. Tive a honra de criar o texto para o Deputado Federal Cabo Benevenuto Daciolo, pois percebi que além de ser hediondo, o crime deveria ser qualificado, assim aumentaria a pena e o tempo de regime fechado. 
No mês de março fizemos uma manifestação em Copacabana em prol da PL 529/15, esse foi o vídeo de convocação, que agora entra para a história. 

JUNTOS SOMOS FORTES E NEM UM PASSO DAREMOS ATRÁS!!! 
DEUS está no controle!

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