quinta-feira, 30 de julho de 2015

UPP Providência promove encontro entre jovens e lutadores do UFC


A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Providência, em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro e com o Ultimate Fighting Championship (UFC), promove nesta quinta-feira (30/7), a partir das 9h30, na sede da UPP, um encontro entre renomados lutadores do UFC e jovens atletas da comunidade. Os brasileiros Fabrício Werdum, campeão mundial dos pesos-pesados, e Thomas Almeida já estão confirmados.

A abertura do evento será feita pelo comandante da Unidade, capitão Roberto Valente, e pelo cônsul-geral James Story. Na ocasião, eles vão conhecer o projeto Geração UPP, desenvolvido por policiais militares, que oferece aulas de judô e jiu-jitsu para cerca de 300 alunos a partir dos 4 anos.

Werdum e Thomas acompanharão um treinamento dos jovens atletas e em seguida falarão sobre suas carreiras. O evento também contará com a presença das “Octagon Girls”.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública: Maioria dos policiais relata falta de equipamentos e discriminação.

Dois em cada três policiais do país dizem que já tiveram colegas próximos vítimas de homicídio fora de serviço. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e cujos resultados serão divulgados nesta quinta-feira (30), no Rio.
O percentual de policiais que tiveram colegas mortos fora do expediente (68,4%) é maior, inclusive, que o de profissionais que dizem ter perdido um colega assassinado em serviço (60,6%).
Ainda de acordo com o estudo, 74,7% dos agentes de segurança no Brasil dizem já ter sofrido ameaças durante o combate ou a investigação de crimes; mais da metade (51,4%) relata ter sofrido ameaças também fora do serviço.
A pesquisa, intitulada ‘Vitimização e risco entre profissionais do sistema de segurança pública’, foi feita em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e com a Secretaria Nacional de Segurança Pública e ouviu 10.323 policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, agentes penitenciários e integrantes do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal em todos os estados do país. O estudo foi realizado entre os dias 18 de junho e 8 de julho.
Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, a pesquisa mostra o quanto os policiais estão expostos durante suas trajetórias profissionais. “Os policiais são reconhecidos no Brasil pelas violações de direitos. Mas eles também são vítimas de violações dos seus próprios direitos, que passam despercebidas.”


Discriminação
O estudo mostra que 64,2% dos agentes dizem ser discriminados em razão da função que exercem. A reclamação de que são alvos de preconceito da população recai também sobre o círculo de convívio dos filhos: 22,5% dizem que eles já sofreram discriminação na escola ou na comunidade.
“É um cenário triste. Mas trata-se de um dado esperado. A percepção de discriminação que o policial tem está intimamente ligada à desconfiança da população. Só 30% afirmam confiar na polícia. Isso porque, desde 1988, com o advento da Constituição, que tecnicamente rompe com o momento autoritário do país, muito pouco se mudou no modelo de segurança pública. As pessoas se afastam dos policiais porque eles são tidos como violentos. As instâncias responsáveis pela área direta ou indiretamente precisam pensar em mecanismos de modernização”, afirma Samira.
O número de agentes que relatam situações degradantes no trabalho é grande: 62,8% dizem já ter sofrido assédio moral ou algum tipo de humilhação. Um terço (32,3%) afirma ter sido vítima de violência física durante algum treinamento.


Rotina
A pesquisa revela ainda que os agentes costumam adotar hábitos específicos no dia a dia para evitar serem alvos de retaliação ou violência: 36%, por exemplo, escondem o fato de serem policiais ou agentes prisionais de conhecidos. Quase metade (45,5%) jamais deixa à mostra a farda ou o distintivo no trajeto casa-trabalho. E 61,4% evitam usar transporte público. “Esse dado chama bastante a atenção. São pessoas que têm que garantir o direito de ir e vir e não têm o deles assegurado. São pessoas que têm que esconder sua profissão”, afirma Samira.
Os agentes também relatam insegurança durante a prática profissional e elencam alguns motivos para isso. A impunidade, com 64,6%, é o principal. Mais da metade (52,7%), no entanto, também coloca a falta de equipamento pessoal de proteção como fator preponderante.
“Isso é um alerta para as corporações, para os comandos, porque mostra como os profissionais se sentem em relação às condições de trabalho. A gente o tempo todo cobra eficiência, redução de indicadores de criminalidade. E é um dever cobrar. Mas pouquíssima gente olha as necessidades dos policiais. Em muitos casos, não há coletes ou eles não são adaptados, por exemplo, para a mulher que vai atuar”, afirma a diretora-executiva do fórum.
De acordo com a pesquisa, 39,9% dos policiais têm receio de serem assassinados em serviço. Essa percepção varia entre as regiões do país. No Sul, esse índice sobe para 55,3%; no Sudeste, ele fica em 34,5%.

Distúrbios psicológicos
Para Samira, outro dado que merece destaque é o de policiais diagnosticados com algum distúrbio psicológico: 16,4%. “É um número muito alto. E como as corporações enfrentam isso? Basta ver as estruturas de atendimento. Quando muito, se existem, estão só nas capitais ou regiões metropolitanas. Isso sem contar o preconceito dentro das corporações quando um profissional procura um psicólogo. E esse percentual diz respeito apenas aos diagnosticados. Ou seja, o contingente deve ser muito maior.”
De acordo com a pesquisa, 86,5% dos ouvidos são homens, 56,4% têm de 25 a 40 anos e 44,1% trabalham em capitais. Além disso, 43,7% se declaram brancos, 9%, negros, e 44,7%, pardos.

Coronel da PM diz que ação no Complexo do Alemão 'está dando errado porque começou errado'

Agência Estado

O chefe de gabinete do Comando-Geral da Polícia Militar do Rio, coronel Íbis Pereira, disse nesta quarta-feira (29) que a ocupação policial no Complexo do Alemão, na zona norte, "está dando errado porque começou errado". Ele criticou as ações de segurança pública iniciadas no conjunto de favelas em 2010, com tropas do Exército.

— O Alemão foi tomado militarmente em plena vigência de uma Constituição democrática. Tivemos uma operação de guerra e é por isso que está dando errado, porque começou errado. Não poderia dar certo em hipótese alguma. Admitimos uma operação de guerra, com anfíbios, blindados e tudo mais, dentro de uma parte do território do nosso próprio País.

Pereira ministrou palestra sobre homicídios de jovens negros, no 9º Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que termina nesta sexta-feira, com o tema 'Priorizando a vida: estratégias para redução de homicídios no País'.

— Nosso desafio é aumentar nossa sensibilidade democrática para olhar para a guerra do Alemão e dizer: 'Isso não, porque vivo num país que é uma democracia'. No entanto, assistimos aquilo sentados nas nossas casas. 

Em 2010, o Alemão foi ocupado por tropas militares da Força de Pacificação, com 1,2 mil policiais militares, 400 policiais civis, 300 policiais federais e 800 militares do Exército. Em 2012, a ocupação militar no complexo, com cerca de 59 mil habitantes, deu lugar a quatro UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), hoje com 1.218 PMs.

Para o chefe de gabinete da PM, os conflitos e homicídios cometidos nas favelas do Rio são influenciados por concepções do período da ditadura que ainda vigoram na segurança pública.

— Antes, o inimigo era o comunista, hoje é o traficante. 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Especialista em segurança quer fim do cargo de delegado


                                            
Acabar com o cargo de delegado ou extinguir a exigência de que a função seja exercida por alguém formado em Direito, de forma a permitir que policiais experientes, com conhecimento das ruas, possam ascender na carreira. É isso que vai defender hoje o sociólogo Michel Misse, professor e coordenador do Núcleo de Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NecVu) da UFRJ, durante a mesa que participará no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, na Fundação Getúlio Vargas. Michel acenará com números fortes para justificar o pedido de mudança — entre eles o dado de que apenas 1% dos casos de roubos é solucionado no Brasil, segundo pesquisa realizada em 2011.
“Na verdade nem é preciso mais ter delegados. Hoje, um jovem advogado recém-formado passa no concurso, entra numa delegacia sem saber nada de polícia e fica refém da lealdade de agentes mais antigos, que entendem muito mais do assunto do que ele, mas não podem chegar a delegado”, diz Misse, que estará na mesa 4, com o tema ‘Tempo e Fluxo de Processamento de Crimes de Homicídio no Sistema de Justiça Criminal’. Ele terá ao seu lado a doutora em Sociologia da UFMG Ludmila Ribeiro, autora da pesquisa publicada ontem com exclusividade pelo DIA, mostrando que os processos de homicídios, em média, demoram 7,3 anos para serem concluídos em cinco capitais do país. “A polícia do Rio, hoje, está dividida em grupos de lealdade montado por delegados. É uma distorção.” 
Para o sociólogo, é preciso tirar a instrução criminal das mãos da polícia, como acontece hoje, para se acelerar o processo dos inquéritos e encerrar a sensação de impunidade que parece crescer no país. Ele defende que a instrução criminal, justamente o dado que obriga o delegado a ser formado em Direito, saia da polícia e vá para as mãos do Judiciário. Policial, para ele, deve tão somente interrogar e fazer um relatório a ser usado pela Justiça. “A polícia deve ser voltada apenas para investigação, trabalhando com grupos de casos. Um assassino não mata uma pessoa só, mata muitas pessoas. Um ladrão também não rouba uma vez só. É preciso fazer um grupo de casos, com modus operandi idênticos.” 
A desmilitarização da Polícia Militar também será defendida pelo sociólogo. Ao contrário do imaginário popular, ele acredita que o desarmamento da PM não vai gerar mais violência. “Antes da ditadura de 64, a Polícia Militar ficava aquartelada, não saía nas ruas. É preciso integrá-la à Polícia Civil. Hoje a PM faz uma coisa, e a Civil, outra. Mas é preciso também uma reforma no Ministério Público e no Judiciário.”

Estímulo a linchamentos

A pesquisa da socióloga Ludmila Ribeiro sobre a duração média da resolução de casos de homicídios no país gerou enorme repercussão. A doutora em Sociologia Sílvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, ficou impressionada com os dados. 
“O homicídio é o crime mais importante em qualquer sociedade, pois trata-se de violência letal contra a vida. Quando a Justiça Criminal leva em média sete anos para concluir um inquérito, significa uma quase impunidade total”, lamenta ela. “A mensagem é clara: pode matar.” 
Sílvia, que estará à frente de uma das mesas do Fórum hoje, faz relação entre demora da Justiça e a onda de linchamentos que fez do Brasil o país campeão mundial no crime. A sensação de que a Justiça demora, tarda e falha estaria na base de série de atitudes que buscam justificar a onda de linchamentos.

Prisco é reintegrado à Polícia Militar 13 anos após demissão


Depois do judiciário mandar reintegrar cinco vezes o deputado soldado Prisco aos quadros da Polícia Militar, o Governo do Estado da Bahia, finalmente, cumpriu determinação judicial, conforme publicado no Boletim Geral Ostensivo da PM (BGO/PM), da última quinta-feira (23/07). O parlamentar volta a ser militar, 13 anos depois de ser demitido, acusado de panfletar. 

A última decisão judicial é do desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, do Tribunal de Justiça, que mandou o Governo do Estado da Bahia reintegrar o parlamentar, após quatro decisões favoráveis com base na lei de anistia (Lei Federal 12.191/2010). 

“Fui demitido em 2002, após movimento reivindicatório de 2001, por um ato de arbitrariedade do Estado à época. Em 2010, a Lei de anistia reintegrou todos os militares que foram punidos por participar de movimentos por melhorias para os trabalhadores, menos eu. A Bahia foi o único Estado do Brasil que não cumpria a Lei”, afirmou Prisco.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Polícia Civil forma 734 oficiais de cartório

Jornal do Brasil

Uma turma de 734 alunos do Curso de Formação de Oficiais de Cartório da Polícia Civil se formou nesta terça-feira (28/07). Durante a cerimônia, que aconteceu no Maracanãzinho, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, aproveitou para anunciar que todos os 79 peritos criminais que se formaram em março na instituição serão convocados até agosto e adiantou que será criado um cronograma para empossar os futuros oficiais de cartório que acabaram de receber o diploma.

"Esse evento representa um avanço, uma priorização clara da política de Segurança Pública que implantamos no estado, que não pode parar. É a continuidade de um plano que criamos em 2007. Os índices de criminalidade só vêm caindo nos últimos seis meses e esse resultado também é de vocês. Todas as pessoas que chegam a uma instituição têm algo a contribuir e isso contagia quem está ali há mais tempo. Tenho certeza de que vocês vão nos ajudar a fazer uma polícia ainda melhor", disse Beltrame aos formandos.

O chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, lembrou do empenho do Governo do Estado em incrementar e investir na segurança pública. "O Governo do Rio está apoiando a Polícia Civil e não tem poupado esforços para garantir a segurança à população. Essas pessoas que estão aqui chegaram a um estágio que muitos tentaram e não conseguiram. Cada um desses novos profissionais de polícia poderá ser responsável por um inquérito policial, por uma investigação que pode preservar uma vida, recuperar um patrimônio ou desmantelar uma quadrilha", ressaltou Fernando Veloso.

O curso de formação profissional começou em outubro do ano passado e durou sete meses. Foram 840 horas/aula, com disciplinas teóricas e práticas, como defesa pessoal, tiro, ações táticas, aprendizado sobre o sistema de informática da polícia, investigação e legislação, atendimento ao público, além do estágio em delegacias. As aulas foram ministradas na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol).

Estácio de Sá oferece descontos para policiais em cursos de graduação e pós-graduação


Para os policiais militares que sempre almejaram cursar uma faculdade ou fazer uma pós- graduação, aí vai mais uma grande conquista.  A  Universidade Estácio de Sá está oferecendo um desconto de até 30% para PMs nos cursos de graduação e pós-graduação. O próximo período letivo  de 2015 está previsto para começar no dia 3 de agosto.

Os tipos de descontos oferecidos pela instituição são: Estácio ensino a distância (EAD), que oferece isenção da primeira mensalidade  e 30% de desconto no primeiro semestre; Graduação Flex (graduação que intercala aulas presenciais com aulas a distância), isenção na primeira mensalidade, 30% de desconto durante todo o curso; Pós-graduação, a primeira mensalidade gratuita e 30% de desconto durante todo o curso.

Para mais informações mande uma email para: compromissoestacio@gmail.com

Aproveite!

Criminosos arremessam coquetel molotov contra UPP Camarista Méier


Criminosos arremessaram um coquetel molotov contra a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, no Engenho Novo, na noite do último domingo. 
 De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), agentes da unidade foram alvos de disparos de armas de fogo na localidade conhecida como Boca do Mato. Houve confronto e pouco depois, um coquetel molotov foi arremessado e atingiu a lateral do contêiner. O princípio de incêndio foi rapidamente controlado pelos agentes. Não houve  feridos. O policiamento foi reforçado por agentes das UPPs da região e o caso foi registrado na 26ª DP (Todos os Santos).

sexta-feira, 24 de julho de 2015

No Rio de Janeiro 90% das notas de real em circulação apresentam traços de cocaína

Seja nas mãos, no bolso ou na carteira, é quase impossível encontrar no estado alguém com dinheiro sem presença de cocaína. Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que cerca de 90% das notas de real em circulação apresentam traços da droga. São pequenas quantidades, mas em frequência tão ampla que evidencia a disseminação da cocaína no Rio e em outros dez municípios.

O estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), chega num momento em que se discute a legalização das drogas no país.
— É virtualmente impossível não pegar notas com a droga. Elas estão distribuídas por toda a parte — explica o pesquisador Wagner Pacheco, do Departamento de Química Analítica da UFF.

Em parceria com o químico Ricardo Cassella, Pacheco orientou uma tese de doutorado sobre o assunto elaborada pela pesquisadora Vanessa Gomes Kelly Almeida. A ideia era fazer no Brasil um tipo de estudo já realizado na Europa e nos Estados Unidos. Para isso, foi composto, por meio da análise da frequência da cocaína nas cédulas, um painel de sua disseminação. A pesquisa revelou que a contaminação das notas de real segue o mesmo padrão de distribuição observado em euros e dólares.
— Esse é o cenário atual dos grandes centros do mundo — afirma Cassella.

Explicação: uso como canudo

Para os químicos, o fato de traços de cocaína serem tão comuns tem três motivos. O primeiro é o número considerável de usuários e traficantes que enrolam as notas para usá-las como canudos na hora de aspirar a droga.
Em segundo lugar, o papel-moeda apresenta porosidade e se mantém úmido, o que facilita sua impregnação pela cocaína, que é um pó finíssimo. O terceiro motivo é a intensa circulação do dinheiro e a mistura de notas nas máquinas de saque e nos bancos. Uma única cédula pode contaminar muitas outras, explica Pacheco. Os cientistas investigaram também se havia variação geográfica. Queriam saber se áreas onde há mais tráfico ou consumo teriam concentração maiores.

— As notas são tão misturadas que essa variação não existe. É a mesma coisa em toda parte — salienta Cassella.
Vanessa observa que a cocaína aparece em quantidades ínfimas, só detectáveis em análises muito específicas. A concentração média por nota é de 50 a 300 microgramas. A nota com maior concentração, oriunda da Vila Mimosa, tinha 885 microgramas.
— Porém, a distribuição é tão ampla que uma nota de Paraty tinha 774 microgramas — diz a pesquisadora.

Em uma parte do estudo, foram medidas três amostras cedidas pela polícia de notas encontradas em sacos com drogas. Essas tinham concentração 30 vezes maior. E, de acordo com Vanessa, as cédulas de valor mais baixo contêm mais cocaína — isso acontece porque circulam mais.
— Analisamos 138 notas de lugares aleatórios, o que torna a amostragem bem representativa do estado. Trabalhamos com lugares como Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim, o Morro da Mangueira, Petrópolis e Maricá — informa Vanessa.
Cassella destaca que os traços de cocaína são um forte indicador da disseminação da droga, mas não representam qualquer risco à saúde:
— São traços insignificantes para fazer qualquer diferença a uma pessoa. Para se ter ideia, um micrograma é um milhão de vezes menor que um grama.
O próximo passo da equipe da UFF é construir uma espécie de assinatura química da droga no Rio de Janeiro. Estudos de outros grupos já indicaram que a composição muda de um estado para outro em função das substâncias misturadas à cocaína pura, como o paracetamol e a lidocaína.

Como é feito o teste

Para extrair a cocaína das notas de real é preciso lavar dinheiro — no sentido literal. O primeiro passo é limpar bem a cédula e tirar todas as substâncias visíveis impregnadas nela. Em seguida, a nota é colocada num tubo de vidro com um líquido e fica uma noite ‘‘lavando’’. Depois, é colocada para secar e aproveitada normalmente.
— As notas ficam limpíssimas — brinca a pesquisadora Vanessa Gomes Kelly Almeida.
Já o líquido absorve todas as substâncias que ainda estavam presas à cédula. Em linhas gerais, o passo seguinte consiste na identificação das matérias presentes. Isso é feito com um equipamento chamado cromatógrafo.
O equipamento consegue separar todas as substâncias e estipular a concentração de cada uma delas. Assim, identifica e mede a quantidade de cocaína.

PM apura revisão anual de viaturas da corporação no Distrito Federal


A Polícia Militar do Distrito Federal investiga um contrato de mais de R$ 7,2 milhões para manutenção de 378 carros da corporação no período de um ano. O acordo foi assinado em setembro do ano passado com orçamento de R$ 5,8 milhões para consertos de um modelo específico de viaturas. Quatro meses depois houve aditivo de R$ 1,4 milhão ao contrato original. Não foi informado se há limitação na quantidade de revisões. O Ministério Público também apura o caso.
Com base nisso, a manutenção de cada uma das 378 viaturas, do tipo Pajero, do ano de 2012, custaria R$ 19,1 mil. O comando da PM decidiu, então, investigar os números e apurar se houve prejuízo aos cofres públicos. Em nota, a corporação afirmou que, se encontrar irregularidades, vai responsabilizar os envolvidos.
Os carros são a diesel e com tração nas quatro rodas. A oficina contratada é a Guilherme Veículos, no Guará 2. Foi apurado que  a oficina teve autorização de uso de área pública revogada pela Administração Regional do Guará em dezembro do ano passado.
O vice-governador e administrador do Guará, Renato Santana, afirmou que no ano passado a oficina foi objeto de uma ação do Ministério Público pedindo o cancelamento da licença do estabelecimento. "Aquela região é uma região que tem um zoneamento que não permite esse tipo de atividade. Algumas dessas oficinas, inclusive essa, ocupa indevidamente a área pública."
O dono da oficina, Guilherme Rezende, disse que tem uma autorização para funcionar, conseguida por meio de uma liminar. Sobre o valor do contrato, ele explicou que as viaturas ficaram cerca de dez meses sem manutenção, por causa do processo de licitação que envolveu uma ação judicial entre as empresas concorrentes. Ele afirma ainda que enviou as notas fiscais de todas as peças que foram trocadas e que, até o final do contrato, não deve haver mais nenhum aditivo.
"Encaminhei um relatório para o departamento de patrimônio e manutenção de transporte da Polícia Militar mostrando todos os gastos, carro a carro, item a item, especificando, inclusive teve uma economia de 32% no contrato."

Livro: “Quem comanda a segurança pública no Brasil?”


No dia 29 de julho próximo será lançado no Rio de Janeiro, no 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (na Escola de Direito da FGV), o Livro “Quem comanda a segurança pública no Brasil?”, de Robson Sávio, pesquisador e coordenador do grupo gestor do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp), e uma das maiores referência no debate da segurança pública no Brasil.

O livro provoca o debate sobre a necessidade de mudanças na política de segurança pública brasileira. Luiz Eduardo Soares, co-autor dos livros Elite da Tropa e Ex-secretário Nacional de Segurança Pública.

AÇÃO SOLIDÁRIA


Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vidigal, o soldado Rawlison Machado Botelho Júnior escapou da morte, nesta terça-feira, dia 21 de julho.

Morador de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, ele escapou de um incêndio que destruiu a sua casa. O PM saiu do imóvel sem ferimentos, mas perdeu móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Ele saiu apenas com a roupa do corpo.

Uma campanha foi iniciada para ajudá-lo a reconstruir sua residência. Quem puder e quiser fazer doações pode escolher entre levar até a Administração da UPP Vidigal (sob os cuidados das soldados Suellen, Melissa ou Renata Maia) ou fazer um depósito de qualquer quantia na conta do PM.

Banco Bradesco
Agência 0955
Conta Corrente 0008153-1

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública


Por meio de um questionário eletrônico especialmente desenvolvido, foram enviados 463.790 convites individuais,
com controle de acesso por senha, para o universo de policiais cadastrados na Rede de Ensino à Distância da SENASP/MJ
(462 mil) e/ou que manifestaram diretamente interesse em responder à pesquisa (1.790).
Desses, obtivemos 21.101 retornos válidos entre 30/06 e 18/07/2014, período de realização da pesquisa. Os resultados
foram controlados por tipos de polícia existentes no país, níveis hierárquicos e estados/regiões aos quais os
respondentes estavam vinculados (abertura para os estados com maior números de respondentes).
Por se tratar de consulta censitária, os resultados não podem ser diretamente expandidos para o universo de policiais
brasileiros. Trata-se de uma amostra não probabilística e que deve ser matizada e contextualizada qualitativamente.
Desse modo, não obstante tecnicamente os dados não se constituírem em um retrato exato das opiniões de todos
os policiais brasileiros, eles nos autorizam algumas análises e hipóteses exploratórias sobre reformas das polícias no
Brasil e incentivam a participação destes profissionais na definição dos rumos de suas instituições.



LEIA A REPORTAGEM TODA AQUI

sábado, 18 de julho de 2015

Promotoria investiga frota de mais de mil carros sem uso da PM do Rio

Em um terreno ao lado do Centro de Formação de Praças da PM do Rio, na zona oeste da cidade, mais de mil carros e motos da corporação se deterioram ao relento. O mato crescente só aumenta a sensação de abandono.



Deixados ali desde 2014, sem que a PM explique por que eles não são usados, os veículos viraram alvo de investigação do Ministério Público Estadual, que apura duas irregularidades: se eles foram comprados acima do valor de mercado e se os serviços de manutenção também foram superfaturados.

O secretário da Segurança do governo Luiz Fernando Pezão (PMDB), José Mariano Beltrame, é citado como um dos responsáveis pelo contrato na ação civil pública -que está sob análise da Justiça.

Além de deixar os 765 carros e 325 motos se deteriorando, o governo do Rio substituiu parte deles com a aquisição de veículos em outra licitação, cujo vencedor foi o mesmo grupo empresarial.

As assessorias da Segurança e da Polícia Militar afirmam os veículos não estão abandonados, mas guardados. O governo disse que estuda ceder essa frota para prefeituras do Estado.

Questionadas pela Folha, porém, a PM e a secretaria não responderam por que esses veículos não estão nas ruas, já que há um contrato de manutenção em vigor.

A presença policial nas ruas é vista por especialistas como uma das medidas relevantes para para reduzir a criminalidade e a sensação de insegurança. Daqui a um ano, o Rio recebe a Olimpíada.

No primeiro semestre deste ano, mais de 4.000 pessoas perderam seus aparelhos celulares no Rio, o dobro do mesmo período de 2014.

OS CONTRATOS

De acordo com o Ministério Público, em 2007 e 2008, a Casa Civil e a Secretaria de Segurança assinaram dois contratos com a empresa Júlio Simões Transportes para adquirir 1.508 veículos para as polícias Civil e Militar.

A compra de carros e motos saiu por R$ 69,8 milhões. Pela manutenção, foram outros R$ 88,8 milhões. Com aditivos posteriores, o custo inicial de R$ 158,6 milhões subiu para R$ 192,8 milhões.

A Promotoria viu aí o primeiro problema, já que o serviço de manutenção custou aos cofres públicos mais do que a compra dos veículos.

A própria Procuradoria do Estado deu parecer contrário à compra dos veículos, mas mesmo assim o contrato foi homologado por Beltrame, que ainda aprovou os aditivos.

O promotor Rogério Pacheco classificou, em 2014, que havia uma "zona de penumbra", porque não era possível acompanhar os serviços de manutenção dos veículos.

Ao final do contrato, novas compras foram feitas pelo governo. Desta vez, a vencedora da licitação foi a empresa CS Brasil, do mesmo grupo da Julio Simões. Os valores foram de R$ 162,5 milhões para a manutenção das viaturas e R$ 105,3 milhões para a compra dos carros –num total de R$ 268 milhões por 1.555 carros.

Como nas compras questionadas pelo Ministério Público, as novas licitações têm valores de manutenção dos veículos maiores do que os de aquisição de carros e motos.

"Esses contratos são uma vergonha", diz o coronel aposentado Paulo Ricardo Paúl. Ex-corregedor da corporação na gestão Beltrame, Paúl foi o autor da denúncia que levou à ação da Promotoria.

OUTRO LADO

A assessoria do secretário José Mariano Beltrame (Segurança) disse que os carros não estão abandonados. Os assessores não comentaram, porém, a apuração do Ministério Público sobre o caso.

Na época, em que a Promotoria entrou com a ação, o secretário Beltrame negou irregularidade nos contratos.

O secretário alega que, antes, a manutenção de carros e motos era feita nos batalhões, o que significava a perda de policiais nas ruas.

Para Beltrame, a compra de veículos junto com o serviço de manutenção –chamada por ele de "nova prática"– era uma maneira de solucionar esse problema.

Ainda no ano passado, o secretário exaltou o contrato com a Júlio Simões, que permitia uma rápida reposição dos carros danificados.

E lembrava que, ao fim de 30 meses, toda a frota ficaria com o Estado. "Hoje há muito mais carros na patrulha de rua do que na lógica anterior (governo passado)", disse.

O secretário ainda destacou que o "custo/benefício não é só valor de compra".

"Na lógica antiga, de comprar e depois jogar fora, a PM mantinha um batalhão de funcionários apenas para fazer reparos. Isso foi motivo de chacota no passado, além de retirar policiais da atividade-fim", afirmou Beltrame.

A PM informou, em nota, que "os veículos não estão abandonados". "O governo do Estado e o comando da PM estudam a possibilidade de parcerias com as prefeituras para que os veículos sejam reutilizados", diz o texto.

Procurada, a Casa Civil, que também participou do contrato dos veículos, não se manifestou até a conclusão desta edição.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Policiais militares de folga farão patrulhamento nas estações do metrô a partir do dia 27

Plataforma lotada: as 36 estações contarão com a vigilância de PMs - Fabio Rossi / Agência O Globo (15/06/2014)
RIO — Policiais militares vão patrulhar estações do metrô a partir do próximo dia 27. Segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, o MetrôRio e a Polícia Militar assinaram um convênio, regido pelo Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis). O contrato, similar aos já firmados pela PM com a SuperVia e a CCR Barcas, permite que policiais trabalhem nas dependências do metrô em seus dias de folga, ganhando remuneração extra por isso. A parceria foi estabelecida na semana passada, e, agora, a corporação e a concessionária avaliam a estratégia de policiamento que será adotada nas 36 estações da cidade. 
— A segurança do metrô é desarmada, não pode entrar em confronto com criminosos. Nesse momento, estamos em fase de planejamento, definindo a escala e o posicionamento dos PMs que atuarão no sistema — afirmou o secretário, acrescentando que ‘‘os policiais serão um reforço’’ e não substituirão os vigilantes que trabalham nas estações.
TAMANHO DO EFETIVO SERÁ CALCULADO
Osorio disse que a PM está avaliando quantos policiais serão necessários para fazer o patrulhamento das estações, e não informou quanto a concessionária pagará pelo serviço. Em 2012, quando a SuperVia e a CCR Barcas firmaram convênios semelhantes, a Secretaria de Segurança divulgou que o MetrôRio negociava a contratação de 330 turnos mensais. O valor de cada jornada de oito horas varia entre R$ 150 (cabo, soldado, sargento e subtenente) e R$ 250 (coronel, tenente-coronel e major).
Nos convênios assinados com a Supervia e a CCR Barcas, ficou acertada a contratação de 300 PMs para as estações de trem e de 120 para as barcas. De acordo com Osorio, as negociações entre MetrôRio e PM começaram em 2012, mas o secretário não soube explicar a demora de três anos para a oficialização do acordo.
Para Daniel Andrés Raizman, professor de Direito Penal e Criminologia da UFF e especialista em segurança pública, a presença de policiais armados dentro de sistemas de transporte de massa é pouco eficaz e pode representar um risco para a população. Ele questiona qual seria a postura de um PM no caso de um bandido abrir fogo em uma estação.
— Em uma plataforma do metrô, o PM pode ter uma atuação efetiva, mas o uso de armas é temerário. No caso de uma prisão em flagrante, esse policial vai mostrar sua arma? É uma regra primária evitar a troca de tiros onde há aglomeração de pessoas — afirma Raizman. — A situação da segurança só vai aumentar com ações de prevenção. Um convênio com a PM é mais simbólico do que prático. Não há como ter um policial em cada vagão, em cada estação.
A Secretaria de Segurança não se manifestou sobre o convênio. O MetrôRio confirmou o acordo com a PM e destacou que continuará contando com 382 agentes de segurança e um sistema de monitoramento por câmeras em todas as 36 estações.

Picciani quer derrubar portaria que permite que Bombeiros tenham até seis armas de fogo


Presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB) não gostou nada da portaria do Corpo de Bombeiros que permite aos integrantes da corporação ter até seis armas de fogo e partiu para o embate sobre a questão com o governador Luiz Fernando Pezão, de quem deveria ser fiel escudeiro na Alerj.

“Essa norma é um absurdo. Não vou dizer nem que é uma irresponsabilidade porque é mais do que isso. É uma sandice. Eu espero que o governador mande revogar. Se não revogar, a assembleia vai revogar. Não vamos permitir isso no Rio de jeito nenhum. Já é um absurdo bombeiro ter porte de arma. Agora, sou surpreendido com uma notícia de que pode ter até seis. Isso demonstra que o governo está um pouco sem comando. Porque quando um comandante-geral baixa um decreto dessa ordem, é porque a situação está sem comando”, disse.

O presidente do PMDB afirmou que não medirá esforços contra a norma interna, que regula a aquisição, o registro e a transferência das armas de fogo na corporação.

“Assim que terminar o recesso, vou colocar em votação um decreto legislativo para anular esse ato. Pode ser até legislação federal (que permite o porte de armas e de uso restrito), mas vou derrubar. Se o decreto não for o suficiente, vou representar na Justiça. Vou usar todas as medidas que a Alerj pode tomar”, garantiu.

Portaria dobrou o limite de armas de fogo

A portaria, assinada pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Ronaldo Jorge Brito de Alcântara, aumentou de três para seis o número de armas de fogo que um bombeiro, desde que tenha autorização do superior, pode ter para uso próprio. Até a publicação da norma, eram permitidas uma arma de porte e duas de caça. Agora, são duas de caça, duas de porte e duas de uso restrito das Forças Armadas, limitadas aos calibres .357 Magnum, .40 S&W ou .45ACP.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que qualquer cidadão com porte de arma tem o direito de ter até seis armas. E que “a corporação ajustou a norma interna de acordo com a legislação”. Alegou ainda que “desde 2005, o Exército permitia às forças auxiliares a utilização de armas de uso restrito e que, em 2014, foi ampliado o calibre e a quantidade”.

O comandante-geral não falou com o EXTRA. Segundo a assessoria da corporação, Alcântara tinha agenda externa. A assessoria do governador informou que, como se trata de norma interna, esta não passa pelo crivo do governador.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

PEC 300 JÁ!

FONTE: TV DACIOLO


Acabamos de sair de uma importante reunião com Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, o político que pode, com a autoridade regimental que lhe compete, pautar a PEC 300, já aprovada em primeiro turno. Expliquei ao presidente sobre a necessidade de aprovarmos o segundo turno da PEC. Estamos preparando um relatório que mostra a desigualdade salarial da Segurança Pública do nosso país para ser entregue nas mãos dele. Precisamos corrigir essa injustiça. Estamos otimistas e acreditamos que conseguiremos votar o segundo turno da PEC 300. O deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), André Moura (PSC-SE) e Delegado Éder Mauro (PSD-PA), que também participaram da reunião, nos ajudaram a expor ao presidente Eduardo Cunha a necessidade urgentíssima de votar a PEC. Não vamos desistir até cumprirmos o nosso dever. Juntos somos fortes. Nem um passo daremos atrás. DEUS ESTÁ NO CONTROLE! 
Deputado Federal Cabo Daciolo 

O Estado do Rio vai contratar 11 mil novos policiais militares até 2018.


Esta é a meta do governador Luiz Fernando Pezão, anunciada ontem em entrevista à Rádio BandNews FM. Segundo ele, a corporação está prestes a enfrentar um processo "nunca vivido antes", quando em dois anos quatro mil policiais vão se aposentar. De acordo com o governador, a PM não medirá esforços para melhorara capacitação dos soldados, com a reformulação do curso de formação. "Estamos vivenciando um segundo semestre de 2014 e o ano de 2015 com o início de 2016 como os períodos que serão dadas muita baixas de policiais. Estão saindo quase dois mil policiais militares, ao todo vão deixar os quadros quatro mil e estamos colocando mais seis mil", detalhou Pezão em entrevista à radio antes de seguir para o seminário "Rio Metropolitano — Desafios Compartilhados — O papel do setor privado. "Vou precisar avançar nos concursos, avançar mais como no último porque temos que repor policiais. Eram 37 mil PMs e hoje são 49 mil e no final de 2018 a minha meta é encerrar o mandato com 60 mil. Preciso colocar mais 11 mil PMs o que vai permitir enviar pessoal para as UPPs, repor batalhões e alocarem UPPs" declarou o governador. Segundo ele, o estado já acertou 70% do déficit no primeiro semestre deste ano. 1640

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Nova lei que torna crime hediondo assassinato de policiais é comemorada no Rio

Enterro do PM Rodrigo Paes Leme, morto no ano passado no Complexo do Alemão

Um grupo formado por oito PMs tem uma das mais difíceis missões entre os cerca de nove mil homens que trabalham nas 38 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro: informar a parentes de seus colegas de farda que seu filho, marido, pai ou irmão não voltará para casa. Criada no fim do ano passado, a partir do agravamento da violência contra agentes de segurança, a Comissão de Apoio e Acompanhamento ao Policial Militar Ferido teve de fazer, somente este ano, sete comunicados de morte em serviço nas UPPs. Além disso, o grupo procurou famílias para informar que 57 PMs foram hospitalizados após levarem tiros em combate ou emboscadas. De janeiro a maio deste ano, 12 policiais foram mortos em serviço, entre civis e militares. No mesmo período do ano passado, foram nove.

A expectativa é que a sanção da lei federal 13.142, que tornou crime hediondo o homicídio de agentes públicos de segurança, seja um freio para as estatísticas de assassinatos de policiais. Defensor do endurecimento da legislação para adequá-la ao que chama de “realidade da violência no estado”, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, comemorou, na quarta-feira, a sanção da lei, na terça-feira.

— Eu e toda a família policial, seja a militar ou civil, recebemos muito bem a sanção dessa lei, pois precisamos recuperar o caráter pedagógico da pena. As pessoas precisam respeitar o poder público, respeitar a polícia, que está cumprindo o seu dever. Hoje, os marginais atacam de qualquer forma nossos policiais. Na verdade, eles não estão atacando só um agente de segurança, mas sim a sociedade, o Estado, porque o policial é um servidor público e tem que ser respeitado como tal. Esperamos que essa lei tenha um caráter efetivamente exemplar, que produza efeito no sentido de que as pessoas pensem um pouco antes de cometer qualquer ação contra o policial, o Estado, a sociedade — disse Beltrame.

ENTIDADE COBRA ESTRATÉGIA CONTRA O CRIME

À frente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (Aspra), Vanderlei Ribeiro também comemorou a sanção da lei, mas destacou que ela, sozinha, não resolverá o problema da violência:

— Parabenizo a iniciativa, porque valoriza o agente de segurança. É inaceitável que criminosos retirem a vida de um policial da forma como está acontecendo. Apesar de eu não acreditar que a nova lei vá resolver o problema, ela reconhece a grandeza do trabalho do policial. Mas outras medidas precisam ser tomadas para que o policial possa trabalhar com mais dignidade. Recentemente, vimos um caso de invasão de uma UPP. Precisamos não só de leis mais duras, mas de estratégias para enfrentar o crime.

Ribeiro destacou a importância de a lei também ser aplicada contra autores de ataques contra parentes de agentes de segurança:

— É importante porque, muitas vezes, familiares de policiais se tornam vítimas de represálias.

Para o comissário Walter Heil, presidente da Coligação dos Policiais Civis, a lei representa “um avanço que a categoria esperava há muitos anos”.

— Ela vem num momento oportuno, devido ao grande número de assassinatos. Mas a gente vai precisar de tempo para avaliar se a mudança vai realmente arrefecer os ânimos dos bandidos — disse Heil.

A nova lei qualifica como crime hediondo o assassinato de servidores do sistema prisional e das forças de segurança pública, em decorrência do cargo que ocupam. A regra também vale para crimes contra “cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau” dos agentes. Embora quase sempre os homicídios cometidos contra policiais em serviço aconteçam em emboscadas ou confrontos, muitas vezes esses casos são registrados como homicídios simples, com pena de até 20 anos. Como os crimes não eram considerados hediondos, o condenado tinha direito à progressão de regime a partir do cumprimento de um sexto da pena. Agora, o criminoso poderá ser condenado a uma pena de até 30 anos de reclusão e terá que cumprir pelo menos dois quintos da sentença em regime fechado.

— Isso vem corrigir o absurdo que era tratar esses crimes como homicídios simples, porque não são. E também é importante porque vai resolver a questão dos policiais que são executados em assaltos toda vez que são reconhecidos. Porque, mesmo de folga, eles continuam sendo policiais. E suas famílias também são muitas vezes ameaçadas — disse Heil.

O relato da tenente Sílvia da Silva Souza, chefe do Serviço de Articulação Comunitária da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, que abrange a Comissão de Apoio ao Policial Militar Ferido, revela a urgência da lei.

— O grupo foi criado no fim do ano passado, mas, a partir do novo comando, passou a ter uma atividade efetiva, em razão da violência que o policial militar sofre. Nós temos duas equipes com três policiais e mais dois que trabalham internamente, todos os dias. Temos um sistema de comunicação em que somos informados imediatamente sobre os casos, para ajudarmos os policiais e informarmos as famílias, antes que a notícia se espalhe. Os integrantes do grupo têm formação em assistência social e psicologia, mas a tarefa é sempre muito difícil. É extremamente importante cuidar dessas famílias — explicou a tenente.

PUNIÇÃO FOI ABRANDADA, DIZ DESEMBARGADOR

Para o desembargador Murilo Kielling, professor de direito penal e especialista em homicídios, que trabalhou por muitos anos como titular de Tribunal do Júri, o único benefício da lei é retardar a possibilidade de o criminoso obter o direito a benefícios como os regimes semiaberto e aberto:

— Quando editaram a lei dos crimes hediondos, a intenção do legislador foi criar uma espécie de endurecimento, de rigidez punitiva para determinados crimes. Essa rigidez impunha algumas consequências. O crime hediondo era insuscetível à liberdade provisória. O réu respondia preso. E a pena deveria ser inteiramente cumprida em regime fechado. Com os anos, os tribunais superiores criaram jurisprudência para, na garantia dos direitos individuais, permitir que o réu respondesse solto e para também garantir a ele o direito à progressão de regime. Isso abrandou o significado do crime hediondo.

Um policial morre a cada 40 dias em UPPs do Rio desde 2014

FONTE: G1
G1 inicia nesta quinta-feira (9) uma série de três reportagens para contar a história dos policiais que morreram dentro de comunidades que contam com a presença de UPPs no Rio.

Enterro do PM Alex Amâncio, nesta terça-feira (7).

Entre 1º de janeiro de 2014 e 8 de julho de 2015 – período em que se agravou a crise nas Unidades de Polícia Pacificadoras – 15 policiais lotados em nas UPPs morreram em serviço no Rio de Janeiro. A média é de um policial morto a cada 40 dias neste intervalo, incluindo o soldado Alex Amâncio, de 34 anos, que morreu quando patrulhava a região próxima à UPP Andaraí, na última segunda-feira (6).


Policiais reclamam da falta de condições de trabalho e a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) reconhece o aumento da violência, mas defende o projeto, que enfrenta seu pior momento desde a implantação da primeira unidade, no morro Dona Marta, em dezembro de 2008.


Em 2014, o numero de policiais mortos em serviço em áreas de UPP chegou a oito, o maior desde o início do projeto. Em 2015, foram sete até a noite de terça-feira (7).
Em 2012 foram registradas as primeiras mortes de policiais em áreas de UPP: quatro. No ano seguinte, mais três, somando 22 policiais mortos desde o início do projeto.

O número de policiais feridos em operações, patrulhamentos ou ataques às sedes e pontos fixos das UPPs também assusta.  87 policiais lotados em UPPs foram baleados em 2014. Em 2015, até de 8 de julho, 53 policiais que pertencem às UPPs foram feridos a bala. Desde 2014, portanto, a média é de 1 baleado a cada quatro dias. A PM e a Coordenadoria da Polícia Pacificadora não informam números oficiais de feridos.

'Projeto falido', diz viúva de PM

Em 2015, foram dois policiais mortos na UPP Cidade de Deus (Zona Oeste), mais precisamente na localidade conhecida como Apartamentos, em um intervalo de apenas 20 dias. Um deles era Bruno Miguez, de 30 anos, que levou um tiro na cabeça durante patrulhamento no dia 29 de janeiro. Um PM que estava com ele foi baleado no ombro, mas Miguez não resistiu. No dia 18 de fevereiro, Rogério Pereira da Silva, de 39 anos, foi baleado ao sair da base da UPP Apartamentos e também morreu.

O soldado da UPP Cidade de Deus morreu após levar um tiro na cabeça durante patrulhamento
Michelle Miguez, viúva de Bruno, conta em entrevista exclusiva ao G1 sente como se ele ainda estivesse presente em sua vida, e lembrou que o soldado estava havia pouco tempo na unidade.

"A UPP é um projeto falido, feito para os policiais morrerem. Pedi para ele não ir para lá, pois ele estava no Turano e lá era tranquilo. A Cidade de Deus é muito mais complicada, e ninguém nunca o ensinou a se movimentar lá", diz ela, que se emocionou ao lembrar do enterro de Bruno. "Quando eu olhei para o caixão, naquele momento queria ter ido com ele. E acho que não vai demorar muito para reencontrá-lo. Nosso amor é além da vida", garante.

Alemão é ponto crítico
Das 15 mortes ocorridas entre janeiro de 2014 e de 2015, 53% delas foram em comunidades dos conjuntos de favelas do Alemão e da Penha, vizinhos na Zona Norte do Rio: O soldado Wagner Vieira Cruz e o tenente Leidson Acácio (Vila Cruzeiro); a soldado Alda Rafael Castilho (Parque Proletário); o soldado Rodrigo Paes Leme e o capitão Uanderson Gomes (Nova Brasília); e o soldado Fábio Gomes da Silva (Fazendinha), todos em 2014. Em 2015, morreram o cabo Anderson Fernandes (Fazendinha); e o soldado Marcelo Soares do Reino (Alemão).

“Lá é o inferno. Tive que me esconder várias vezes para não morrer”, resumiu um ex-soldado da UPP Fazendinha, que não se identificou à reportagem  por motivos de segurança. No ano passado, um PM expulso pela corporação após críticas ao na época comandante das UPPs, Frederico Caldas, já havia dito que "o Alemão era um castigo" para os soldados.
"Não temos treinamento contínuo de tiro e muitos de nós não somos preparados para atuar em área conflagrada. Essa é a verdade.", confessou outro soldado da UPP Alemão.

Em 2015, foram feridos policiais de 20 UPPs diferentes, com destaque para a UPP Alemão, com 10 feridos. De janeiro até 6 de julho, 25 policiais foram baleados apenas nos conjuntos de favelas do Alemão e da Penha, de um total de 53 feridos a bala.

'Precisamos de mais parceiros'
O coordenador operacional da CPP, Ivan Blaz, reconheceu que, desde meados de 2013, as UPPs vêm passando por eventos críticos que causaram o aumento da violência nas comunidades.

"Já temos cabines blindadas e anteparos balísticos simples na UPP São João, do Alemão, de Nova Brasília e da Fazendinha, e estamos montando na Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) para levar a outras comunidades. Nossa estratégia é a ocupação nas partes elevadas dos morros", afirma Blaz.
As novas medidas, no entanto, já encontraram um avanço, segundo ele: "Os ferimentos em 2014 foram mais graves do que os que estão acontecendo em 2015 [tiros de raspão, por exemplo]. Isso mostra uma melhora no preparo dos policiais", analisa.

Blaz fez um apelo para que mais empresas privadas ajudem a UPP a criar projetos sociais e mantê-los dentro das comunidades.

Ameaças do tráfico
Um morador do morro Dona Marta, que recebeu a primeira UPP em dezembro de 2008, falou sobre a desistência de muitos moradores de participar de projetos sociais dentro da comunidade.

"Tudo por medo do tráfico, né? Das ameaças que a pessoa pode receber", avalia. Blaz ressalta que este é um dos principais desafios das UPPs neste sétimo ano de projeto, principalmente com o público entre 12 e 18 anos.

"Precisamos da participação popular, que o Alemão demonstrou este ano após 100 dias de conflito armado, e que a Maré já demonstra há muito tempo. Temos parcerias com a LBV [Legião da Boa Vontade] em Manguinhos e o Ação Social Pela Música em 19 comunidades, mas precisamos de mais como estes. Precisamos de mais pessoas e empresas que nos ajudem, porque vários dos projetos tocados hoje ocorrem graças aos próprios policiais das unidades", avaliou.


Na Maré, os problemas vividos entre a Força de Pacificação e os moradores, além dos tiroteios frequentes envolvendo traficantes, transformam a instalação de UPPs em um desafio.

"Vamos fazer encontros quinzenais com as associações de moradores da Maré para saber das demandas de segurança naquela área, além de simplesmente enfrentar criminosos armados e criar uma relação de confiança com as comunidades", garantiu Blaz.
A previsão é de que as quatro UPPs previstas para a região fiquem prontas até o primeiro trimestre de 2016. 


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Motocicletas e carros da Polícia Militar estão parados no CFAP


SARGENTO VAI ENTRAR NA JUSTIÇA PARA RECEBER O RAS


Cansado de não receber o pagamento de hora extra do programa da Polícia Militar de Regime Adicional de Serviço (RAS), um sargento que serve na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), Santa Marta, em Botafogo, anunciou ao comando que vai entrar na Justiça para garantir seus R$675. Antes de tomar a medida, no entanto, ele ressalta que já tentou resolver a questão administrativamente, mas ainda não conseguiu colocar no bolso o que está devidamente garantido por lei. Como dizem por aí: ‘não esta fácil para ninguém’.

Lei torna assassinato de policiais crime hediondo

A presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (7), sem vetos, a lei que torna crime hediondo o assassinato de policiais civis, militares, rodoviários e federais, além de integrantes das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança Pública e do sistema prisional, seja no exercício da função ou em decorrência do cargo ocupado. A nova lei foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.


Aprovada pelo Congresso, em junho, a lei também estabelece o agravamento da pena quando o crime for cometido contra parentes de até terceiro grau desses agentes públicos de segurança e for motivado pelo parentesco deles. Esses tipos de homicídio especificamente serão considerados qualificados, o que aumentará a pena do autor do crime.
 A pena vai variar de 12 a 30 anos de prisão, maior que a pena para homicídio comum, de seis a 20 anos. Também foi aumentada em dois terços a pena para casos de lesão corporal contra esses agentes de segurança pública ou parentes deles.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Meta para arrecadar fraldas geriátricas para os hospitais da Polícia Militar do Rio e Niterói.


Em ofício enviado aos postos na última sexta-feira, o comandante André Luiz Belloni Gomes pede que as companhias se mobilizem para arrecadar 820 pacotes de fraldas geriátricas para os hospitais da Polícia Militar do Rio e Niterói.

No texto que traz as metas de cada região, o oficial afirma que a ordem obedece a uma mensagem do chefe de gabinete do comando geral. Informa ainda que o objetivo deve ser atingido até 14 deste mês, para que as fraldas já sejam entregues no dia 16.

Por mais que a causa pareça justa, a mensagem não tem sido bem recebida. Um sargento do posto de Bom Jardim, 2ª CIA, que prefere não se identificar, lembrou que o hospital da PM sofreu desvio de R$ 7,9 milhões em 2014.

— Recebemos o ofício mas, eu, particularmente, não vou pedir fraldas. A causa é justa, mas a alta cúpula é investigada por desvio de verbas e eu vou ter que comprar fralda com meu salário, que é baixo? — questiona o policial.

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM, Vanderlei Ribeiro, pretende acionar o Ministério Público para investigar o fato:

— Isso é desvio de função. Arrecadar fraldas não é competência de um policial.

Em nota, a PM disse que a campanha faz parte de “uma ação de responsabilidade social para mobilizar policiais voluntários”. No entanto, afirma que o hospital da PM não será o único beneficiado.

Policiais civis e militares de 21 áreas do estado devem receber bônus por redução de violência

FONTE: JORNAL EXTRA

Policiais de 21 das 39 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) do estado devem receber a gratificação do Sistema Integrado de Metas referente ao primeiro semestre deste ano.


sábado, 4 de julho de 2015

Estado se compromete a investir R$ 4 bilhões na PM até 2021


O Ministério Público estadual e o governador Luiz Fernando Pezão firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê investimentos de R$ 4 bilhões na Polícia Militar até 2021, sendo que um quarto deste total deve chegar à corporação entre 2016 e 2018. O acordo tem como objetivo principal melhorar as condições de trabalho da tropa. O compromisso estabelece um prazo de um ano para que cada Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) tenha pelo menos cem homens, equipamentos de informática e sedes de alvenaria.

A promotora Gláucia Santana, que vinha elaborando o TAC desde 2013, explicou que os investimentos, provenientes do Tesouro estadual, serão escalonados - foi combinado um investimento de R$ 200 milhões além do previsto para o orçamento da PM de 2016. Em 2017, estão programados mais R$ 300 milhões; e, em 2018, R$ 500 milhões. Os R$ 3 bilhões restantes ficarão a cargo da próxima administração.

Chefe do Estado-Maior Administrativo da PM, o coronel Paulo de Souza Teixeira comemorou o compromisso:

- Haverá recursos para a compra de coletes à prova de balas, controle maior sobre a carga horária de trabalho e mais qualidade na capacitação.

O estado conta hoje com um efetivo de 47.700 PMs. A previsão é ter 60 mil até o fim de 2016.

PMs do Rio deverão ter arma de uso pessoal comprada pelo estado


Os 47 mil policiais militares do Rio de Janeiro deverão ter uma arma para uso pessoal, até 2021, comprada pelo estado. É o que ficou acertado entre o governo e o Ministério Público na assinatura do termo de ajustamento de conduta (TAC) ocorrida ontem (2). O TAC prevê um gasto de R$ 4 bilhões nos próximos seis anos e inclui ainda a aquisição de coletes de proteção e melhorias das unidades de Polícia Pacificadoras (UPP).

A promotora Gláucia Santana, titular da 6ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, detalhou hoje (3) alguns pontos do TAC. “O ideal é que cada policial fique vinculado a uma arma. Isto vai ajudar no controle de abusos e vai tirar do mercado arma adquirida de forma clandestina”, disse.

Sobre a compra de coletes para uso individual, hoje é coletivo, a promotora usou como justificativa a questão da higiene. “O policial vai para a rua, fica 24 horas, termina a jornada e passa o colete para frente para outro policial, sem higienização. Isto é humanamente deplorável.”

Gláucia ressaltou que uma das vantagens do TAC é evitar possíveis cortes orçamentários, pois o governador Luiz Fernando Pezão, segundo ela, garantiu que o dinheiro do acordo será o último a ser atingido, caso haja necessidade. Além disso, o valor não será descontado do orçamento anual da Polícia Militar (PM).

“Esse valor de R$ 4 bilhões não se confunde com orçamento ordinário da Polícia Militar. O que o governo tem previso para a PM todos os anos continuará igual. O governador só fez assumir o compromisso de, além do que já estava previsto, aportar mais R$ 4 bilhões”, explicou.

Os recursos serão usados também para melhorar as condições de trabalho nas unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que serão construídas em alvenaria. Elas passarão a ter internet e área de repouso nais confortável para os policiais. Está previsto ainda recurso extra para o treinamento dos PMs.

De acordo com o documento assinado, o governo do estado se compromete a cumprir um cronograma de investimento: R$ 200 milhões em 2016, R$ 300 milhões em 2017 e R$ 500 milhões em 2018, totalizando R$ 1 bilhão. Os demais R$ 3 bilhões ficariam para próximo governo.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Batalhões que reduziram índices criminais


Seis batalhões do Rio atingiram metas de queda dos indicadores de criminalidade no Estado no primeiro semestre deste ano. Todos os PMs e os policiais civis lotados nas distritais dessas regiões recebem a gratificação de R$ 13.500. O valor líquido, após desconto de imposto de renda, chega a R$ 9.800. A quantia deve ser depositada em conta corrente entre 45 a 70 dias.

Os batalhões premiados são o 7º BPM (São Gonçalo), o 15º BPM (Duque de Caxias), o 19º BPM(Copacabana), 28º BPM (Barra Mansa), 35º BPM (Itaboraí) e 36º BPM (Santo Antônio de Pádua). 
“Foram 56 casos a menos de letalidade violenta e 1.190 casos de roubo de rua a menos. O roubo de veículos diminuiu em quase 650 ocorrências. Números astronômicos. No aniversário do batalhão em agosto do ano passado já havíamos batido recordes em prisões e apreensões”, lembrou o comandante Fernando Salema, do 7º BPM.

PM se emociona ao receber prêmio de 'Policial do Mês'



Quem é treinado para enfrentar o perigo e encarar situações tensas, muitas vezes contra bandidos armados, também sente, sofre e chora. A foto em que o cabo Ricardo Luiz, integrante da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas) da 1ª Companhia de Polícia Militar de Araçatuba  (SP), aparece chorando durante uma cerimônia de homenagem aos destaques do mês, prova isso. A foto chamou a atenção na internet após ser publicada na página do CPI no Facebook, ganhando várias curtidas e comentários. 

O cabo Ricardo Luiz foi homenageado, juntamente com vários outros PMs, com o prêmio 'Policial do Mês', durante cerimônia ocorrida na manhã desta segunda-feira (29), no auditório do Senai. O reconhecimento ocorreu após ele prender um criminoso que tinha acabado de assaltar uma lotérica na região central da cidade. Naquele dia, Luiz ouviu a mensagem passada pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) sobre o assalto e, como estava próximo, foi até o local, sozinho com a motocicleta, e prendeu um desempregado de 19 anos, que estava com duas armas e os R$ 8 mil roubados.

Antes mesmo de receber o diploma e a carta de elogio à família, oferecidos pelo CPI, Ricardo Luiz foi às lágrimas. "Estávamos cantando o Hino da Polícia Militar e não resisti. Recordei de tudo que passei desde que entrei na corporação, das ocorrências que atendi quando trabalhei em São Paulo. Passou um filme na minha cabeça", contou o cabo, que está há 26 anos na polícia, à Folha da Região.

O CASO
A ocorrência que rendeu a homenagem para Ricardo Luiz aconteceu no dia 15 de maio. "Eu tinha acabado de atender uma ocorrência de trânsito e estava saindo da Santa Casa, quando ouvi o Copom falando sobre o assalto. Fui para o local e, como com a moto consigo me locomover mais rápido, cheguei e abordei um dos assaltantes, que estava correndo", lembra-se. Após a abordagem, outros policiais chegaram e ajudaram no desenrolar da ocorrência. 

Com o acusado, que tem 19 anos, estavam dois revólveres calibre 32, R$ 7.543,30 em notas e moedas e uma folha de cheque preenchida no valor de R$ 654. Por volta das 18h daquele dia, ele e o seu comparsa entraram armados na lotérica, que fica no calçadão da Princesa Isabel, rendendo funcionários e fugiram levando dinheiro do local. O outro assaltante foi encontrado em Birigui pouco depois.