segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Pezão corta em até 77% o bônus de policiais que reduzem a criminalidade; valor mais alto cai de R$ 13.500 para R$ 3.000

A partir deste ano, os policiais civis e militares que conseguirem reduzir os índices de criminalidade em suas áreas de atuação verão as contas bancárias engordarem bem menos. Através de um decreto publicado no Diário Oficial no último dia 18, o governador Luiz Fernando Pezão cortou em até 77,8% as bonificações referentes ao Sistema Integrado de Metas.

Desde o primeiro semestre de 2013, o valor do prêmio oscilava entre R$ 4.500 e 13.500, dependendo do desempenho de cada uma das 39 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) do estado. Agora, o bônus vai variar de R$ 1.500 a R$ 3.000.

— Acho isso desmotivador para a tropa. Não apoio nenhum centavo de corte em benefícios concedidos à categoria. Segurança pública se faz com agentes bem remunerados — criticou o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), que preside na Assembleia Legislativa uma comissão que acompanha a carga horária dos policiais militares.



Enquanto isso, os servidores da área de segurança que reduziram a violência no primeiro semestre do ano passado continuam aguardando o recebimento da bonificação. Na ocasião, os policiais alcançaram o melhor desempenho desde a criação do programa, em 2009. Contas feitas pelo EXTRA com base em dados da PM e da Polícia Civil mostram que são mais de 20 mil agentes premiados, totalizando R$ 184 milhões em gratificação — quase metade dos R$ 396 milhões desembolsados com o projeto até então.
A mudança só vale a partir deste ano. Portanto, além dos policiais que alcançaram as metas no primeiro semestre de 2015, quem reduziu a violência nos seis meses seguintes será premiado de acordo com os valores antigos.

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