segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Servidores dizem que vão à Justiça contra medida proposta por Pezão, que aumenta contribuição previdenciária.

O anúncio do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, de que apresentará 12 medidas para reduzir a crise financeira do estado provocou reação imediata entre os servidores. Nesta segunda-feira (1°), a Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Rio disse que considera inconstitucional o aumento da alíquota da contribuição previdenciária, uma das ações propostas pelo governo contra a crise financeira, e que vai recorrer na Justiça.
A proposta, que ainda será apresentada na Assembleia Legislativa (Alerj), nesta terça-feira (2), é de aumentar as alíquotas de contribuição dos servidores de 11% para 14%. Já o Estado aumentaria sua participação de 22% para 28%. Todas as aposentadorias passariam por uma revisão e os novas aposentadorias seriam analisadas com mais rigor para gerar uma maior economia.
O governador do RJ afirma que o estado é o único do país a pagar parte das chamadas contribuições patronais dos poderes Judiciário e Legislativo. As contribuições, hoje, correspondem a 22% dos salários pagos aos servidores. O executivo contribui com 3%.
“Não pode ser só o Executivo a fazer. Tem também outros poderes que estão fazendo esforço de economia que eles nos auxiliam a fazer mais economia e ajudar a financiar os seus aposentados dentro do regime de Previdência”, disse Pezão.
A proposta é que cada poder arque com o total das contribuições de INSS, Rio Previdência e previdência complementar. Essas contribuições podem chegar, segundo a nova proposta a 28%.
O governador comentou a importância da aprovação das medidas pelos deputados. "Para cada 100 coronéis da ativa, da PM, nós temos 600 aposentados ganhando no teto. São pessoas que se aposentam com 49, 50 anos. A gente hoje tem uma longevidade maior das pessoas, que elas possam contribuir mais. Senão, o fundo corre um sério risco de um dia  não poder mais pagar as suas aposentadorias", afirmou Pezão.


3 comentários:

  1. Só que os maiores prejudicados são os funcionários que trabalharam uma vida inteira, contribuíram e hoje estão pendendo a segurança e estabilidade financeira e talvez tenham que voltar a trabalhar para manter o nível.

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  2. Já esqueceram do aumento parcelado? Esse mês segundo publicação no Diário Oficial da época seria paga a segunda parcela. As associações precisam se mobilizar, cadê a associação dos ativos, dos inativos...? O Brasil é muito estranho mesmo. Só aqui um bloco de Carnaval consegue levar mais de 1 milhão de pessoas para rua, mas infelizmente nem um terço dessas pessoas vão às ruas para lutar por seus direitos e protestar contra a corrupção e todos os descasos que estamos sofrendo. Sinto constatar que cada povo tem aquilo que merece mesmo. Lamentável!!! ��������������������

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  3. Já esqueceram do aumento parcelado? Esse mês segundo publicação no Diário Oficial da época seria paga a segunda parcela. As associações precisam se mobilizar, cadê a associação dos ativos, dos inativos...? O Brasil é muito estranho mesmo. Só aqui um bloco de Carnaval consegue levar mais de 1 milhão de pessoas para rua, mas infelizmente nem um terço dessas pessoas vão às ruas para lutar por seus direitos e protestar contra a corrupção e todos os descasos que estamos sofrendo. Sinto constatar que cada povo tem aquilo que merece mesmo. Lamentável!!! ��������������������

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