sábado, 12 de março de 2016

Operação Carcinoma II, prende envolvidos em fraudes em hospitais da PM


A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança  e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio operacional da Corregedoria da PMERJ e da DRACO, deflagraram, ontem a Operação Carcinoma II nos bairros: Jardim Guanabara, na Ilha do Governador; Recreio, na Zona Oeste e também Cachambi, na Zona Norte. O objetivo foi cumprir mandados de prisão preventiva contra os empresários Rogério Wilson Ribeiro Colaço, Fernando Carlos Ribeiro Colaço e Silvio Guedes Boaventura e a capitã enfermeira da Polícia Militar Cristiane Cardoso Gonçalves de Souza. Eles são acusados de participar de um esquema de desvio de recursos pertencentes ao Fundo de Saúde da Polícia Militar do Rio de Janeiro (FUSPOM), além de recebimento de propina e envolvimento em procedimentos licitatórios fraudulentos. Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão que foram expedidos pela 20ª Vara Criminal da Capital. 

Os empresários vão responder por corrupção ativa, fraude à licitação, dispensa ilegal de licitações e peculato (crimes comuns). Já a capitã da PM também responderá por corrupção passiva e peculato perante a Auditoria Militar (crimes militares). De acordo com a denúncia dos promotores do GAECO, a empresa M&C Comércio e Soluções de Equipamentos foi contratada pela PM, sem licitação específica, para o fornecimento de 200 aparelhos de ar-condicionado tipo “split”, com potência de 22 mil btus, destinados ao Hospital Central da PM (150 unidades) e ao Hospital da PM de Niterói (50 unidades), pelo valor total de R$ 560 mil. Não mais do que 25% foram entregues e, mesmo assim, em qualidade e especificações diferentes e inferiores aos que constavam nas respectivas notas fiscais. Alguns inclusive foram desviados e instalados em residências de oficiais da PMERJ. 

A capitã Cristiane, no exercício das suas funções administrativas militares, contribuiu para que fossem atestadas falsamente as notas fiscais de recebimento do equipamento em troca de propina no valor de 1% do total da compra, além de ter se beneficiado com a instalação de um dos aparelhos em sua própria casa. "Através da farta documentação apreendida na primeira fase, temos conseguido aprofundar as investigações e dar continuidade às diligências, com intuito de responsabilizar os envolvidos nesta organização criminosa. A Secretaria de Segurança, a Corregedoria da PM e o Ministério Público estão empenhados no combate irrestrito aos desvios de conduta e corrupção policial, com objetivo de levar à Justiça todos os responsáveis por estas fraudes", reforçou o subsecretário de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança, Fábio Galvão. "A segunda fase da Operação Carcinoma foi exitosa com a produção de elementos que ratificam as denúncias oferecidas pelo GAECO. As investigações prosseguem em busca de informações com o fim de identificar novos fatos e agentes transgressores", destacou o promotor Cláudio Calo Sousa, do GAECO do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Operação Carcinoma A Operação Carcinoma II é um desdobramento da Operação Carcinoma, realizada em dezembro de 2015. Na ocasião, foram cumpridos 21 mandados de prisão, dos quais 11 contra oficiais da Polícia Militar e um contra uma funcionária administrativa contratada pela PM. Também foram cumpridos cerca de 40 mandados de busca e apreensão, majoritariamente em bairros da Zona Oeste, incluindo condomínio de luxo na Barra da Tijuca.

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