segunda-feira, 13 de junho de 2016

Colapso nas unidades da PM

Gabinete do 49 BPM foi interditado porque teto desabou. Há infiltrações em paredes e fios estão expostos


A decadência e falta de equipamentos nas unidades da Polícia Militar passaram longe do gordo orçamento de R$ 37,7 bilhões da Secretaria de Segurança Pública nos últimos cinco anos. A penúria das instalações é evidente e não livra nem o oficialato. O gabinete do comando do 45º BPM 
(São Cristóvão) foi interditado porque o teto desabou. Infiltrações atingem o prédio do 19º BPM (Copacabana). No 5º BPM (Praça da Harmonia) não há quase armamento não letal, enquanto no Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (Bptur), triciclos estão parados. 
A tesoura do governo não atingiu os recursos da pasta, mas isso não impediu o colapso dos batalhões. Em dez anos não houve um níquel de investimentos em tecnologia da informação. A PM tem banco de dados, mas sem informações interligadas. O controle de armamento é feito em livros rasurados preenchidos à mão. 
Há problemas no fornecimento de comida por falta de pagamento do Estado, como no Bope, tropa de elite da PM, que só tem arroz, feijão e frango sem tempero. E divide o pão com o 5º BPM. 
O raio-x das 63 unidades foi feito em mega fiscalização do MP, por determinação do Conselho Nacional do Ministério Público em todo o país, como parte do controle externo das polícias. A situação de penúria das Delegacias de Polícia Judiciária Militar é alvo de protestos. "O pessoal foi reduzido e passaram a contar com uma ou duas viaturas ostensivas, o que é inadequado para a investigação dos crimes militares", criticou o promotor Paulo Roberto de Mello Cunha Júnior. 
Os batalhões encolheram após as UPPs. O 23º BPM (Leblon) chegou a ter 1.200 homens. Hoje conta com pouco mais de 600. Há mais de dois mil militares cedidos a outros órgãos. "Foi constatado que nas unidades falta de efetivo, tendo em vista o tamanho da área de atuação ou a concentração populacional", afirmou Paulo Roberto. 
Para o promotor, os policiais são obrigados a usar a criatividade para suprir a falta de investimento. Cada unidade recebe em média R$ 5 mil por mês. "Policiais colocam recursos do bolso para remediar problemas. Há momentos em que pode-se entender que o policial está pagando para trabalhar." 
A Secretaria de Segurança informou que só a PM se pronunciaria sobre o assunto. A corporação alegou que "tenta adequar seu planejamento ao orçamento disponível, minimizando o impacto no serviço operacional." 


Um comentário:

  1. OFICIAIS COVARDES! FROUXOS! HIPÓCRITAS! Nojentos!

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