terça-feira, 7 de junho de 2016

CTI do Hospital da Polícia, em Niterói, vai fechar para cortar gastos


Há alguns dias, a informação de que o Hospital da Polícia Militar (HPM), em Santa Rosa, Niterói, vai acabar com Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e com o pronto-atendimento causou espanto na região. Segundo um funcionário do setor administrativo, que como outros entrevistados preferiu não se identificar, a intenção é cortar gastos “devido à péssima situação financeira do Estado”. Muitos também reclamam da demora na realização de exames.
Com a determinação, que deve entrar em vigor até o mês de agosto, o HPM ficará responsável apenas por atendimento ambulatorial e cirurgias. Os demais serviços serão direcionados para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, no Rio. Os pacientes internados nos setores desativados terão que ser transferidos.
— Nós (funcionários) estamos lutando para que essa medida não entre em vigor. São centenas de pessoas, moradoras da região, que dependem desses serviços médicos — disse um policial militar que trabalha no setor administrativo.
Além deste novo problema, os pacientes do HPM já reclamam da demora nas marcações de consultas e realização de exames. Um subtenente reformado da Polícia Militar, de 74 anos, que preferiu não se identificar, disse que teve que pagar exames do próprio bolso para conseguir descobrir que está com um câncer de próstata.
— Eu sei que meu problema é muito sério, mas os médicos dizem que tenho grandes chances de me recuperar, mas isso só é possível se o Estado colaborar, né? A gente precisa esperar meses para fazer um exame e isso acaba atrapalhando o tratamento — reclama.
A demora para execução de exames também tem chateado outro sargento reformado da PM, de 77 anos. Ele conta que, há alguns dias, os dedos dos pés ficaram muito inflamados e que o médico passou um exame de sangue, ontem, mas ele só fará a coleta no próximo dia 17:
— Depois, ainda vou ter que esperar para conseguir ser examinado. Tenho medo de ser tarde demais.
A Diretoria Geral de Saúde da Polícia Militar informou que está sendo feita uma readequação no HPM de Niterói para que a unidade possa voltar a realizar cirurgias. Ela confirma que os atendimentos de emergência passarão a ser realizados no HCPM. Sobre os exames, o órgão informa, sem explicar sobre a demora, que o HPM possui laboratórios. “Caso o procedimento não esteja disponível existem unidades credenciadas”.

Um comentário:

  1. GANHA-SE MUITO POUCO PARA ARRISCAR A VIDA VESTINDO A FARDA DA POLÍCIA MILITAR NO RIO DE JANEIRO

    Garçom desligado do Palácio do Planalto, onde trabalhava há nove anos, José da Silva Catalão, de 52 anos, recebia um salário líquido de R$ 3.870,00, segundo o Transparência Brasil. Seu salário supria todas as suas necessidades vitais básicas, previstas no Inciso IV do Artigo 7º da Constituição Federal, ou seja, estava acima do Salário Mínimo Necessário estimado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ("despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência"), que corresponde a R$ 3.795,24.

    Soldado da PMERJ recebe um salário bruto de apenas R$ 2.382,89. DEFASAGEM: O salário bruto do SD PM está R$ 1.412,35 abaixo do Salário Mínimo Necessário, o que demonstra o DESCASO do Governo do Estado do Rio de Janeiro com profissionais que prestam SERVIÇOS ESSENCIAIS à sociedade fluminense. Com os descontos do Imposto de Renda e do Rio Previdência o salário fica ainda mais defasado. É deprimente, impossível não haver esse quadro de desmotivação dos Policiais Militares! Um Soldado da PMCE, que também não ganha bem, tem salário inicial de R$ 3.135,08.

    Como e quando a sociedade fluminense irá ter um bom aparato policial-militar com o salário de fome que os Policiais Militares recebem? Um Policial Militar, a nível de Soldado iniciante, tinha que ter um salário líquido de no mínimo R$ 5.000,00 (cinco mil reais) mensais. Não sei como ainda tem gente disposta a ser Policial Militar com o salário de fome que o Governo do Estado do Rio de Janeiro paga. Se pagassem bem, a PMERJ poderia exigir Nível Superior completo para Soldado e Bacharelado em Direito para Oficial.

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