domingo, 19 de junho de 2016

Policiais e bombeiros protestam contra salários atrasados em Volta Redonda

Policiais civis, militares e bombeiros do Sul Fluminense realizaram nesta quinta-feira (16), próximo à delegacia de Volta Redonda (93ªDP), um ato contra os constantes atrasos e parcelamentos nos pagamentos dos salários e gratificações, além de reivindicarem melhores condições de trabalho. A concentração dos servidores públicos ocorreu em uma praça perto da unidade policial, e segundo os manifestantes, que estavam sem uniforme de serviço, o motivo foi para não tumultuar o local. Eles seguiram até a Praça Brasil, na Vila Santa Cecília.
A intenção da manifestação era chamar a atenção da população para o problema enfrentado pelos servidores. Segundo policiais ouvidos pelo Diário do Vale, somente neste mês eles receberem R$ 1 mil e depois 50% do salário.
– Alguns servidores nem isso receberam. Nossa reivindicação é receber um salário integral e numa data fixa. Recebíamos no segundo dia útil de cada mês, depois passaram para o quinto e atualmente estamos recebemos no décimo dia – disse um policial que preferiu não se identificar.
Policiais civis protestaram ainda contra a falta de estrutura nas delegacias. Segundo eles faltam papel para impressão de depoimento e ocorrências policiais, viaturas, combustíveis e o corte de serviços terceirizados como os de limpeza. Um policial lotado na 101ª DP (Pinheiral) disse que os próprios inspetores estavam fazendo “vaquinha” para pagar uma pessoa para dar faxina na unidade, pelo menos uma vez por semana.
O ato contou com o apoio do presidente da Coligação dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, Fábio Neira. Ele disse que veio da capital fluminense para prestigiar a iniciativa dos policiais e bombeiros do Sul Fluminense.
– Trata-se de um ato corajoso desses servidores que me sensibilizou, embora a coligação não tenha participado da organização do evento que foi uma inciativa isolada e pacífica dos policiais e bombeiros do Sul do Estado. É inadmissível esse descaso do governo com a nossa polícia, principalmente com a aproximação deste megaevento que são as Olimpíadas – disse Neira.
Ele disse ainda que na primeira crise financeira que o Estado enfrenta apenas os polícia e bombeiros são punidos. “As empreiteiras contratadas pelo governo estadual estão recebendo em dia”, protestou Neira, que anunciou aos manifestantes a realização de uma assembleia geral na próxima terça-feira, na sede da entidade, na Rua do Senado, no Centro do Rio.
Na noite de quarta-feira (15), organizadores do movimento iniciado por policiais civis enviaram mensagens para conquistar o apoio de policiais militares e bombeiros. De acordo com a mensagem, somente agentes de folga deveriam participar do protesto.
“O Sul Fluminense sai na frente contra esse governo que tanto quer acabar com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro). A gota d’água foi esse parcelamento de nosso salário”, diz um trecho da mensagem que estava se espalhando pela noite através de aplicativos de mensagens instantâneas.
“A intenção é chamar a atenção da sociedade sobre o estado precário da PCERJ e a falta de consideração que o Estado tem com a Polícia Civil a véspera de uma Olimpíada no Rio de Janeiro. É só o início, mas temos de incomodar quem está nos incomodando”, finaliza a nota.

Um comentário:

  1. A policia está com a faca e o queijo na mão,infelizmente falta um herói de coragem, quero ver como vão se virar nas olimpíadas.Mas cadê coragem.

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