terça-feira, 12 de julho de 2016

Beltrame anuncia mais 1.300 PMs nas ruas



Pelo menos 1.300 novos policiais militares vão reforçar o patrulhamento das ruas na Olimpíada. O grupo, recém-concursado, e ainda em estágio, trabalhará sem armas de fogo, usando tão somente um cassetete. Esses soldados estarão sempre acompanhados de um sargento.

A informação é do secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, que esteve nesta terça-feira reunido com deputados na Assembleia Legislativa (Alerj). Durante o encontro, o secretário pediu o apoio para que esses policiais sejam nomeados pelo governador interino Francisco Dornelles após os Jogos.

Um dos motivos de preocupação do secretário é que 800 PMs se aposentam este ano. Os novos soldados estão em treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), em Sulacap. A secretaria não informou o impacto da contratação dos policiais na folha de pagamento.

Na reunião, a assessoria de Beltrame informou que o presidente da Alerj, Jorge Picciani, havia se comprometido a devolver para a Secretaria de Segurança os 112 policiais cedidos à Casa. Porém, a assessoria de Picciani não deu a medida como certa, já que há o caso do deputado Marcelo Freixo (PSOL), que sofreu ameaças de morte e que não pode abrir mão de segurança.

O secretário foi cobrado pelas 60 mortes de policiais no Rio este ano. Beltrame tratou de defender a sua gestão. Afirmou que hoje a polícia prende mais e mata menos. Segundo os dados apresentados, houve uma queda nas mortes de policiais: de 189, em 2003, para 98, ano passado.

UPPS: PROGRAMA MANTIDO

Beltrame atribuiu o crescimento recente da criminalidade à crise financeira do estado. Disse que a falta de recursos impediu a continuidade de programas que garantem o aumento do patrulhamento nas ruas, como o Regime Adicional de Serviço (RAS), o Programa Estadual de Interação na Segurança (Proeis) e o Sistema de Metas Integrado das polícias Militar e Civil, de premiação:

— A nossa situação nos levou a parar por falta de recursos com alguns programas exitosos que ajudaram a baixar os índices de criminalidade. Temos que retomar os programas e também os índices que tínhamos conseguido — afirmou Beltrame.

O secretário defendeu ainda sua gestão à frente da segurança desde 2007, sobretudo a política de pacificação de favelas. Ele negou que o programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que representa um alto custo financeiro, seja revisto após os Jogos. A segurança custa R$ 9 bilhões ao estado por ano, mais do que a saúde (R$ 6 bilhões).

—Temos que consolidar as vitórias que obtivemos. Diariamente recebo pedidos de UPPs na minha mesa — disse Beltrame, ressaltando que o programa reduziu os índices de homicídios.


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